Quais os benefícios do auxílio para a Faria Lima e por que eles estão em xeque | Invest

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Quando o ano começou, o principal temor do mercado financeiro era que o auxílio emergencial fosse renovado às custas do teto de gastos. A regra estabelecida em lei impõe um limite para o aumento das despesas do governo para evitar um descontrole fiscal, o que por sua vez assegura alguma segurança para os investidores que decidem colocar seus recursos no país. 

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O receio ainda não se concretizou, apesar das sinalizações em Brasília de volta do auxílio. A renovação do pagamento está em vias de ser votada no Congresso, mas os gastos adicionais não devem furar o teto. A expectativa é a de que o auxílio seja concedido após a aprovação de Proposta de Emenda à Constituição, a PEC Emergencial, que disponibiliza os recursos necessários por meio de crédito extraordinário e preserva a regra de ouro que mantém a meta fiscal.

Analistas veem com bons olhos a manutenção do teto de gastos e criam expectativas de que a agenda liberal possa finalmente deslanchar na sequência da aprovação da PEC.  

Isso porque os novos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), deixaram claro que a renovação do benefício seria a pauta prioritária. As reformas tributária e administrativa aguardadas desde a eleição de Bolsonaro ficariam para depois da aprovação do auxílio.

Lira chegou a elaborar um calendário de pautas caras ao mercado que devem ser votadas a partir da votação da PEC, destacando que a reforma administrativa entraria em discussão já no próximo mês:

O caminho, porém, não é assim tão simples. Ainda que o governo consiga aprovar todos os destaques da PEC, não há garantia de que as reformas serão apreciadas logo na sequência. Nem que haverá vontade política.

“O Congresso não vai abraçar essas pautas sozinho. É necessário que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes gastem capital político para viabilizar as reformas”, afirma Arthur Mota, economista da EXAME Invest Pro.

As sinalizações recentes do Executivo, no entanto, apontam na direção contrária. Na última semana, Bolsonaro refrescou na memória da Faria Lima a lembrança da ingerência do governo Dilma na economia ao anunciar de forma intempestiva a troca do presidente da Petrobras. A estatal perdeu 74 bilhões de reais em valor de mercado em um único dia com a queda acima de 20% nas ações

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