Kingdom Hearts: do pior ao melhor segundo a crítica

Kingdom Hearts: do pior ao melhor segundo a crítica

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O que você consegue resolver em uma conversa de elevador? Eu consigo no máximo falar do tempo, já Shinji Hashimoto conseguiu fazer uma proposta para um executivo da Disney que mexeu bastante com o mundo dos videogames.

Essa série ficou muito tempo na nossa votação, não conseguiu seu espaço ao sol, mas esse é o momento perfeito para ela brilhar. Esse é o Do Pior ao Melhor da franquia Kingdom Hearts, que faz parte do especial de fim de ano do Voxel. Aqui estão nossos critérios, prestem bastante atenção:

  • As notas apresentadas são baseadas no agregador de nota Metacritic. Se o jogo foi lançado para mais de uma plataforma inicialmente, pegaremos as notas de cada uma das versões e faremos uma média aritmética.

  • Nós consideramos os jogos principais da franquia.

  • No caso de Kingdom Hearts 1 e 2, consideramos as versões 1.5 e 2.5 remix por conterem os games principais e mais alguns conteúdos extras que têm importância na lore da franquia. 

  • Excluindo esses dois casos, nós consideramos os games originais

8) Kingdom Hearts Coded (2008) – 66 (Mobile, Nintendo DS)

Em último lugar da lista temos o Kingdom Hearts: Coded, lançado em 2008 para o Nintendo DS. Diferentemente dos outros, Coded parece ser o único jogo da série que os fãs não perdem muito se simplesmente não jogarem, pois ele conta a história de Data Sora, um Sora criado virtualmente para tentar eliminar bugs no diário de aventura do Grilo Falante. 

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Na coletânea Final Mix, feita para o PS4, o jogo não foi nem mesmo adaptado como muitos outros, e sim foi transformado em um pequeno filme, remasterizando somente as cutscenes para por na coleção.  

Os críticos gostaram da variedade na gameplay e dos gráficos, mas criticaram a história e as partes de plataforma. Isso tudo fez com que ele ficasse com uma nota bem baixa, 66.

7) Kingdom Hearts 358/2 Days (2009) – 75 (Nintendo DS)

Em oitavo lugar, temos Kingdom Hearts 358/2, lançado em 2009, o primeiro jogo da série que Sora não é o protagonista. O jogo nos dá uma visão mais profunda de cada membro da Organização 13 e de suas motivações para estarem na posição que estão. 

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Aprendemos um pouco mais sobre os misteriosos nobodies, mas dá pra dizer que as definições podem ser um pouco… confusas. A história segue todos os dias que Roxas passou na organização, tendo o importante trabalho de reunir corações com sua keyblade para que os planos da organização fossem completados. 

Por mais que seja amado, 385/2 Days também é bem criticado, fazendo com que os fãs tenham uma relação de amor e ódio com o jogo, e não foi diferente com a crítica. Enquanto muitos críticos gostaram da mudança de história, muitos criticam a gameplay repetitiva, uma consequência de passar para um console menos potente que o original. Sua nota é 75.

 

6) Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance (2012) – 75 (Nintendo 3DS)

Outro jogo que saiu pro DS, mas desta vez para o Nintendo 3DS, foi Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance, lançado em 2012, que foi o último jogo de Sora antes de Kingdom Hearts 3, lançado 7 anos depois. 

A história segue Sora e Riku realizando o teste para se tornarem mestres da keyblade e, para isso, eles precisam viajar entre mundos adormecidos e abordá-los com o poder da arma. O jogo apresentou novas mecânicas, algumas bem-vindas, e outras nem tanto. O primeiro foi o Flowmotion, um sistema bem divertido e dinâmico que mistura velocidade com praticidade. Já o outro é o infame Sistema de Drop. 

Em uma maneira estranha de fazer com que os dois protagonistas prossigam a história juntos, os desenvolvedores do jogo botaram um tempo limite com cada personagem. Ao invés de completar uma fase com Sora e depois completar outra com Riku, os jogadores têm que correr contra um relógio dentro do jogo que assim que chegar no zero, o jogo automaticamente troca para outro personagem, em outra fase. 

