“Dieta fast food” traz ansiedade e má memória, mostra estudo em ratos

Uma equipe de cientistas da Universidade do Sul da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, analisou diversos estudos que utilizaram ratos como cobaias e descobriu que uma dieta “fast food”, ou seja, rica em calorias e gorduras, estava associada a piora da memória, aumento da ansiedade e outros problemas cognitivos nos animais.

Apesar de diversos estudos sobre o impacto desse tipo de hábito alimentar no peso, metabolismo e saúde, o artigo publicado na revista Frontiers in Neuroscience sugere que ele também pode afetar o desenvolvimento neurológico, muito mais do que se pensava antigamente.

Os pesquisadores da UCLA usaram o termo “dieta ocidental” para descrever o hábito alimentar de comer comidas ricas em calorias e gorduras, como no estilo de comidas fast food. O que eles perceberam ao revisar os estudos é que ratos que usufruíam da “dieta ocidental” em seus primeiros estágios de vida, essenciais para o desenvolvimento, tiveram ansiedade e memória pioradas, independente de ganharem peso ou não.

Os ratos também desenvolveram comportamentos semelhantes ao vício, já que começaram a desejar alimentos ricos em gordura ou com açúcar. A última observação relatada foi uma diminuição dos comportamentos sociais.

Países industrializados tiveram uma mudança em seu padrão alimentar no último século, na medida que avanços tecnológicos na agricultura, processamento de alimentos e outras formas de armazenamento e práticas de distribuição foram tomando forma. Assim, a “dieta ocidental” se tornou extremamente comum.

“Além de ser um indicador de obesidade e disfunção metabólica, o consumo de uma dieta ocidental está relacionado a um pior desempenho cognitivo ao longo da vida”, escreveram eles. “Em particular, durante estágios críticos de desenvolvimento no início da vida, ela tem consequências negativas em várias habilidades cognitivas mais tarde na idade adulta.”

De acordo com o estudo, 18% dos norte-americanos entre 2 e 19 anos são obesos. Além disso, a maioria das crianças com obesidade permanece obesa, tanto na adolescência quanto na idade adulta. “Evidências emergentes revelam que tanto a obesidade infantil quanto a adulta estão associadas ao desempenho prejudicado em várias tarefas cognitivas”, explica o estudo.

Não há nenhum planejamento da equipe para aprofundar sua pesquisa em humanos, porque seus hábitos alimentares são mais difíceis de acompanhar e registrar de forma científica. Porém, a conclusão dos pesquisadores sobre os ratos é o começo para entendermos o impacto neurológico de uma dieta saudável.



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