Confira a 2ª parte da conversa com Zahira Virani, nova liderança em Angola • A Referência

Confira a 2ª parte da conversa com Zahira Virani, nova liderança em Angola • A Referência

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Esta entrevista foi publicada originalmente na ONU News

Na segunda parte da entrevista, a nova coordenadora residente das Nações Unidas em Angola, Zahira Virani, fala sobre mulheres, recuperação econômica e combate à pandemia.

Assista à segunda parte da entrevista gravada no dia 12 de novembro.

ONU News: A senhora falou no chamado dividendo demográfico, ao falar dos jovens e depois sobre a parceria com o governo. Eu gostaria saber como a senhora vai fazer a parceria com as mulheres angolanas. Muitas com tradição na luta de libertação, engajamento político. Como elas podem ajudar no seu trabalho e no desenvolvimento de Angola?

ZV: Como mulher é sempre bom pensar nesta questão. Felizmente, aqui em Angola, o governo tenta promover as mulheres, colocando-as como ministras, secretárias de Estado, diretoras e líderes à frente da criação de políticas. O governo também apoia, por exemplo, a economia de mercado informal.

Aqui em Angola, e também em vários países do mundo, a economia informal é normalmente dominada pelas mulheres. Então acho que nós, das Nações Unidas, temos que trabalhar com as líderes do governo, as mulheres, e também com os homens que têm este pensamento. Devemos trabalhar com ONGs, porque existe uma sociedade civil forte, para promover e dar oportunidades às mulheres, empreendedorismo, proteção social etc.

Aqui nós temos um clube das embaixadoras mulheres e podemos também trabalhar com parceiros neste sentido. Logo vamos começar uma campanha contra a violência a mulheres, os 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero. Acho que as Nações Unidas podem avançar com o Objetivo de Igualdade de Gênero.

A nova coordenadora da ONU na África, Zahira Virani, e o ministro das Relações Exteriores do país, Téte António, em outubro de 2020 (Foto: ONU Angola)
ON: As Nações Unidas estão em Angola, que também está afetada pela pandemia. Como é que a ONU trabalha neste momento, tendo esta realidade como algo que “veio para ficar”? 

ZV: Infelizmente, Angola não é o único país. Nós todos estamos no mesmo barco. E Angola tem diversos desafios. As 19 agências da ONU em Angola operam em várias frentes, seja na prevenção, seja na recuperação socioeconômica.

A parte de saúde está, claro, liderada pela OMS. Estamos tentando, neste momento, mobilizar recursos. Felizmente, há parceiros que vão nos apoiar neste sentido. A Noruega vai criar empregos para os jovens, com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Todos estão trabalhando com o governo e também com o Banco Mundial. Também temos uma frente liderada que inclui também outros parceiros, como a USAID, China, FMI, Banco Mundial. E todos estamos buscando por uma resposta concreta e coordenada.

ON: E qual é o espaço de tempo que esse espera desta recuperação pelo menos no plano? Quais são os valores que se esperam para apoiar esta recuperação?

ZV: Penso que já começou. Acho que não há linhas distintas entre resposta e recuperação. Então, já começamos porque tudo é interligado, não? Saúde, emprego, educação, tudo é interligado. As agências estão trabalhando agora mesmo.

Nós reprogramamos nossos recursos para dar uma resposta, mas também para preparar o terreno para a recuperação. Então acho que, neste momento, já começamos com essa recuperação, especialmente, na área econômica.

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