Tribunal de Justiça arquiva denúncia contra padre acusado por lavagem de dinheiro

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Tribunal de Justiça arquiva denúncia contra padre acusado por lavagem de dinheiro

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Padre Robson de Oliveira Pereira – Reprodução / Instagram

Ailton Alves
Colaboração para o UOL, em Recife

Em decisão unânime, o Tribunal de Justiça de Goiás arquivou hoje a denúncia do Ministério Público contra o padre Robson de Oliveira Pereira. Ele era acusado de praticar lavagem de dinheiro por meio da Afipe (Associação Filhos do Pai Eterno).

A decisão foi tomada pelo desembargador Nicomedes Domingos Borges e acompanhada pela turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal.

A sessão aconteceu na tarde desta terça-feira, 6 de outubro, de forma virtual. O padre Robson era investigado na Operação Vendilhões, deflagrada pelo MPGO (Ministério Público de Goiás), no dia 21 de agosto deste ano.

Ele era suspeito de praticar lavagem de dinheiro e de crimes de apropriação indébita, organização criminosa, sonegação fiscal e falsidade ideológica.

Na decisão, o desembargador Nicomedes afirmou que não existem provas suficientes de que o dinheiro doado pelos fiéis tinham desvios de finalidade.

“A Afipe se trata de uma associação civil evangelizador e, para atender às suas necessidades, poderá criar atividades como instrumento captador de recursos financeiros”, justificou.

A acusação era de que os crimes teriam sido cometidos através da Afipe, que é responsável pela Basílica de Trindade (GO).

A associação arrecadava doações para a construção de uma nova basílica em Trindade. O município, a 23 km de Goiânia, abriga a Basílica do Divino Pai Eterno, que é mantida pela Afipe e atrai milhares de fiéis.

O padre Robson ocupava o cargo de reitor da Basílica, porém pediu afastamento do comando das entidades presididas por ele ligadas à Afipe.

Em agosto, a arquidiocese de Goiânia suspendeu temporariamente o direito do padre Robson de Oliveira de realizar celebrações.

Exposição desnecessária, diz advogado

O advogado Pedro Paulo de Medeiros, que defende o Padre Robson, afirmou, em entrevista ao UOL, que houve uma exposição desnecessária do religioso. Ele disse ainda que, se o Ministério Público de Goiás tivesse procurado o padre para dar explicações, tudo já teria sido esclarecido.

Por sua vez, o MPGO informou que só vai se pronunciar sobre o arquivamento do processo quando tiver acesso à íntegra da decisão.

Em vídeo postado em suas redes sociais no mês de agosto, o padre Robson afirmou que todo o dinheiro arrecadado com doações foi utilizado em atividades religiosas.

“Tudo está desde a primeira doação, e assim continua, na Afipe, e é utilizado para que nós levemos a nossa obra de evangelização aos fiéis ao mundo. Meu coração está sereno e confiante de que tudo será esclarecido o mais breve possível”, disse.

Fonte: UOL


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