15+ Histórias sobre pais que dominam a arte de criar filhos

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Apostamos que, na hora de impor limites aos filhos, todos os pais e mães se encontram perdidos entre o diálogo e o castigo e nem sempre sabem escolher bem entre ser rígidos e relevar. Os desta seleção se mostraram preparados para qualquer situação difícil e serão capazes de manter a paciência mesmo se seus filhos pequenos decidirem morar sozinhos ou cometerem um pequeno furto.

Incrível.club acredita que os relatos a seguir valem a pena de serem lidos e levados em conta. E o bônus, no final do post, prova que mesmo as crianças que gostam de quebrar regras merecem o orgulho dos pais.

  • Meu amigo tentou várias vezes fazer seus filhos se acostumarem a beber leite de cabra, mas não dava certo porque não gostavam do cheiro. Então ele simplesmente aceitou a situação e começou a pôr o leite de cabra nas embalagens de leite do mercado.
    Satisfeitos por terem “vencido o jogo”, os filhos exclamavam:
    — Isso sim é o que a gente chama de leite! Natural, gostoso e saboroso!
    Eles já estão com 40 anos, mas continuam sentindo orgulho de ter convencido seu pai a deixá-los em paz… © Alina Rodionova / Facebook
  • Meu tio perdeu o emprego e foi trabalhar como motorista de limpa-neve para ganhar dinheiro enquanto procurava um novo emprego. Naquela época, eu tinha uns 6-7 anos. Um dia, estava conversando com o meu pai no carro e fiz uma piada ofensiva sobre o trabalho do meu tio. Meu pai colocou a mão no meu ombro e disse seriamente: “Nunca — e quero dizer nunca mesmo — rebaixe outra pessoa por ela fazer um trabalho honesto”. Essas palavras ficaram na minha memória e fizeram de mim uma pessoa melhor. © Chimie45 / Reddit
  • Minha esposa e eu nos preparamos para o nascimento do nosso segundo filho, lendo livros sobre criação de filhos. Nossa primeira filha tinha oito anos, e pensávamos que não teríamos problemas. Estávamos errados. Nossos diálogos com a primogênita acabaram ficando assim:
    — Quero beber na mamadeira, igual o meu irmão! Quero o leite para recém-nascidos, e não comum!
    — Claro, beba. Temos muito.
    — Tenho certeza que a papinha dele, de legumes e carne, é muito gostosa!
    — É claro que é gostosa! Você também pode provar uma.
    — Eca, que comida sem gosto. Pode me ninar como o meu irmão?
    — Nana, neném, que a Cuca vem pegar… Você não acha que isso é estranho?
    — Sim, acho que já chega.
    E, de alguma forma, essa fase passou rápido. Ela parou de sentir ciúme do irmão. Quando ele recebia alguma coisa, ela tinha certeza de que ganharia o mesmo. Alguns anos depois, tivemos mais uma filha, mas ambos os irmãos reagiram de forma mais compreensiva. © Kaa1980 / Pikabu
  • Eu tinha cerca de sete anos e morria de medo de falar com estranhos. Mas, um dia, eu estava no McDonald’s com a minha família e fiquei com vontade de comer minhas batatas fritas com ketchup. Foi então que o meu pai entendeu que havia chegado a hora de me tirar da minha concha. Ele disse: “Vá e peça ketchup para a moça do caixa”. Saí da mesa relutantemente e com raiva do meu pai por não ter me dito quantos sachês eu precisava pegar.
    Com o coração a mil, me aproximei da moça e sussurrei: “A senhora poderia me dar um ketchup, por favor?” A caixa não me ouviu, então, com toda a coragem, repeti mais alto. Para minha surpresa, ela respondeu: “Claro!” e me estendeu alguns sachês. Voltei orgulhoso para a nossa mesa, segurando os sachês de ketchup na minha frente como se estivesse carregando o Santo Graal. Até hoje, cada vez que conheço uma pessoa, penso: “Isso não será mais difícil do que pedir um ketchup”. © Stephen Graham / Quora
