RESENHA | Filme: Monster Hunter

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Que o jogo “Monster Hunter” da Capcom é muito bom e um sucesso absoluto, ninguém tem dúvidas. Mas será que a adaptação para as telonas ficou a altura do aclamado jogo de videogame? Saiba agora lendo nossa resenha.

Ficha Técnica

Título: Monster Hunter
Ano de Produção: 2020
Dirigido Por: Paul W. S. Anderson
Estreia: 25 de Fevereiro de 2021
Duração: 1h 43min
Classificação: 14 anos
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
País de Origem: EUA
Sinopse: Paralelo ao nosso mundo, existe outro: um mundo de poderosos e perigosos monstros que controlam seus territórios com ferocidade mortal. Quando a Tenente Artêmis (Milla Jovovich) e seu esquadrão de elite são transportados através de um portal que liga os dois mundos, eles vão ser confrontados com a experiência mais chocante de suas vidas. Em sua desesperada tentativa de voltar para casa, a corajosa tenente encontra um caçador misterioso (Tony Jaa), cujas habilidades únicas permitiram com que ele sobrevivesse nessa terra hostil. Enfrentando incansáveis e aterrorizantes ataques dos monstros, os dois guerreiros se unem para lutar contra eles e encontrar um meio de voltarem para casa.
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Respondendo a pergunta na introdução, a resposta é NÃO! Monster Hunter, não consegue de maneira nenhuma repetir a formula de sucesso do jogo.

O filme é um emaranhado de clichês, atuações questionáveis, com uma estória vazia e absolutamente previsível. A heroína do jogo Capitã Artêmis vivida pela experiente atriz Milla Jovovich, é a pura caricatura, que lembra muito filmes que mostram os militares americanos (sempre os lideres, os soldados… coitados) como “seres superiores” quase indestrutíveis… Já na parte técnica o filme vai muito bem obrigado.

Confira a análise completa abaixo, e assista o trailer no final.


Narrativa e parte técnica


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Monster Hunter Milla Jovovich capa

Depois que a capitã Artêmis e seu esquadrão de “Rangers do Exército” são sugados por uma tempestade misteriosa para um “mundo alternativo”, cada momento do filme parece preparado para recompensar os fãs. Todas as vestimentas, roupas, armaduras, armas e estilos de cabelo do set foram retirados dos jogos – exceto, talvez, a peruca horrorosa de Ron “HellBoy” Perlman.

Os próprios monstros são um espetáculo de ponta em CGI, especialmente o icônico Rathalos, o mascote da série que protagoniza o confronto final. O roteirista e diretor Paul W. S. Anderson adora se aproximar dos reflexos em seus olhos (talvez até um pouco detalhados demais), enquanto eles perseguem Jovovich, seu time e o Caçador que salva a pele dela, interpretado por Tony Jaa.

Monster Hunter

Os monstros do filme são muito mais letais do que no videogame. Monster Hunter não tem medo de mostrar corpos mutilados e queimados de maneira bastante explicita, e o longo primeiro ato do filme faz com que o esquadrão corra de uma fera perigosa para outra enquanto são abatidos um por um. Quem viu os filmes da franquia “Resident Evil” de também de Anderson sabe como eram comum a mortes sangrentas, mas há pelo menos uma em Monster Hunter que parecia desnecessariamente nojenta (Não vou dizer qual ecaaa), tudo para deixar claro que os monstros podem rasgar veículos blindados modernos como papel de seda. (As lutas desequilibradas entre tanque e monstro, apesar de serem amplamente reveladas em trailers cinematográficos, são alguns dos maiores momentos engraçados do filme.)

A trilha e efeitos sonoros são muito bons, e estão de acordo com o tipo de produção. A música é envolvente, e acompanha a ação e os momentos mais parados do filme. As explosões são bem convincentes e os “urros” dos monstros realmente assustadores, o que já era esperado por causa do jogo.


Roteiro, direção e atuações


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monster hunter 1 ptun

É justamente nestes itens, que o filme erra feio. Sabemos que em um filme como Monster Hunter, não podemos exigir um roteiro muito elaborado, justamente pela a proposta do filme, que é um filme de fantasia e ação extrema, mas os roteiristas erraram demais.
Na tentativa de dar agilidade ao filme, encheram as falas dos personagens com frases de efeito e algumas piadinhas sem graça (da parte dos soldados).

O roteirista e diretor Paul W. S. Anderson, simplesmente repetiu o seu padrão de filmes anteriores de tiro, porrada e bomba (bem ao estilo Michael Bay), mais uma vez superestimou a heroína do filme Capitã Artêmis – Milla Jovovich (que é esposa de Anderson), transformando-a em um “super-humano”, vamos combinar; nenhuma pessoa por mais preparada e forte que seja, sobrevive ao que aconteceu com ela no filme.

Milla Jovovich (Alice, é você?), parece que ela ainda não se desvencilhou da personagem “Alice”, que viveu nos filmes 6 vezes  da franquia “Residente Evil”, também dirigidos por Anderson, não por sua culpa, mas sim do diretor, que insiste em colocar sua esposa pra interpretar personagens parecidos (Tem um momento do filme, que ela parte pra cima de um monstro, sem o menor constrangimento, como Alice fazia em RE, não sei como não arrumaram uma pontinha pro Nêmeses aparecer no filme).

Toni Jaa, apesar de ser uma das melhores coisas do filme, seu personagem é outro “clichêzão” ambulante; É aquela pessoa que tendemos sempre a nos simpatizarmos. Ele que é um dos heróis do filme, mas acaba, ao mesmo tempo, se tornando uma espécie de alívio cômico, só acho que podiam ter aproveitado melhor seu personagem, mas talvez isso não tenha acontecido para não “atrapalhar” o protagonismo da Milla.

Ron Perlman, Tem uma participação até interessante e importante, mas como todos os personagens deste filme, foi extremamente caricato (não posso falar mais nada senão terei que dar spoiler).

Nanda Costa, a participação da atriz brasileira no filme foi pequena, mas o suficiente pra demonstrar que merece um papel maior em produções de grande porte internacionais.

Os soldados Rangers, só serviram de “Camisas vermelhas mesmo”.

Monster Hunter


Minha avaliação:

O filme é um emaranhado de clichês que colocam a perder toda excelente parte técnica e por consequência atrapalhando até a atuação dos atores.

Monster Hunter é mais um filme adaptados dos games que perdeu a oportunidade de ser o melhor de todos, pelo simples fato do próprio game ser de “fácil leitura”, como já disse parte técnica o filme brilhou, o CGI perfeito, os monstros e efeitos especiais bem convincentes, trilha sonora e efeitos sonoros são condizentes com o tema, mas quando analisamos o roteiro, direção e a narrativa da maneira que foi desenvolvida, é desanimador.

O filme tem uma cena de meio de crédito que agrega muito pouco ao que foi mostrado, mas que dá um gancho para uma provável continuação.

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Confira o trailer:


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