Governo tenta aplicar ‘vacina’ contra repetição de manobras

Governo tenta aplicar ‘vacina’ contra repetição de manobras

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O projeto de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2022 apresentado pelo governo prevê dispositivos que podem evitar a repetição de manobras feitas pelo Congresso na votação do Orçamento deste ano. A proposta exclui a possibilidade de indicação das emendas de relator e proíbe o Congresso de subestimar despesas obrigatórias sem aval do Executivo, mexendo nos pontos de maior impasse de uma disputa ainda não resolvida em torno das verbas deste ano.

O projeto da LDO cria uma trava para impedir que os recursos de despesas obrigatórias sejam usados como fonte para emendas parlamentares. O texto poderá ser alterado pelo Congresso durante a discussão na CMO (Comissão Mista de Orçamento) e no plenário. A relatoria da LDO ficará com um deputado, ainda não definido. Nos bastidores, esses itens são considerados fora do texto antes mesmo da tramitação, em função da articulação dos partidos do Centrão para turbinar recursos de verbas com apelo eleitoral.

Ao aprovar o Orçamento de 2021, no mês passado, o Congresso promoveu uma “tesourada” em despesas obrigatórias, como na Previdência Social, e turbinou as emendas parlamentares, recursos destinados por deputados e senadores para redutos eleitorais. Só nos benefícios previdenciários, o corte foi de R$ 13 bilhões. Em contrapartida, foram aprovados R$ 29 bilhões em emendas controladas diretamente pelo relator do Orçamento, senador Marcio Bittar (MDB-AC).

O Ministério da Economia aponta uma insuficiência nas contas e tenta convencer o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a vetar parte das emendas. A cúpula do Congresso, porém, pressiona pela sanção integral com ameaça do Centrão de romper a aliança política com Bolsonaro. De qualquer forma, o governo terá de enviar um novo projeto de lei para suplementar despesas e cumprir obrigações ao longo do ano. O impasse está no alvo dos cortes que abrirão espaço para esse ajuste.

Exigências

De acordo com a proposta de LDO apresentada pelo Executivo, as despesas obrigatórias somente poderão ser alteradas pelo Congresso Nacional “se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal, cuja justificativa para alteração contenha manifestação da área técnica responsável pela projeção”. O dispositivo autoriza o Ministério da Economia a ratificar a revisão e cria uma extensa lista de exigências para apresentação do cálculo dessas estimativas.

A medida é uma tentativa do Ministério da Economia de evitar o que aconteceu na aprovação do Orçamento neste ano. Enquanto a equipe econômica apontou a necessidade de aumentar os recursos para esses gastos carimbados, o relator diminuiu as projeções e aumentou as verbas para emendas. Nos bastidores, o ministro da Economia, Paulo Guedes, argumentou que o Congresso desconsiderou os alertas técnicos. Bittar, por sua vez, acusou Guedes de “faltar com a verdade” e afirmou que o próprio ministro deu aval para todo o processo. Procurado pela reportagem, o ministério não comentou as medidas do projeto.

Em outro ponto crucial para as articulações, o governo enviou a LDO sem a previsão de indicação das emendas de relator e de comissões. A proposta estabelece a programação de pagamentos apenas para emendas individuais, aquelas indicadas por cada deputado e senador, e para as emendas de bancadas estaduais, incluídas pelo conjunto de parlamentares de um mesmo Estado. A projeção é que as emendas impositivas fiquem em R$ 17 bilhões em 2022. Com a inclusão das emendas de relator e comissões, porém, o valor deve aumentar. Neste ano, por exemplo, a aprovação desses dois tipos de indicações elevaram o patamar de verbas com a digital dos parlamentares para R$ 47,4 bilhões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Prefeitura de Itaguaí (RJ) interdita CSN-Tecar por irregularidades ambientais – 16/04/2021

Prefeitura de Itaguaí (RJ) interdita CSN-Tecar por irregularidades ambientais – 16/04/2021

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A prefeitura de Itaguaí, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, interditou, na manhã de hoje, as operações da CSN-Tecar (Terminal de Granéis Sólidos) no Porto de Itaguaí e do Porto Sepetiba-Tecon, vinculados à CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), por descumprimento de normas ambientais e desrespeito às condicionantes que permitem seu funcionamento.