  • Minha mãe me ensinou a ser honesto, não importa o quão difícil seja. Eu tinha uns oito anos quando tirei uma rosa amarela do arbusto dos nossos vizinhos. Depois de algum tempo, decidi mostrá-la para a minha mãe. Ela disse, olhando-me severamente: “Que rosa linda. Mas você perguntou aos vizinhos antes de tirar a flor? Leve-a para eles e peça desculpas”. Fiquei revoltado, mas fui para a casa deles. Quando bati à porta, uma senhora abriu, e eu murmurei, com um sorriso amarelo: “Olá! Sou seu vizinho. Desculpe por ter tirado sua flor”. Coloquei a rosa na mão dela e estava prestes a sair correndo para evitar qualquer conversa.
    Mas ela… sorriu e me estendeu a rosa, permitindo que eu ficasse com a flor. Animado, fui correndo para casa e contei tudo para a minha mãe. Ela perguntou: “E o que você acha dessa rosa agora?” Respondi: “Ficou ainda mais bonita”. © Atish Dixit / Quora
  • Minha família criava cavalos. Os estábulos deveriam ser limpos diariamente e o esterco, empilhado no canto extremo do pasto. Fui flagrado xingando alguém no oitavo ano da escola. Então o meu pai disse: “Se você deixa essa sujeira sair da sua boca, poderá aguentar o cheiro de esterco quando for levá-lo de um lugar para o outro”. Passei três dias levando uma grande pilha de esterco de um lado do pasto para o outro e vice-versa. Segundo o meu pai, a punição deve corresponder ao crime. © slatetastic / Reddit
  • Em um dia de chuva, eu estava esperando o meu trem chegar. As poças perto da estação estavam gigantes — as crianças podiam não só pular nelas, mas também nadar. Vi uma mulher saindo pela catraca com o filho de cerca de 3-4 anos. Ele olhou para uma poça de uns três metros de diâmetro e seus olhos ficaram brilhando de empolgação:
    — Mãe, posso pular?
    — Vamos nos afastar um pouco.
    Pensei que ela iria dar uma bronca no menino. Porém, a mulher tirou um par de botas de borracha da sua sacola, o menino trocou de calçados e foi pular na poça, gritando de alegria. Estava feliz e com os pés secos. Até fiquei com um pouco de inveja dele e fiquei sorrindo, como se eu mesma estivesse pulando lá. © Lunarfa / Pikabu
  • A filha da minha amiga implorava por um cachorro. Ela jurava que ia cuidar do animal. Finalmente, ganhou um. Como acontece com frequência, seu entusiasmo durou apenas algumas semanas e, depois, ela começou a resmungar, pedindo que seus pais cuidassem dele. Mas os pais não cederam e continuaram longe do bichinho. Depois que o cão fez cocô no quarto da garota e xixi perto da mochila dela, ela surtou, gritando que todos eram egoístas e só ela que tinha de sofrer, mas começou a passear com ele diariamente. Foi duro, mas funcionou. © barakuda1984 / Pikabu
  • Meu filho estava no quarto ano da escola quando decidiu morar sozinho e até chegou a escrever uma carta de despedida. Eu disse o seguinte: “Não vou tentar te impedir, mas aconselho que faça uma lista de coisas que vai levar”. À noite, ele ficou muito empolgado, esperando pela sua aventura. Acontece que já tinha em mente um trailer na vizinhança e pretendia comer no refeitório da escola. Chegou o momento decisivo: às 23h, sugeri que levasse apenas um cobertor e um travesseiro para passar uma noite lá, entender o que realmente precisaria e, no dia seguinte, se mudar. Quando ele estava de saída, apavorada, minha esposa tentou intervir, mas eu não deixei. Sei perfeitamente o que é dormir no frio, em uma superfície dura, ouvindo sons estranhos. O garoto ficou fora por três horas. Depois voltou, um pouco assustado, desviando o olhar:
    — Ainda posso morar com vocês? Vou me comportar bem.
    — Claro, sempre estaremos felizes quando você estiver por perto! — respondemos, desviando os olhos e segurando o choro… © KotM / Pikabu

“Mamãe, eu te amo muito. Costumo decepcionar você e o papai. Não quero mais morar com vocês, por isso pretendo morar sozinho, para não decepcionar vocês ainda mais. Sinto muitíssimo. Não sou mais seu filho”.