Outra coisa que dividiu opiniões foi o caminho louco que a história começou a tomar, sendo apresentados vários pontos como viagem no tempo, ressurreição de personagens, e o conceito que chamam de “norted”, que um personagem vira uma parte de Xehanort, o principal vilão da saga. Grande parte dos analistas gostaram das mudanças na gameplay, mas nem tanto da história, classificando ela como desinteressante em diversos momentos, juntando diálogos fracos com motivações duvidosas. Sua nota é 75.

5) Kingdom Hearts: Chain of Memories (2004) – 76 (Game Boy Advanced, PlayStation 2)

Diferente do que muitos pensam, o segundo jogo da série é Kingdom Hearts: Chain of Memories, lançado em 2004 para o GameBoy. Essa estranha escolha de console certamente causou confusão no fandom de Kingdom Hearts. 

A Square foi muito criticada por botar uma continuação direta do primeiro jogo, de PS2, para o GameBoy, forçando os fãs a terem mais de um console para acompanhar a história, que ganhou a fama de ser extremamente confusa por esse motivo. 

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A trama conta a jornada de Sora, Pateta, e Pato Donald explorando o misterioso Castelo Oblivion, onde os protagonistas são apresentados à Organização 13, estranhas figuras com longos casacos pretos. Ao entrar no castelo, Sora ganha um item, que nos introduz ao polêmico sistema de batalha do jogo: Cartas. Diferentemente do primeiro jogo, o combate do segundo é todo baseado em cartas, em que o jogador tem um número limitado de opções e escolhe uma ação por meia das cartas, como atacar com a keyblade ou usar uma magia. 

Ao explorar o castelo, os personagens vão lentamente perdendo a memória, deixando os jogadores curiosos para entender o que está acontecendo. A crítica não gostou do sistema de batalha com cartas, mas a história acabou compensando esse fator. Ele ficou com 76 de nota.

4) Kingdom Hearts 1.5 Remix (2013) – 77 (PlayStation 3)

E aqui temos a coleção remasterizada que abraça o primeiríssimo game, Kingdom Hearts 1.5 Remix, lançado em 2013. A ideia de ter uma mistura de final fantasy com personagens da Disney ainda era tão maluca que nunca imaginaríamos que ia dar tão certo. Tudo começa na ilha de Destiny Islands, onde Sora, Kairi e Riku tentam construir um pequeno barco para que eles pudessem fugir do lugar.

Porém, mesmo que eles realmente saiam da ilha, não foi bem do jeito que imaginaram. Uma estranha tempestade engoliu o lugar e, no processo, Sora recebe uma misteriosa espada em formato de chave. O nosso protagonista é separado de seus amigos e cai em Traverse Town, onde ele conhece Squall,ou Leon, no jogo, e Yuffie, personagens de Final Fantasy 8. 

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Na mesma cidade ele também se encontra com os outros dois personagens principais da trama, Pateta e Pato Donald, e juntos eles viajam por mundos da Disney como a floresta de Tarzan, O País das Maravilhas e muito mais, tudo enquanto Sora busca seus amigos, e seus parceiros da Disney procuram pelo rei Mickey Mouse. Mesmo com o plot estranho, o jogo foi muito bem recebido pelo público e pelas críticas. 

Os analistas gostaram dos visuais, do conteúdo expandido da coleção e da gameplay ajustada, mas a câmera não ajuda e os pulos são impressionantes. Sua nota é 77.

3) Kingdom Hearts 2.5 Remix (2014) – 81 (PlayStation 3)

Em terceiro lugar a coleção remasterizada do terceiro jogo da série! Kingdom Hearts 2.5 Remix chegou nas 2014 e tem como principal game Kingdom Hearts 2, que é uma sequência direta de Chain of Memories. O título conta a história do protagonista Sora, que não tem nenhuma lembrança dos eventos do jogo passado, mais uma vez em busca de seus amigos Riku e Kairi enquanto enfrentam a Organização 13. 

