Utilizada em Israel, Pfizer é 1ª vacina a receber registro definitivo no Brasil

Créditos:Todos direitos de imagens, vídeos e do texto referente a esse artigo estão no final:

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta terça-feira (23) a autorização de registro da vacina da Pfizer/Biontech contra Covid-19. O governo federal ainda negocia a compra do imunizante com a farmacêutica.

A vacina da Pfizer tem sido utilizada em Israel, que se tornou modelo mundial de sucesso em campanha de vacinação contra a Covid-19. O país já imunizou mais de 50 por cento de sua população e o primeiro-ministro Benjamin Netahyahu recebeu a segunda dose da vacina da Pfizer-BioNTech no dia 9 de janeiro.

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, afirmou que a vacina apresentou segurança, qualidade e eficácia necessárias para a aprovação do imunizante.

“Como Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, informo com grande satisfação que, após um período de análise de dezessete dias, a Gerência Geral de Medicamentos, da Segunda Diretoria, concedeu o primeiro registro de vacina contra a Covid 19, para uso amplo, nas Américas”, afirmou em comunicado publicado pela Anvisa.

A Anvisa é a primeira autoridade de referência pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a conceder registro de uma vacina da Covid-19, com sete locais de fabricação certificados.

Registro autoriza a importação da vacina para o Brasil. É a primeira vacina a obter o registro sanitário definitivo no Brasil, mas ela ainda não está disponível no país; governo afirma que não comprou a vacina devido a cláusula que diz que a fabricante não se responsabiliza por efeitos adversos graves.

Impasse

A vacina da Pfizer foi uma das quatro testadas no Brasil. No início do ano, a farmacêutica disse ter oferecido 70 milhões de doses da vacina ao governo brasileiro para entrega ainda em dezembro, mas a oferta foi recusada. O Ministério da Saúde disse que as doses propostas pela Pfizer causariam “frustração” aos brasileiros.

O governo também afirmou que não comprou a vacina devido a uma cláusula no contrato prevendo que a Pfizer não se responsabilizaria por efeitos adversos graves do imunizante.

No domingo (21), a pasta afirmou em nota que esperava até a próxima sexta-feira (26) uma orientação do Palácio do Planalto sobre como solucionar o impasse nas negociações das vacinas da Pfizer e da Johnson – que também pediu isenção de responsabilidade por eventuais efeitos adversos graves.

 

Veja íntegra da nota da Anvisa:

“Como Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, informo com grande satisfação que, após um período de análise de dezessete dias, a Gerência Geral de Medicamentos, da Segunda Diretoria, concedeu o primeiro registro de vacina contra a Covid 19, para uso amplo, nas Américas.

O imunizante do Laboratório Pfizer/Biontech teve sua segurança, qualidade e eficácia, aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa que prossegue no seu trabalho de proteger a saúde do cidadão brasileiro.

Esperamos que outras vacinas estejam em breve, sendo avaliadas e aprovadas.

Esse é o nosso compromisso.” Diretor-presidente Antonio Barra Torres

Entre as autoridades de referência pela Organização Pan-Americana da Saúde OPAS), a Anvisa é a primeira a conceder o registro de uma vacina Covid-19, com 7 (sete) locais de fabricação certificados, refletindo a dedicação, planejamento e compromisso da Agência com o combate a pandemia. O registro abre caminho para a introdução no mercado de uma vacina com todas as salvaguardas, controles e obrigações resultantes dessa concessão. Diretora Meiruze Freitas.

 

FONTE ORIGINAL

Veja esses também

Nenhum comentário ainda, adicionar a sua voz abaixo!


Adicionar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *