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Mayra Aguiar, do judô, busca em Tóquio disputar sua primeira final olímpica da carreira

por Olimpíada Todo Dia
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Mayra Aguiar treina no Ginásio Yuto, no Japão (Gaspar Nóbrega/COB)

Mayra Aguiar da Silva nasceu em 3 de agosto de 1991 na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e compete na categoria meio pesado do judô, limitada a 78 quilos no naipe feminino. Está, portanto, prestes a completar 30 anos, mais da metade deles passados dentro da seleção brasileira.

É um dos grandes nomes do Brasil na Olimpíada de Tóquio, onde vai tentar disputar a primeira final olímpica da carreira. O evento na capital japonesa será a quarta edição dos Jogos em que ela estará presente.

Já conquistou duas medalhas, ambas de bronze, na Londres-2012 e Rio-2016. Também é bicampeã mundial, a única judoca brasileira a conseguir tal feito, e coleciona resultados expressivos nos principais campeonatos da modalidade.

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No Brasil, defende a Sogipa, tradicional equipe de judô porto alegrense, é canhota e tem como golpe favorito o Kosoto-gari, um golpe de técnica de pé. Como é praticamente uma regra entre os atletas de alta performance, Mayra Aguiar começou no judô ainda criança, com seis anos.

Ela conta que os pais queriam que ela fizesse uma atividade física para que pudesse canalizar a energia. Tentou atletismo, natação e até balé. “Quando as aulas de balé terminavam, eu corria para assistir as de judô, porque tinha mais ação, mais competição, e eu sempre gostei de competir. Minha mãe decidiu me trocar, pois eu iria queimar mais energia.”

Logo ela se destacou, com apenas 14 anos chegou à Seleção Brasileira e, aos 16, teve a primeira experiência olímpica, nos Jogos de Pequim-2008. “Fiz 17 lá, fizeram até uma festinha de aniversário, mas não podia comer nada”, brinca.

Na ocasião, ainda estava na categoria leve, até 70 quilos no feminino. Perdeu na primeira luta, mas valeu pela experiência de conviver com os grandes nomes do judô à época. “Puxaram muito a minha orelha. Eu era muito bagunceira, extremamente bagunceira. Hoje eu não consigo ver uma coisa fora do lugar, sou até chata com isso.”

Dentre os veteranos com quem conviveu na capital chinesa, estão João Derly, Thiago Camilo, Vânia Ishii, Edinanci Silva e Dani Zangrano. Aliás, João Derly, bicampeão mundial, é a grande inspiração da brasileira.

Quatro anos mais tarde, já na categoria até 78 quilos, chegou como primeira cabeça de chave nos Jogos de Londres. Conquistou o bronze vencendo na luta da medalha a holandesa Marhinde Verkerk. A única derrota foi para Kayla Harrison, atleta dos Estados Unidos que viria a se sagrar campeã daquela edição e bi quatro anos mais tarde, na Rio-2016.

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No Brasil, Mayra voltou a ser derrotada apenas na semifinal, desta vez pela francesa Audrey Tcheumeo, e se recuperou para bater a cubana Yalennis Castillo logo a seguir e garantir novamente um lugar no pódio olímpico.

Os dois maiores títulos da brasileira saíram nos Campeonatos Mundiais de 2014, disputado na cidade russa de Chelyabinsk, e de 2017, na capital húngara Budapeste. Primeiro venceu a mesma Audrey Tcheumeo e, três anos depois, a japonesa Mami Umeki nas disputas das medalhas de ouro.

Em 2010, ela também fez a final, entrando para a história como a primeira brasileira a disputar o ouro em mundiais. Tem outras duas medalhas na história do campeonato, ambas de bronze. Mayra chegou, também, a três finais de Masters, o segundo torneio mais importante específico da modalidade, vencendo duas.

Além disso, soma 16 pódios de Grans Slams, o terceiro mais relevante, com dez finais e cinco vitórias. Aqui pelo continente, ganhou cinco de oito finais de campeonatos pan-americanos e, em 2019, conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, título que ainda não tinha.

Para além de Tóquio, Mayra Aguiar admite que quer completar pelo menos mais um ciclo olímpico e chegar forte para disputar os Jogos de Paris em 2024. Depois, os planos devem mudar um pouco e começar a preencher a vida pessoal.

Ela já revelou ter o sonho de ser mãe. Fazendo umas contas rápidas, descobriremos que ela terá de começar a colocar os planos de maternidade depois dos 32 anos. As entrelinhas de suas palavras sugerem que talvez seja tarde para engravidar. Não tem problema. “Se passar muito tempo, eu vou adotar uma criança. Para mim vai ser maravilhoso”.

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