  • Quando a minha filha tinha 3-4 anos, morria de medo de sangue. O menor arranhão a deixava apavorada. Não porque sentia dor de verdade, mas porque achava que aquilo tinha a obrigação de doer. Eu não conseguia convencê-la do contrário. Foi um incidente que ajudou. Cortei o dedo sem querer. Passei-o pela mão da minha filha sem ela perceber e perguntei: “Opa, onde você se cortou?” Ela viu o sangue e entrou em pânico. Perguntei de novo: “Está doendo?” Ela respondeu que muito. Falei para ela lavar a mão. Quando olhou para a mão limpa, ficou perplexa. Perguntei mais uma vez: “Está doendo?” Obviamente, a dor “passou”. Então lhe mostrei o meu dedo cortado e expliquei que o sangue era meu. Desde então, ela deixou de ter medo. © Irena Irena / Facebook
  • Quando eu estava me preparando para os últimos anos do ensino médio, meu pai descobriu que eu era péssimo na escrita, principalmente em respostas a perguntas longas e redações. Ele passou uma semana me fazendo escrever redações diferentes a cada dia sobre temas corriqueiros. Um dos assuntos que lembro até hoje foi “Como jogar uma bola de futebol”. Embora parecesse injusto na época, aprendi como me expressar sobre coisas simples de forma detalhada e passei o resto da escola escrevendo textos muito bons. © AverageJoes24 / Reddit
  • Toda manhã, enquanto o meu filho dorme, meu marido faz sanduíches para ele comer no café da manhã em casa, antes de comer pela segunda vez, às 9h, no jardim de infância. Outro dia, meu filho acordou de mau humor, foi comer e ficou chorando. Disse que não iria comer os sanduíches porque o pão tinha estragado e ficado seco enquanto ele estava dormindo. Meu marido ficou confuso, e eu disse que o pão não estava estragado, mas que o pai tinha feito torradas na frigideira, especialmente para ele. O garoto sorriu, ficou mais animado, comeu tudo e elogiou o pai pelas torradas mais gostosas que já comeu! © Katya Aksyonova / Facebook
  • Minha filha comia mal quando criança. Então passei a colocar porções grandes em pratos grandes para ela. A pequena começava a chorar, recusando a comida. Por isso, eu dizia: “Está bem, coma apenas a metade!” Alegre, ela concordava, dividia a porção, colocava uma metade em um prato pequeno e comia. Assim, acabava comendo o suficiente. © Elena Akodus / Facebook
  • Na infância, meus pais me mandaram dormir no quarto deles como castigo. O meu tinha uma televisão em cores com TV a cabo, videogame e todos os meus pertences. E o deles tinha apenas uma cama e uma pequena TV em preto e branco com apenas um canal disponível. Foi a noite mais entediante da minha vida. © Maybesometimes69 / Reddit
  • Eu tinha uns 14-15 anos quando tirei o papel de parede no meu quarto, escrevi os meus poemas nas paredes com um marcador permanente, desenhei um anjo e até chamei os meus amigos para deixarem suas assinaturas em uma parede, que se tornou o meu orgulho. Minha mãe ficou chocada quando viu a minha “arte”. Mas o meu pai saiu em minha defesa: “Deixe-a fazer o que ela quiser no quarto dela”. Em seguida, ouvi o meu pai dizer à minha mãe que estava na hora de fazermos uma reforma em casa de qualquer maneira, e ela repetia que o quarto parecia um beco pichado. Depois de um tempo, eu mesma vi que estava horrível e concordei em reformá-lo. E então o meu pai me deu liberdade de escolha de novo. O cômodo ficou bem criativo. Até pintei os móveis para combinarem com o interior. Já sou adulta, continuo morando nesse apartamento e ainda amo esse cantinho, ao qual me dediquei tanto. © Happygerl / Pikabu

Bônus

Hoje, deixei o meu filho mais velho de castigo por ter montado um palavrão de cubos. Ele sabia que eu iria repreendê-lo, mas me provocou mesmo assim. Não costumo castigar os meus filhos, mas senti que, dessa vez, deveria. Fiz o seguinte: disse para ele ficar sentado na cadeira até formar 20 palavras que começassem com a mesma letra que a qual ele havia escrito o palavrão. Ficou sentado em silêncio, bolando palavras. A irmã caçula deu algumas voltas ao redor dele e se sentou ao lado. Perguntei:
— Você também montou um palavrão?
— Não.
— Então, por que está sentada?
— É que fui eu quem deu os cubos para ele © Sibirskix / Pikabu

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