O pica-pau e o incrível design inteligente do Criador

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(Estudo 4 da série Design Inteligente – Aves)

Embora a Bíblia não cite especificamente o pica-pau, ele é considerado uma ave pura e foi criado a partir de um “projeto” muito interessante. Existem cerca de 180 espécies de pica-paus no mundo. Só no Brasil, ele está praticamente em todas as regiões, se dividindo em quase 60 espécies.

Essa diversidade garante que inúmeras árvores possam contar com a ação do seu “trabalho”. Além de escavar as árvores para construir seus ninhos, fora da estação reprodutiva os pica-paus continuam perfurando troncos e galhos em busca de alimento. Normalmente, isso não afeta e nem fere o vegetal.

Seu bico funciona como uma sonda, detectando a presença de pequenos insetos e suas larvas nas cavidades. Sua língua pegajosa e cheia de farpas, consegue fisgar as pragas que ficam nas profundidades das galerias. Assim, contribuem para a saúde das árvores, já que esses insetos são prejudiciais a elas. Alguns tipos alimentam-se de frutas, outros da seiva das árvores e outros, ainda, de formigas no solo.

O planejamento do pica-pau

São aves ágeis e fortes na construção, resistindo a um impacto de mil vezes a força da gravidade, ao bater seu bico numa árvore.  Além disso, consegue fazer até 22 perfurações por segundo, nos troncos, sem lesionar o cérebro. As “marteladas na madeira” só são suportadas pelo seu corpo por conta de sua estrutura planejada para isso.

O bico é forte, mas também é flexível. Os ossos que envolvem o crânio são esponjosos e possuem tecidos elásticos. As pernas são curtas e fortes, adaptadas para a subida na posição vertical. Suas patas permitem se prender nos troncos. Cada uma delas tem dois dedos voltados para a frente e dois para trás, com garras bem afiadas.

É por isso que eles têm facilidade para escalar troncos. A cauda tem a parte central das penas mais rígidas que de outras aves, e isso os ajuda a alavancar essa escalada e a mantê-los presos ao casco. O ninho do pica-pau acaba sendo uma boa “prestação de serviço” já que serve de abrigo para inúmeros outros animais.

Do maior ao menor

O pica-pau-rei é considerado o maior do Brasil e destaca-se por ser robusto, alcançando 36 centímetros de comprimento. Habita na Mata Atlântica e pode ser encontrado em Goiás, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. Já um dos menores é o pica-pau-anão-dourado, medindo aproximadamente sete centímetros e meio. Esse é mais comum na região Norte, mas também pode ser encontrado em algumas áreas do Mato Grosso.

Design Inteligente

A cabeça do pica-pau tem sido a atual inspiração para a inovação de amortecedores

Quando os investigadores de acidentes do futuro recuperarem uma caixa-preta a partir dos destroços de um avião, poderão agradecer ao “design do pica-pau” pela conservação dos dados. O motivo? Um novo amortecedor hi-tech está sendo desenvolvido com inspiração na habilidade da ave em resistir à desaceleração severa.

A cabeça de um pica-pau suporta desacelerações de até 1200 gramas (gravidade padrão) enquanto os seres humanos só aguentam de 80 a 100 gramas, sem que o cérebro seja danificado. Essa capacidade era um mistério até que dois cientistas da Universidade da Califórnia (Sang-Hee Yoon e Sungmin Park) passaram a estudar os movimentos do pica-pau.

Através de vídeos e tomografias computadorizadas, eles descobriram quatro estruturas que absorvem o choque mecânico:

  1. Bico duro, porém elástico;
  2. Um osso de suporte à língua que se estende por trás do crânio (chamado hióide);
  3. Uma área de osso esponjoso em seu crânio;
  4. E o líquido cefalorraquidiano.

Todas essas estruturas funcionam juntas para absorver as pancadas. Especialistas estão estudando uma forma de reproduzir, artificialmente, um conjunto parecido para o desenvolvimento de caixas-pretas mais resistentes. Um engenheiro de uma universidade do Reino Unido (G. Kim Blackburn, Universidade de Cranfield) disse que as descobertas sobre a cabeça do pica-pau fornecem “um exemplo fascinante” para resolver alguns problemas atuais.

Proteção programada

Milésimos de segundo antes de bater a cabeça, o pica-pau contrai seus músculos do pescoço. Depois fecha sua pálpebra grossa. A pálpebra age como um “cinto de segurança” para os olhos, e sem ela a retina do pássaro poderia se romper ou, pior ainda, o olho poderia saltar para fora da cabeça. Essas medidas de segurança são especialmente úteis para os machos, que batem a cabeça cerca de 12 mil vezes por dia quando estão fazendo a corte para alguma fêmea.

Reprodução do mecanismo

Para simular a resistência do bico, eles usam um invólucro metálico cilíndrico. A capacidade do osso hioide, para distribuir as cargas mecânicas, é imitada por uma camada de borracha dentro do cilindro. A resistência do osso esponjoso é imitada por várias esferas de vidro de 1 mm de diâmetro, onde é depositado o objeto que quer ser preservado. E o líquido cefalorraquidiano é imitado com uma camada de alumínio.

Para testar esse sistema, os dois cientistas californianos colocaram um microchip dentro de uma bala com a estrutura baseada no pica-pau e usaram uma carabina para atirar em uma parede de alumínio. Depois do tiro, o circuito eletrônico ficou protegido, suportando choques de até 6 quilos (60.000 gramas). Atualmente, as caixas pretas de voo resistem a choques de até 1 quilo (1.000 gramas). Um instituto coreano também está buscando algumas aplicações militares para a tecnologia.

Crédito ao Criador

Os amortecedores hi-tech serão desenvolvidos graças ao projeto original de Deus, o grande Designer de todos os tempos. O funcionamento perfeito da cabeça do pica-pau não é obra da evolução, como muitos pensam, mas uma criação que possui uma assinatura. Essa tecnologia avançadíssima tem servido de exemplo para a ciência atual.

“Pergunte, porém, aos animais, e eles o ensinarão, ou às aves do céu, e elas lhe contarão; fale com a terra, e ela o instruirá, deixe que os peixes do mar o informem. Quem de todos eles ignora que a mão do Senhor fez isso? Em sua mão está a vida de cada criatura e o fôlego de toda a humanidade.” (Jó 12.7-10)

Por Cris Beloni, jornalista, pesquisadora e escritora. Lidera o Movimento Bíblia Investigada e ajuda pessoas no entendimento bíblico e na ativação de seus dons. Trabalha com missões transculturais, Igreja Perseguida, teorias científicas, escatologia e análise de textos bíblicos.

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: O voo silencioso das corujas

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