A CNS foi multada em mais de R$ 4 milhões e o Porto Sepetiba-Tecon, em R$ 1,4 milhão, por diversas irregularidades constatadas na vistoria realizada em março deste ano por técnicos da Secretaria Municipal do Ambiente e Sustentabilidade.

A CSN é a segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil e o Sepetiba-Tecon, um dos principais terminais de contêiner do país, realizando carga e descarga. A empresa nega qualquer dano ambiental e não descarta processar a prefeitura de Itaguaí pela autuação.

Localizada ao lado da foz do Rio Mazomba, a CSN tem, em seu entorno, vegetação nativa de relevância ecológica e área para preservação de recursos naturais, especialmente da biota marinha (fauna e flora), com manguezais no entorno da área do terminal de cargas.

Segundo a secretaria municipal, a área próxima ao terminal Tecar tem enorme relevância ecológica, pois serve como local de reprodução e alimentação para a maioria dos organismos marinhos, inclusive aqueles que compõem os recursos pesqueiros da região.

De acordo com a prefeitura, em ambas empresas foram constatados problemas nas estações de tratamento de efluentes sendo que na CSN o efluente de minério de ferro é lançado de forma indireta, sem o monitoramento adequado, na Baía de Sepetiba.

Condições de trabalho e providências

“As empresas também têm irregularidades em relação a condições de trabalho. A fiscalização constatou que os colaboradores são expostos ao risco constante de saúde, com a inalação de poeira de minério de ferro durante todo o período, ausência de equipamentos de proteção coletiva imprescindíveis para situações de primeiros socorros, bem como falta de sinalizações adequadas nas vias de circulação que ocasionam acidentes”, diz a nota da prefeitura.

Além da interdição e da aplicação da multa, a CSN-Tecar e o Sepetiba-Tecon terão que adotar medidas de controle em caráter de urgência como manutenção do sistema de canaletas para drenagem das águas resultantes das operações nos pátios e píeres e apresentar laudo laboratorial da eficácia do polímero utilizado no aspersor de partículas, providenciar sinalização e demarcação para área de passagem de pedestres.

CSN

Em nota, a CSN disse que reforça seu compromisso com as questões relacionadas à sustentabilidade e ao meio ambiente, trabalhando, em todas as suas unidades, com os mais rigorosos padrões de controle ambiental. A empresa informou que tem todas as licenças ambientais no Porto de Itaguaí, o que atesta que sua atuação é completamente baseada no que a legislação determina.

“Não houve qualquer vazamento ou derrame de minério no mar. A empresa não reconhece qualquer das acusações que lhe estão sendo supostamente imputadas. Por isso, a companhia sinaliza surpresa com a operação de hoje. Não compete a uma prefeitura municipal interditar um porto com alfandegamento federal, devidamente licenciado pelo órgão ambiental estadual, e que é responsável por grande parte da balança comercial brasileira, sem que tenha sido sequer dada uma oportunidade de defesa e de prestação de informações devidas”, diz a nota.

A empresa acrescentou que tomará todas as providências legais para assegurar a continuidade das suas operações e que não descarta a possibilidade de processo contra a prefeitura por danos materiais e morais.

A prefeitura de Itaguaí informou que tem o poder para interditar, baseada na Lei Complementar 140 de 2011 e na Lei Municipal 3.296/2021, que garante no Artigo 7º “exercício do poder de polícia em relação a atividades causadoras de poluição e impacto ambiental, e imposição das sanções administrativas estabelecidas em lei, independente da concessão de licença ter sido feita ao empreendimento ou atividade por órgãos ambientais estaduais ou federais”.

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Ministro determina reintegração de famílias excluídas do Bolsa Família – 14/04/2021

Ministro determina reintegração de famílias excluídas do Bolsa Família – 14/04/2021

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O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje que a União reintegre, num prazo de 10 dias, as famílias excluídas do Programa Bolsa Família durante a pandemia. Caso a medida não seja cumprida, uma multa diária de R$ 100 mil será cobrada.

Em 2020, o ministro derrubou uma liminar e acolheu o pedido de estados do Nordeste, para que o governo federal suspendesse os cortes no Bolsa Família enquanto perdurasse o estado de calamidade pública. Naquele ano, o relator lembrou que o programa de transferência de renda deve fazer frente à situação de pobreza e vulnerabilidade, sem discriminação de qualquer natureza.

Segundo o governo da Bahia, entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021, houve redução de 12.706 inscritos no Bolsa Família no estado, enquanto, no mesmo período, houve aumento de beneficiados nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Em contrapartida, o governo federal afirmou que “os desligamentos estavam relacionados a fraudes e à suspensão temporária, em razão do pagamento de auxílio emergencial e de ações de verificação de condições”.

Em seu argumento, Marco Aurélio disse que os estados do Nordeste concentram o maior número de pessoas em situação de pobreza, o que sinaliza tratamento discriminatório.

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Ministro da AGU se reúne com Pazuello para ajudar na defesa de ação do STF – 13/04/2021

Ministro da AGU se reúne com Pazuello para ajudar na defesa de ação do STF – 13/04/2021

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O novo ministro da AGU (Advocacia-Geral da União) teve um encontro nesta segunda-feira (13) com o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para tratar da defesa do general no inquérito instaurado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar a atuação do ex-ministro em ações do combate à pandemia.

Segundo fontes ouvidas pela coluna, com o aval do Palácio do Planalto e do presidente Jair Bolsonaro, Mendonça explicou ao general que é função da AGU cuidar de sua defesa na Suprema Corte.

Pazuello deixou o comando da Saúde em março, no auge da pandemia, e mesmo com o envio das investigações fiquem na primeira instância, caberá a AGU a sua defesa.

A justificativa de fontes da AGU é de que o artigo 22 da Lei 9.028/1995, coloca a pasta responsável na representação de autoridades públicas em função de atos praticados no âmbito de suas atribuições.

Como exemplo, citam que até hoje a AGU representa o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-ministro Pedro Malan, dentre outras autoridades.

“No caso do ex-ministro Pazuello, sua representação já vem sendo feita no âmbito do inquérito do STF e seguirá na primeira instância”, explicaram fontes da AGU.

A auxiliares, Mendonça tem tratado o tema como “procedimentos de rotina” e tenta tirar o peso político da defesa.

Auxiliares de Bolsonaro, porém, admitem que com o desdobramento da CPI, aberta nesta terça-feira pelo Senado, é preciso que o ex-ministro esteja bem respaldado para evitar desdobramentos ainda mais arriscados ao presidente Bolsonaro.

O sucessor de Pazuello, ministro Marcelo Queiroga tem evitado falar da CPI e diz que está “muito mais preocupado com CTI (Centro de Terapia Intensiva) do que com CPI”.

Queiroga afirmou ainda que o Senado é soberano para instaurar a CPI e que se for preciso sua pasta vai prestar “os esclarecimentos devidos”.

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Mídia e Marketing #80: Maitê Lourenço, CEO do BlackRocks Startups – 13/04/2021

Mídia e Marketing #80: Maitê Lourenço, CEO do BlackRocks Startups – 13/04/2021

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Criar uma startup é apenas para mini gênios ou este ecossistema está ao alcance de todos? Nesta semana, o podcast Mídia e Marketing, que chega ao seu 80º episódio, recebe Maitê Lourenço, CEO e fundadora do BlackRocks Startups.

“Para se desenvolver uma startup, você precisa de duas coisas: primeiro, ter noção de um problema e saber fazer a pergunta correta para resolver aquele problema. É um desafio enorme fazer este tipo de ação. Depois, encontrar técnicas, formas e pessoas que possam fazer com que sua ideia escale, que consiga chegar em mais gente. Muitas vezes, quem está no dia a dia é quem consegue resolver isso”, declara (no vídeo acima, este trecho está a partir de 8:08).

O BlackRocks é uma aceleradora de negócios que capacita e desenvolve empreendedores negros. No papo, Maitê também fala como é fundamental a atuação dos investidores para mudar o racismo estrutural do ecossistema de startups.

“Existe um sistema histórico no Brasil que elimina a possibilidade de que as pessoas negras cresçam nas empresas. Das 500 maiores empresas do Brasil, só 5% têm lideranças negras. E, no ecossistema de startups, negros têm que ser ainda mais criativos”, diz Maitê (no vídeo acima, este trecho está a partir de 14:16).

Para a executiva, a ampliação da diversidade é fundamental para transformar todo o ecossistema e vislumbrar melhores resultados. “Ter diversidade é muito importante porque aumenta a possibilidade de acessar outras ideias, outros lugares, outras oportunidades”, afirma (a partir de 20:46).

