Parceria entre Prefeitura e igrejas pode ser solução para acolher quem vive nas ruas

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Parceria entre Prefeitura e igrejas pode ser solução para acolher quem vive nas ruas

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Tenho defendido algo que para algumas pessoas é motivo de crítica, mas para mim é de solução, esperança e oportunidade. É a possibilidade do poder público fazer parcerias com igrejas para o acolhimento de pessoas que vivem nas ruas, ajudando na recuperação social de quem mais precisa.

Pense honestamente: quais instituições no Brasil e no mundo realizam mais trabalhos filantrópicos, lidam com a pobreza e os dilemas humanos de forma diária, servindo de apoio nas situações mais difíceis na vida? São as igrejas!

O Estado oferece programas sociais, mas eles não chegam perto da experiência das igrejas no enfrentamento diário dos problemas humanos de forma mais íntima, onde as emoções muitas vezes são o principal fator de desencadeamento do abuso de drogas, da violência doméstica, discriminação, do descontrole financeiro e por consequência da moradia nas ruas.

A igreja é por essência um lugar de humanidade e restauração. Não é por acaso que o projeto de maior sucesso de combate à dependência química que temos no país se chama “Cristolândia”, mantido pela Convenção Batista Brasileira. Se trata de um programa de alcance nacional que já restaurou a vida de milhares de pessoas, antes excluídas do convício social por causa do abuso de drogas.

Parceria pró-vida

Particularmente, acredito que Curitiba pode ser pioneira no Brasil ao fazer parceria com igrejas para acolher pessoas em situação de rua. Isso pode acontecer, por exemplo, através do inventivo público mediante a oferta de equipamentos e capacitação de pessoal, visibilidade e logística.

Muitas igrejas possuem templos espaçosos, onde há salas não utilizadas que podem servir de acolhimento para um momento de refeição, por exemplo, aconselhamento psicológico, atendimento jurídico, capelania, etc.

Banheiros podem servir como locais seguros de higienização básica, como um simples banho. Moradores de rua muitas vezes não encontram lugares decentes onde possam trocar de roupa e se lavar. Existem igrejas onde parte da sua infraestrutura pode ser dedicada para isso, desde que com o apoio da Prefeitura, por exemplo, oferecendo saneamento e limpeza.

Não é proselitismo, mas humanidade

Uma das principais críticas a esse tipo de ideia é a do proselitismo. Algumas pessoas argumentam que prefeituras não poderiam fazer esse tipo de parceria porque isso violaria o “Estado laico”, só que não!

A colaboração entre o poder público e entidades religiosas em função de interesses comuns também é algo constitucional. Além disso, todo cidadão é livre para decidir expressar, aderir ou negar alguma crença. Quem busca serviços de acolhimento de confissão religiosa faz isso voluntariamente.

Assim como já acontece nas Comunidades Terapêuticas de combate à dependência química, e que são de confissão religiosa, templos parceiros da Prefeitura para o acolhimento básico de moradores de rua teriam a mesma finalidade e lógica de funcionamento: nada impositivo, mas sim voluntário!

Vale ressaltar também que quando me refiro a igrejas, não estou restringindo a ideia à uma religião específica. Qualquer entidade religiosa reconhecida, idônea e apta em termos de pessoal e infraestrutura pode ser uma unidade parceira.

A ideia final, portanto, é colaborar, acrescentar, sempre de forma voluntária de ambos os lados. Com isso, se podemos agregar, ampliando nossas opções para alcançar a quem mais precisa, o que nos impede?

Por Marisa Lobo é psicóloga, especialista em Direitos Humanos e autora dos livros “Por que as pessoas Mentem?”, “A Ideologia de Gênero na Educação” e “Famílias em Perigo”.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: Você reflete na posição política os valores da sua fé em Jesus?

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