The Old Guard expõe o descontentamento com a humanidade, diz Charlize Theron

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The Old Guard expõe o descontentamento com a humanidade, diz Charlize Theron

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The Old Guard, o novo filme estrelado por Charlize Theron e dirigido por Gina Prince-Bythewood estreia na próxima sexta (10). A convite da Netflix, pudemos conversar com Theron e Kiki Layne para falar sobre o longa, imortalidade, cenas de ação e mais.

Charlize Theron vive Andy, a líder do grupo de imortais e fio condutor de toda a narrativa. O rumo de sua jornada é alterado ao encontrar Nile (Kiki Layne) que também está fadada a viver para sempre e é recrutada para entrar para o grupo.

A narrativa, que mistura questionamentos sobre ética e imortalidade com muita ação, é uma adaptação dos quadrinhos homônimos de Greg Rucka e Leandro Fernandez que contam a história de um grupo de imortais que luta para salvar a humanidade de diversos perigos.

Charlize Theron e Kiki Layne em cena de The Old Guard

Imortalidade

O fato de os personagens serem imortais traz diferentes perspectivas da ideia de se viver para sempre. Para Theron, o time principal do longa viveu por tantos anos tentando salvar os seres humanos, que agora está desiludido, sem uma perspectiva de melhora. “Principalmente a minha personagem. Ela existe há seis mil anos.”

Ela viu muitos danos causados pela humanidade. E acho que ela se pergunta realmente o objetivo de tudo isso. Se nada está realmente mudando, por que ainda estamos fazendo isso?

Para a atriz, o sentimento de descontentamento com a humanidade é universal, e o filme acaba expondo este fato. “As pessoas podem se relacionar com a exaustão de ver a história se repetir várias vezes e a dor e a tristeza simplesmente não serem retificadas.”

O longa aborda diferentes questões sobre os seres humanos, como a constante busca pela extensão do tempo de vida por parte da medicina e a dicotomia entre o bem e o mal, presente desde os tempos mais primórdios na sociedade.

Para Charlize Theron, a história retratada na produção explora as diferentes faces da sociedade. Como os personagens são imortais, eles viveram diferentes períodos históricos e por isso, podem “olhar para trás e perceber que já estiveram do lado bom da história e do lado ruim”.

Cenas de Ação

cena de combate the old guard
Cenas de combate entre as personagens Andy (Theron) e Nile (Layne)

The Old Guard não é o primeiro filme de ação estrelado por Charlize Theron, longe disso. A atriz já figurou o elenco de Velozes & Furiosos 8 (2017), Atômica (2017) e Mad Max: Estrada da Fúria (2015). Portanto, vê-la lutando e em combate já se tornou costume para o público, mas nem por isso é menos desafiador para a atriz.

Todas as vezes são desafiadoras porque você tem um tempo limitado em pré-produção para realmente preparar seu corpo para o que o filme exigirá dele. E, no entanto, há também o treino específico determinado para o que você encontrará.

No caso de Andy, segundo Theron, havia a necessidade de saber tudo sobre artes marciais, sem brechas para erros. “É extremamente difícil, afinal, é preciso uma vida inteira para aprender e aperfeiçoar artes marciais.”

Para a atriz, existe apenas uma característica que não muda, independente do filme: “Você precisa acordar ir treinar na academia. Isso permanece igual para todos os longas.”

Já para Kiki Layne, esta é a primeira vez em uma produção do gênero, com cenas que contam com bastante exigências. A atriz que ganhou projeção mundial com o drama Se a Rua Beale Falasse (2019) revelou nunca ter feito algo parecido com The Old Guard.

Isso tudo é muito diferente para mim. Nunca tinha feito algo que exigisse tanto fisicamente de mim. Estou descobrindo um lado meu. Penso: ‘Posso fazer isso!’. Mas, por outro lado, você realmente se machuca.

Para a sua estreia em um longa de ação, Layne diz ter se divertido ao interpretar uma personagem que “se expressa tanto fisicamente”. “A ação é essencial para a história que contamos. Mas, definitivamente tenho alguns inchaços e contusões.”

Diversidade

A produção traz bastante diversidade para a tela, com personagens de diferentes etnias. Para Layne, isso é reflexo de muitas mudanças que estão acontecendo no mundo. “Antes, atores negros eram colocados dentro de caixas, que os limitavam, com histórias especificas que podiam contar.”

A atriz entende que artistas negros não estão mais fadados a pequenos papeis e devem, cada vez mais, ocupar cargos importantes.

E agora se trata de prestação de contas em todas essas organizações e indústrias diferentes de como as pessoas negras estão sendo tratadas e representadas. E assim Hollywood também está sendo cobrada. Não estamos mais aceitando isso.

Há um entendimento por parte dos estúdios, explica. E, para ela, já é notável que as pessoas estão exigindo esse tipo de de mudança da indústria do entretenimento. “Sou muito grata por isso.”

Carreira

Charlize Theron é uma das atrizes mais versáteis do cinema, aparecendo em diferentes títulos, dos mais diversos gêneros. Para ela, esse é um dos objetivos de todos os atores e viver sempre o mesmo papel “parece que você está regurgitando a mesma refeição repetidamente”.

A atriz diz querer sempre surpreender, e é justamente essa sensação de superar um desafio que a faz continuar trabalhando em filmes de ação e de drama.

Você sabe que existe um elemento de surpresa, e não apenas para os espectadores. Penso por mim mesma, só quero me surpreender. Quero ser capaz de lidar com coisas que não sinto que posso fazer com os olhos fechados.

Agora, com The Old Guard, mais uma vez Theron vai além do que já conhecíamos da atriz, com diferentes cenas de combate, ao mesmo tempo em que não deixa a boa atuação de fora.

A produção chega à Netflix no próximo dia 10 de julho.

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