Estudo em parceria com a Bain Company

Na entrevista, Maitê ainda destaca os números do estudo “Panorama do ecossistema de startups no Brasil – Rumo à diversidade racial“, lançado em fevereiro deste ano e produzido em parceria com a consultoria Bain & Company.

“Os hubs de inovação, às vezes, pensam em um ‘perfil único’. Não dá para pensar em empreendedores sem pensar na população negra brasileira, que representa 51% dos microempreendedores no Brasil. Há a necessidade de se transformar todo ecossistema para que a gente veja resultados diferentes. As empresas precisam fazer isso. É uma questão de sobrevivência” (a partir de 10:03 e a partir de 24:16).

Maitê ainda destaca os desafios da BlackRocks, que hoje conta com patrocínios de empresas como BTG Pactual e TikTok.

“Precisamos acessar mais pessoas, desenvolver mais ações para agregar mais para as startups. Ainda hoje precisamos desmistificar o lugar de falar sobre população negra, ainda mais pensando em inovação tecnologia”, diz (a partir de 5:30).

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Dólar tem queda de 0,4%, vendido a R$ 5,652; siga – 12/04/2021

Dólar tem queda de 0,4%, vendido a R$ 5,652; siga – 12/04/2021

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O dólar comercial chegou a ser negociado por R$ 5,652 na manhã de hoje (12). A moeda norte-americana atingiu o valor por volta das 9h29 (de Brasília), quando caía 0,4%.

Na sexta-feira (9) o dólar comercial teve alta de 1,81%, fechando a R$ 5,675 na venda.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

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Qual o melhor título para 5 anos?

Qual o melhor título para 5 anos?

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Na renda fixa, você já teve aquela dúvida sobre qual é o melhor título público do Tesouro Direto para resgatar no médio prazo de cinco anos? Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA: qual é a melhor escolha? Esta pergunta foi respondida no Papo com Especialista, programa semanal ao vivo do UOL Economia+.

No programa, o economista César Esperandio fez uma simulação para comparar a rentabilidade dos investimentos em Tesouro Prefixado, cuja rentabilidade você já conhece no momento da aplicação; e Tesouro IPCA, cuja rentabilidade é um percentual definido no momento do investimento somada à variação da inflação até o vencimento.

Veja abaixo a resposta do economista e entenda qual dos títulos é o melhor para resgate em 2026.

O Papo com Especialista é transmitido sempre às quartas-feiras, das 12h30 às 13h30, na página inicial do UOL e do UOL Economia+. O programa é exclusivo para assinantes e, após a transmissão ao vivo, fica disponível para consulta.

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Orçamento tem guerra de pareceres – 10/04/2021

Orçamento tem guerra de pareceres – 10/04/2021

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O impasse em torno do Orçamento de 2021 ganhou um novo capítulo ontem com uma verdadeira guerra de pareceres entre Congresso Nacional e Executivo. Em um movimento estrategicamente alinhado, Câmara e Senado se armaram com notas técnicas de suas respectivas consultorias para mostrar que o presidente Jair Bolsonaro pode sancionar o Orçamento sem vetos às emendas parlamentares. O Ministério da Economia, por sua vez, já prepara o próprio embasamento jurídico para recomendar veto à proposta como defende o ministro Paulo Guedes, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

Por trás dessa ação estão os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que nos últimos dias já manifestaram contrariedade com a possibilidade de veto às emendas indicadas pelos parlamentares e que beneficiam seus redutos eleitorais. O movimento adiciona pressão sobre o Palácio do Planalto, após Bolsonaro ter sinalizado que fará um veto parcial para afastar riscos de cometer crime de responsabilidade, passível de impeachment.

As notas das consultorias atacam diretamente esse receio do presidente e dizem, com todas as letras, que a sanção integral do Orçamento não configuraria crime de responsabilidade. Mas nenhuma delas foi publicada oficialmente pelas consultorias e circulam no Congresso em caráter não oficial no dia em que continuam as negociações em torno da decisão final do presidente.

Conselheiros políticos do presidente recomendaram que ele deixe para a próxima semana a definição sobre a sanção do Orçamento da União.

A expectativa era de que ele batesse o martelo ontem, depois de ter sinalizado a empresários que faria vetos no Orçamento com um discurso de responsabilidade fiscal e de que não colocaria o “dele na reta”. Uma referência indireta ao risco de crime de responsabilidade fiscal, que pode levar ao seu impeachment ou torná-lo inelegível.

