Repasse federal a Manaus não cresce no mesmo ritmo de casos e mortes por covid-19

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O dinheiro do governo federal repassado a Manaus para combater a covid-19 não acompanhou o mesmo ritmo do avanço de casos e mortes pela doença. A cidade foi a quinta capital brasileira no índice de letalidade pela doença em 2020, mas a 26.ª no repasse de recursos proporcionais ao tamanho da população. O sistema de saúde de Manaus entrou em colapso e uma mutação do novo coronavírus avançou e chegou a outros Estados, como São Paulo.

Após pacientes começarem a morrer por falta de oxigênio, o presidente Jair Bolsonaro argumentou que o governo federal fez tudo o que podia em relação a recursos financeiros e apoio. Ele também publicou uma imagem nas redes sociais indicando que repassou R$ 8,91 bilhões para Estado e municípios . O número, porém, representa todas as transferências da União, e não apenas os recursos da covid-19. Ontem, retomou o discurso. “Nós demos dinheiro, recursos e meios. Não fomos oficiados por ninguém do Estado na questão do oxigênio”, disse, ao chegar ao Palácio da Alvorada. Segundo ele, foi a White Martins, principal fornecedora de oxigênio no Amazonas, que informou o problema na sexta-feira, 8 de janeiro. “E na segunda estava lá o ministro”, disse ele, em referência ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Dados da Inteligov, plataforma de monitoramento legislativo e informações públicas, apontam um descompasso nas transferências da União. E a mesma situação é observada em outras capitais também ameaçadas por um colapso, como Belém, São Luís e Fortaleza.

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