Dólar sobe 2,14%, a R$ 5,479, e acumula alta de 3,30% na semana – 22/01/2021

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O dólar comercial fechou hoje (22) em alta de 2,14% ante o real, cotado a R$ 5,479 na venda, maior patamar desde o dia 11 de janeiro, quando alcançou R$ 5,504. Na semana, o dólar acumula alta de 3,30%

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Ontem (21), a moeda norte-americana teve em alta de 0,99% ante o real, cotado a R$ 5,364 na venda.

Agentes do mercado seguem preocupados pelo aumento dos temores fiscais no Brasil após declarações do candidato à presidência do Senado Rodrigo Pacheco (DEM-MG) —apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro— de que será preciso sacrifício de premissas econômicas para manter o socorro às famílias durante a pandemia.

O agravamento da crise sanitária em meio à percepção de desorganização no governo no que tange às vacinas e à condução geral da pandemia tem tido efeitos sobre a popularidade do presidente Bolsonaro e, por sua vez, alimentado temores no mercado de criação de mais despesas —o que ameaçaria o teto de gastos, visto pelo mercado como âncora fiscal do país.

Informações sobre endurecimento de restrições à mobilidade no Estado de São Paulo —que responde por um terço do PIB do Brasil— também geravam preocupação, sobretudo do lado dos impactos econômicos. Uma economia mais fraca tende a atrair menos investimentos e, com menos entradas de dólares, há mais pressão sobre o câmbio.

“O quadro sanitário não dá sinais claros de melhora enquanto o governo segue encontrando diversas barreiras para dar andamento à campanha de vacinação contra o coronavírus. Desta forma, o investidor deverá seguir avaliando de maneira cautelosa os desenvolvimentos em torno da campanha de imunização enquanto avalia os riscos de um novo atraso tanto na esfera social como na fiscal”, disse Victor Beyruti, economista da Guide à Reuters.

No exterior, os índices também caíram dado o aumento das preocupações em relação ao coronavírus.

“Preocupações com a persistente disseminação do covid-19 em várias partes do globo, levando ao fechamento de importantes regiões, se sobrepõem às notícias positivas sobre balanços corporativos e estímulos econômicos”, afirmou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa à Reuters.

(Com Reuters)

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