RESENHA | Filme: Pai em Dobro

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                Pai em Dobro é a nova produção nacional da Netflix que teve sua estreia na sexta-feira, 15. O longa conta com roteiro de Thalita Rebouças, Maísa Silva, Eduardo Moscovis e Marcelo Médici no elenco. A premissa é boa, mas a execução poderia ser melhor deixando a desejar em muitos aspectos.

Ficha Técnica

Título: Pai em Dobro
Ano de Produção: 2020
Dirigido Por: Cris D’Amado
Estreia: 15/01/2021
Duração: 1 hora e 45 minutos
Classificação: Livre
Gênero: Comédia, Drama
País de Origem: Brasil
Sinopse: Vicenza é uma jovem que recém completou 18 anos e mora em Universo Cósmico. Uma espécie de aldeia natureba. A jovem está cansada de não saber quem é seu pai, assim, decide embarcar para o Rio de Janeiro em busca de seu possível pai.

 

A História

                A personagem principal interpretada por Maísa é Vicenza. Uma jovem que acabou de completar 18 anos e vive numa espécie de aldeia chamada Universo Cósmico. Todos que moram lá tem forte ligação com a natureza, vivem longe da vida agitada das cidades e, assim, também das tecnologias. A lua também é algo muito presente na aldeia, a começar pela própria “líder” do lugar que se chama Mãe Lua (Fafá de Belém). Mas não só isso, volta e meia um personagem aparece usando brincos em formato de lua ou fazem alguma referência.

Laila Zaid e Maísa em Pai em Dobro

                Pois bem, há anos Vicenza quer saber quem é seu pai, mas a mãe que é vivida por Laila Zaid sempre dá a mesma resposta de que ainda não está na hora. E começa por aí uma das coisas que me incomodou, ela bate muito nessa tecla e é bem no início do filme o que torna até um tanto chato os primeiros minutos e também difícil simpatizar com Vicenza. Claro que é entendível que um jovem queira saber quem é o pai, mas poderiam ter feito isso de uma maneira melhor.

                Prosseguindo, a mãe sai em viagem para a Índia e nisso Vicenza acha uma antiga foto de sua mãe em um Carnaval com um homem. E assim, sem mais nem menos a garota vai em busca do tal homem achando que ele poderia ser seu pai.

Rio de Janeiro

                A garota consegue finalmente chegar ao Rio de Janeiro e encontrar Paco, seu suposto pai. Paco (Eduardo Moscovis) é um pintor que perdeu a inspiração e para conseguir pagar as contas ele faz algo que odeia, dar aula. Além disso, é amargurado e ranzinza e sua casa é uma verdadeira zona.

Eduardo Moscovis no novo filme brasileiro da Netflix

                Enfim, Paco entra em choque quando descobre que Vicenza pode ser sua filha. E leva a garota para uma espécie de pensão onde ela conhece Cadu (Pedro Ottoni) um dos netos do dono do lugar. Lá, Vicenza descobre que os jovens do local estão tentando trazer de volta o antigo bloco de Carnaval chamado Ameba Desnuda que era do avô (Roberto Bonfim) de Cadu.

                No meio dessa ajuda ao retorno do Ameba Desnuda, Vicenza tenta aproximação com Paco e de início não dá muito certo. Mas depois as coisas se resolvem. Nesse ponto acho incômodo a maneira como a garota se aproxima dele. É como se ela fosse a responsável por ele, a mãe dele que toma conta de tudo, inclusive arruma a casa como se estivesse lá apenas para isso.

O segundo pai

                O filme já está beirando os 40 minutos quando Vicenza ao olhar fotos antigas do Ameba Desnuda acha uma nova foto. Sua mãe com um outro homem. Ou seja, seu possível pai. Giovanne (Marcelo Médici) trabalha em um banco e parece ser bem sucedido financeiramente. A garota decide que quer conhece-lo, porém não vai contar nada a Paco, pois ao que parece eles se desentenderam por conta da mãe dela.Marcelo Médici em Pai em Dobro                Assim como Paco, Giovanne também entra em choque ao saber da notícia de que pode ser pai da menina. Mas, reage muito melhor do que o pintor. No mesmo dia já cozinha com ela e bate altos papos em sua própria casa. É muito mais fácil simpatizar com ele do que com Paco, mesmo que Giovanne as vezes pareça meio sem personalidade.

                Mas prosseguindo, assim Vicenza decide que vai manter contato com os dois, mas sem um saber da existência do outro. E simultâneo a isso ela ainda ajuda nos afazeres para que a grande volta do Ameba Desnuda seja possível.

Conclusão

                A ideia do filme é muito boa, e claramente ele quer surfar na mesma onda que Mamma Mia. Mas, seus personagens não são nem de longe tão cativantes quanto os do filme americano que é embalado pelas músicas do Abba. Claro que isso não é culpa dos atores, que dão o seu melhor ao viverem esses papeis.

                A história as vezes parece muito lenta e outras vezes muito acelerada. A marcação de tempo também deveria ser melhor, a garota faz aniversário em novembro que é o momento em que o filme começa, e acaba em fevereiro, no Carnaval. Mas, não é citado nem Natal e Ano Novo em nenhum momento, o que deixa tudo mais confuso. Assim, não sabemos quanto tempo a mãe dela passou fora e outra coisa que poderia ficar mais clara é a questão do dinheiro. Dá para se deduzir que as pessoas que vivem no Universo Cósmico vendem os alimentos que produzem, mas me parece meio fora da realidade que só com o faturamento de produtos naturais se de para bancar toda uma aldeia e ainda comprar uma passagem de avião para Índia para um de seus componentes. Mas tudo bem.

Carnaval com dois pais

                Também me incomodei com como foi a representatividade dessas pessoas mais ligadas a natureza. Entendo o que quiseram fazer, mas o sobrenome que colocaram na garota (que são tantos que nem consigo me lembrar para colocar aqui para vocês) mostra uma certa ridicularização quanto as pessoas que seguem crenças mais ligadas a isso. Essa parte deveria ter sido melhor estudada para ser melhor representada.

Trilha Sonora

                A trilha sonora é muito bem pensada e cada música parece se encaixar muito bem com o momento em que foi colocada. Assim, traduz perfeitamente o que o personagem está sentindo e isso faz com que o filme ganhe alguns pontos. Outra coisa forte são algumas frases ditas no decorrer do longa, a minha preferida foi: pai de verdade quer estar perto do filho. Ela por si só é muito reflexiva e o filme conta com diversas outras.

Opinião

                Enfim, não é um filme que eu recomendaria assistir se você quer algo a mais. Mas se quer apenas passar o tempo, quer ficar mais um pouco na sala e se distrair com outras coisas esse é o filme perfeito. Algumas pessoas muito provavelmente irão gostar mais do que eu. E admito que ele tinha de tudo para ser bom, mas sua execução deixou a desejar. Sendo assim, deixo aqui essa dica não tão dica para vocês.selo teoria geek girl laranja 6

 

                Mas me contem, já assistiram? O que acharam? Conta pra mim aí nos comentários. E para mais resenhas como essa é só clicar aqui.

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