OPINIÃO | The Last of Us 2 Parte 2 – O Crunch certificado pelo GOTY

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Passada boa parte do Hype que houve sobre The Last of Us Parte 2, e do entusiasmo que envolve tudo que esta relacionado ao jogo. Vamos falar um pouco mais sério sobre o desenvolvimento, e as práticas pouco amigáveis de trabalho da Naughty Dog.

Ademais, ao longo dos últimos meses, vivemos várias situações iguais, ou parecidas que, são tratadas de formas diferentes. Do “Crunch” de The Last of Us Parte 2, ao fracasso de Cyberpunk, vamos falar sobre a indústria de jogos e suas parcialidades.

Naughty Dog – Denúncias de trabalho abusivo em TLoU Parte 2.

The Last of Us Parte 2 – GOTY: O abuso aceitável

The Last of Us Parte 2 é um bom caso para demonstrar como as situações são tratadas de formas diferentes, mediante o resultado e a amplitude do (nosso caso) jogo. Apesar de funcionários terem exposto de maneira pública, praticas de trabalho abusivas, pouco aconteceu.

Mesmo um ex-funcionário da Naughty Dog expondo de maneira publica, a prática de crunch que a empresa exerceu durante o desenvolvimento do jogo, a mídia e o público em geral pouco deu importância.

Muito disso se deve, ao hype que o jogo conseguiu gerar, e da cadeia de fãs que, independente do que venha ser divulgado nesse sentido, acaba dando pouca importância. Isso reflete muito mal, principalmente quando você percebe que essa é uma tendência em vários setores dentro da industria dos games.

Ademais, essa prática, segundo reportagem do site Jovem Nerd, a maior parte dos entrevistadores explicaram que a cultura do “crunch” é tão forte no estúdio, que acontece de forma quase natural, sem nem mesmo os supervisores exigirem.

Isso porque desenvolvedores sêniors, que estão no estúdio há mais tempo, já trabalham dessa maneira, o que faz os outros funcionários sentirem a obrigação de fazerem o mesmo — tornando a jornada de trabalho de todos em um ciclo vicioso.

Pensando nessas práticas, e de como vivemos em um mundo que tenta ser politicamente correto, como poderia The Last of Us 2, ganhar o prêmio de jogo do ano? Os fins justificam os meios?

Infelizmente, essa é a prova de que assim como em outros setores da sociedade, privada ou publica, temos a conveniência como avaliador de determinados comportamentos.

Vale ressaltar, que tudo que esta sendo dito aqui, não é especulação, ou uma opinião. Um exemplo para corroborar o assunto, é o jornalista Jason Scheirer, que escreveu o livro Sangue, Suor e Pixel.

Naughty Dog - Segundo funcionários, praticas abusivas de trabalhos chegaram ao limite
Naughty Dog – Segundo funcionários, práticas abusivas de trabalhos chegaram ao limite.

Ademais, Scheirer diz que o caso do desenvolvimento de The Last of Us 2, ultrapassou o campo de Crunch e se tornou um caso de Burnout. O termo é relativo a um nível tão alto de estresse que as pessoas entram em estafa, sem conseguir pensar e com consequências severas de saúde.

Os mais atentos devem se lembrar de funcionários que se desligaram da desenvolvedora. Por conta disso, uma série de veteranos da Naughty Dog pediram demissão nos últimos meses.

Um desses nomes a deixar a Naughty Dog, foi Bruce Straley, um dos diretores do primeiro The Last of UsCom a saída de nomes importantes, a situação só se agravou, e aos que ficaram, sobrou as condições extremas de trabalho, e o silêncio, já que a mídia especializada, pouca importância dava aos funcionários que explanavam as condições de trabalho dentro da desenvolvedora.

Por fim, vale ressaltar que alguns desses funcionários que relataram os abusos, conforme o caso tomou notoriedade, acabaram sendo desacreditados, e desencorajados. Muito disso, por conta da própria mídia, que independente de circunstâncias, acabou por decretar de maneira midiática o fim do caso.

Vale ressaltar, que essas acusações de crunch, acontecem a anos, e apenas se agravou em The Last of Us 2.

Os fins não justificam os meios

Por fim, cabe a nós, independente de gamers, atletas, autônomos etc, vigiarmos determinadas práticas. Independente de ser algo que lhe apeteça, práticas abusivas não devem ser toleradas.

Assim como qualquer outro trabalho, o desenvolvimento de games evolve pessoas, e quando deixamos de ser criteriosos com praticas abusivas no trabalho, ou na sociedade, estamos dando aval, para que tais práticas também sejam impostas a nós.

Diante de uma sociedade que cada vez mais tenta ser politicamente correta, o que mais cresce com esse conceito é o preconceito e a conveniência. Não deixe seus conceitos serem sobrepostos pela conveniência, principalmente por causa do seu joguinho favorito.

Nós gamers, se em algum momento acharmos que estamos sofrendo no trabalho, por praticas abusivas, lembre-se da Naughty Dog, e de que talvez, em algum momento você apoiou essa mesma pratica.

Até a próxima!

 



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