Uma dessas lideranças lembrou que o presidente tem prazo até o dia 22 para sancionar o projeto e por isso não precisa de pressa.

O clima tenso aumentou no Congresso depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou o Senado instalar a CPI da Covid. Essa preocupação já estava ontem no radar antes mesmo da decisão, como mostrou o Estadão/Broadcast.

Apesar dos pareceres favoráveis à sanção, o Estadão apurou que o entendimento não é unânime e há consultores legislativos que veem risco de Bolsonaro avalizar a lei sem vetos e começar a executar o Orçamento com despesas subestimadas. Se o presidente não sancionar o projeto, não há risco de extrapolar o teto de gastos (a regra que limita o crescimento das despesas à inflação), enquanto a sanção pode ter efeito contrário e gerar consequências para o chefe do Executivo.

A nota preliminar da Consultoria de Orçamento e Fiscalização da Câmara indica que Bolsonaro poderia sancionar o Orçamento sem vetos e fazer a recomposição posterior das despesas que ficaram subestimadas. Durante a tramitação, o relator, senador Marcio Bittar (MDB-AC), fez cortes em despesas obrigatórias como benefícios previdenciários, seguro-desemprego e subsídios a financiamentos rurais, elevando as emendas parlamentares em R$ 31,3 bilhões.

A recomposição dessas despesas, segundo a nota da Câmara, poderia ser feita por meio de projeto de lei para cancelar gastos relacionados às emendas e restituir as dotações necessárias às obrigatórias. Outra opção seria por meio de decreto, desde que haja o aval do relator às mudanças.

A nota técnica da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado é mais extensa. Segundo o documento, mesmo que haja eventuais divergências em relação às despesas aprovadas no Orçamento, “não se identificou conduta tipificada como crime de responsabilidade em razão de sanção ou veto do projeto de lei”. A nota afirma que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) é de que tanto a sanção quanto o veto são “atos do caráter político do processo legislativo”, enquanto um crime de responsabilidade passa por julgamento político-administrativo e requer a tipificação de tais infrações em lei federal.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Maioria dos beneficiários gasta auxílio emergencial de forma digital

Maioria dos beneficiários gasta auxílio emergencial de forma digital

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Mais da metade das pessoas que recebem o auxílio emergencial gastam o benefício pelo aplicativo de celular, antes de fazerem o saque nas lotéricas e nas agências, disse hoje (9) o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. Ele participou do programa A Voz do Brasil e ressaltou a importância do aplicativo Caixa Tem na inclusão bancária e financeira da população.

“As pessoas estão utilizando muito bem o Caixa Tem. Mais da metade das pessoas [que recebem o auxílio emergencial] já consome o benefício antes de fazer o saque nas lotéricas e nas agências. Isso é muito importante porque essas contas [poupança] são de graça e vão ficar depois do auxílio”, disse Guimarães.

O presidente da Caixa disse que, no ano passado, o banco pagou a 120 milhões de brasileiros por meio do aplicativo e informou que a ferramenta será usada para pagar todos os benefícios sociais e trabalhistas do banco, não apenas o auxílio emergencial. “O governo incluiu 38 milhões de pessoas que não tinham acesso a nenhum tipo de benefício social. Essas pessoas receberam uma conta bancária de graça”, acrescentou.

Fraudes

O presidente da Caixa ressaltou que, em dois casos, os beneficiários do auxílio emergencial precisarão ir às agências antes do início do pagamento. O primeiro diz respeito a alguns usuários que trocaram de telefones celulares entre o fim do ano passado e abril deste ano e tiveram o aplicativo Caixa Tem bloqueado. O segundo refere-se a beneficiários com mais de um CPF, que precisarão ir as agências comprovar a identidade.

Segundo Guimarães, o comparecimento às agências nessas situações será necessário para evitar fraudes. Ele, no entanto, pediu para os beneficiários evitarem corridas aos bancos e assegurou que todo mundo será atendido. “Não precisa chegar cedo [à agência], basta levar identidade e o desbloqueio demora cinco minutos”, explicou.

Apesar das precauções, o presidente do banco ressaltou que o volume de fraudes foi muito pequeno, inferior ao pagamento de benefícios sociais nos Estados Unidos. De acordo com ele, em 2021, as fraudes deverão ser ainda menores, porque o auxílio emergencial será pago nas mesmas contas poupança usadas em 2020.

