Quer driblar a crise? Aposte no pequeno comércio, diz American Express

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Quer driblar a crise? Aposte no pequeno comércio, diz American Express

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Uma das marcas de cartão de crédito mais associadas a viagens no mundo, a American Express decidiu lidar com os impactos da pandemia mirando um espectro quase oposto: explorando o apelo do consumo no pequeno comércio de bairro. É o que conta Rose Del Col, country manager da American Express no Brasil, em entrevista à EXAME Invest.

“É uma iniciativa que ajuda a nos posicionar como marca, porque somos muito voltados a pessoas e aos clientes. O consumidor cria uma afeição com aquele comércio. Não é um ganho financeiro imediato para a empresa, mas no longo prazo”, disse a experiente executiva, que ocupa a liderança da Amex no país desde março de 2018.

A rotina ficou mais intensa com a pandemia, mas a EXAME Academy pode ajudar a manter a mente em foco

Sete em cada dez consumidores disseram que vão continuar comprando no comércio do bairro mesmo quando não houver mais restrições de funcionamento por causa da pandemia, segundo pesquisa realizada pela Amex em setembro com 800 pessoas. As razões: comodidade, economia de tempo e apoio aos lojistas do entorno.

A campanha Shop Small, que prevê descontos de 20% nas lojas participantes bancados pela Amex, acaba no próximo dia 31 no Brasil e esteve presente em outros 17 países. Mas voltará em 2021 em período a ser definido. Apesar da iniciativa, a Amex continua a se posicionar como uma marca associada ao consumo de luxo, com ações voltadas, por exemplo, à alta gastronomia, como uma parceria com o Guia Michelin.

Prestes a completar 40 anos no Brasil, a American Express continua a operar com no país no modelo de licenciamento com o Bradesco como parceiro preferencial, em vigor desde 2006: o banco é responsável pela emissão de cartões e pela adquirência, ou seja, a liquidação de transações financeiras entre a bandeira do cartão e o banco.

Leia a seguir trechos da entrevista de Rose Del Col à EXAME Invest:

Como a American Express reagiu no Brasil aos efeitos da pandemia?

Constantemente revisamos os benefícios dos nossos cartões de acordo com as necessidades. No início da pandemia, deixamos de apresentar os benefícios relacionados a viagens, como upgrades de hotéis, porque não era o momento. Mudamos o foco e acertamos parcerias para entregas de restaurantes em casa, com o Rappi. Além disso, a American Express relançou no mundo a campanha Shop Small como uma maneira de incentivar o pequeno comércio na pandemia.

O que é essa campanha?

É uma iniciativa que havia sido lançada nos Estados Unidos na crise de 2010 e que já havia passado por diversos países, mas não aqui pelo Brasil, onde chegou neste ano pela primeira vez. Fomos para as ruas e acertamos parcerias com centenas de lojas no momento em que os consumidores passaram a comprar mais no bairro. Bancamos descontos de 20% nas compras realizadas nessas lojas.

Essas mudanças em compras vieram para ficar ou devem perder força quando a pandemia passar?

Acreditamos que vieram para ficar. Houve uma mudança do comportamento do consumidor, que cria uma afeição com o comércio de bairro. O uso do cartão Amex nessas lojas acaba sendo maior do que era antes da iniciativa.

Como a American Express consegue manter o discurso da exclusividade em um mundo que se caracteriza cada vez mais pela variedade de opções ao consumidor?

Temos o nosso espaço dentro do mercado. É uma marca que entrega serviços financeiros, mas não só isso. Entregamos junto o bom atendimento, as melhores práticas para o banco parceiro, acreditamos muito em parcerias que possam reverter em benefícios para o cliente. Vinhos em restaurantes, parcelas a mais no pagamento, entrada ou sobremesa gratuita, para aumentar a percepção de valor no público. O foco é oferecer uma experiência para quem utilizar o cartão Amex.

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