Saques

O pagamento da nova rodada do auxílio emergencial, com benefícios de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375 (dependendo da família), começou a ser depositado na terça-feira (6) para os trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) em janeiro nas contas poupança digitais. Hoje (9) receberam os nascidos em fevereiro. No domingo (11), receberão os nascidos em março.

Esse público só poderá sacar o auxílio quatro semanas depois do depósito na conta poupança digital. Até lá, o dinheiro só poderá ser movimentado pelo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), compras em lojas eletrônicas e pagamentos com código QR (versão avançada do código de barras) em máquinas de estabelecimentos conveniados.

Segundo Guimarães, esse prazo entre o depósito e o início dos saques é necessário para evitar aglomerações nas lotéricas e nas agências. “Esse calendário é necessário exatamente para organizar para que as pessoas possam saber quando ir às agências. Isso foi feito no ano passado e, quando nós implementamos, ainda em maio, conseguimos uma redução muito grande nas filas. Implementamos [o calendário] pelo aniversário porque o mês de aniversário todo mundo sabe quando é e fica mais fácil para a população, principalmente a mais humilde”, explicou.

Apenas os cerca de 10 milhões de beneficiários do Bolsa Família poderão sacar diretamente o auxílio emergencial nas agências e nas casas lotéricas nos dez últimos dias do mês. De acordo com o presidente da Caixa, quase todos os inscritos no programa social receberão os valores do auxílio emergencial. Assim como em 2020, os membros do Bolsa Família receberão o valor atual do benefício ou o auxílio emergencial, prevalecendo o maior montante.

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Após desafio de Lemann, Gerando Falcões arrecada R$ 2 mi

Após desafio de Lemann, Gerando Falcões arrecada R$ 2 mi

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A ONG Gerando Falcões, que está arrecadando dinheiro para comprar cestas básicas para famílias carentes durante a pandemia, atingiu a meta de doações proposta pelo empresário Jorge Paulo Lemann no dia 30 de março. O desafio era de que a ONG arrecadasse, até este sábado (3), R$ 500 mil em doações. Se o projeto cumprisse a meta, Lemann doaria mais R$ 500 mil à campanha.

O fundador da ONG, Edu Lyra, comemorou o resultado neste sábado (3) em um post no Instagram. Segundo ele, a ONG arrecadou os R$ 500 mil e, como prometido, Lemann vai investir mais R$ 500 mil no projeto. Outros empresários também vão doar. No total, o movimento arrecadou, desde o desafio de Lemann, R$ 2 milhões para ajudar as famílias carentes.

Juntando todas as doações, com o desafio que o Jorge Paulo Lemann me fez, nós chegamos a R$ 2 milhões mobilizados para investir em alimentação para o povo mais pobre das favelas. Não vai ficar ninguém para trás. A única forma de sobrevivência deste planeta é através da colaboração.
Edu Lyra

Veja o vídeo completo publicado pelo fundador da ONG, Edu Lyra:

Meta da campanha é arrecadar R$ 25 milhões

Para 2021, a meta da campanha é arrecadar R$ 25 milhões em doações. Até agora, R$ 8,52 milhões foram reunidos, ajudando 28.400 famílias.

De acordo com Edu Lyra, a mobilização, agora, é para que mais empresas ajudem a causa, e que mais cidadãos aceitem se tornar anjos na iniciativa. Os anjos são cidadãos que fazem doações e aceitam mobilizar familiares e amigos para doar também.

O que nós mais precisamos agora é de mais empresas para fazerem o matching funding [doar para a campanha] junto com seus colaboradores, e mais cidadãos que queiram se tornar anjos. Com isso, a campanha continua aquecida, mobilizando doações em toda a parte.
Edu Lyra

Em 2020, o projeto arrecadou R$ 25 milhões e impactou mais de 426 mil pessoas que moram em favelas e comunidades do país.

Como funciona o projeto

A proposta da Gerando Falcões é fazer a ponte entre as doações e as famílias que moram em favelas e estão em situação de vulnerabilidade. Para isso, o projeto conta com uma rede de ONGs que faz o cadastro dessas famílias. Cada uma delas recebe um cartão, que é recarregado com R$ 150 mensais para a compra de alimentos.

Com esse cartão em mãos, a família faz a compra do pequeno empreendedor dentro da favela, mobilizando a economia local.
Edu Lyra

Para doar, basta entrar no site da campanha.

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