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O jogo apresenta novas mecânicas que deixam a gameplay muito mais dinâmica, sem contar com o surgimento do “pressione triângulo para vencer” como seus fãs chamam o sistema de reações. Mas talvez a novidade mais bem vinda foram as drive forms. 

Com elas, Sora pode ter um novo estilo de roupas e combate, assumindo até mesmo o bem estiloso dual wield! Além disso, mundos novos foram introduzidos, como a China de Mulan, e o mundo da Disney nos anos 30. A crítica curtiu o combate, os visuais únicos dos mundos e nas ótimas atividades secundárias. Os problemas ficaram no aumento repentino de dificuldade e na qualidade questionável da narrativa. Sua nota é 81.

2) Kingdom Hearts III (2019) – 81,5 (PlayStation 4, Xbox One)

Depois de muita espera, Kingdom Hearts 3 foi lançado em 2019. O jogo continua exatamente onde Dream Drop Distance termina, e já no primeiro mundo sentimos com força a mudança que a série sofreu. Os gráficos são lindos, e a gameplay mais divertida do que nunca. A história segue nossos protagonistas no caminho para reunir todos os guardiões da luz necessários para destruir a nova organização 13, composta de 13 Xehanorts. 

O título dá um ponto final na saga que conhecemos desde o primeiro jogo da série, prometendo o embate final entre nossos heróis contra o vilão que aparentemente começou todos os problemas que enfrentamos antes de chegarmos aqui. Pela primeira vez, nós podemos dar upgrade nas keyblades com o sistema de level delas, e não mais precisamos trocar a arma toda vez que entramos em um mundo novo, podendo usar as que mais gostamos, e não as que dão mais dano! 

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O sistema de atrações é uma adição bem colorida e divertida para o jogo, podendo invocar atrações dos parques da Disney de verdade, como um navio pirata e um carrossel, mas às vezes o botão delas ser o mesmo botão de abrir um baú pode ser um pouco frustrante. E quando pensávamos que tudo tinha acabado, somos surpreendidos com novas perguntas, mostrando que não passava de um novo começo. 

A crítica adorou os mundos diferentes, os personagens cativantes e o combate simples e divertido. As críticas estão ligadas à trama extremamente complexa e difícil de acompanhar, alguns mundos que parecem escassos e a gameplay no Gummi Ship que não é nada divertida. Sua nota é 81,5.

1) Kingdom Hearts Birth by Sleep (2010) – 82 (PlayStation Portable)

Agora vamos para o nosso primeiro lugar, Kingdom Hearts Birth by Sleep. O jogo que saiu originalmente para o PSP introduziu tantas coisas novas que chega até a ser complicado de aprender tudo. 

Primeiro que ele começa de uma maneira um pouco diferente, pedindo para que você escolha entre três personagens para jogar: Terra, um jovem guerreiro que não consegue controlar a escuridão dentro de si, Aqua, uma habilidosa guerreira que já no início do jogo recebe a honra de ser uma mestra da keyblade, e Ventus, o mais novo do trio que age mais como irmão mais novo dos outros personagens.

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Para cada um deles, nós vemos uma visão diferente da mesma história, e como tal personagem chegou em tal ponto da história. A história acontece 10 anos antes do primeiro jogo da série, e é aí que somos apresentados ao vilão que tanto odiamos, Xehanort. 

Nela, vemos como Terra sai em uma missão para aceitar quem ele é, enquanto Aqua o persegue, com medo dele estar se perdendo para o lado da escuridão. E sem nenhum dos dois saber, Ventus também enfrenta seus demônios interiores enquanto tenta achar seus melhores amigos no gigantesco universo que já conhecemos bem. Além do interessante estilo de narrativa, Birth by Sleep introduziu um sistema de habilidades novo, em que antes da batalha o personagem podia escolher habilidades únicas para um personagem usar em combate, como uma espada de trovão ou as magias que já estamos acostumados a ver.

Os analistas elogiaram o combate divertido e fluido, as boss battles, os visuais, as arenas multiplayer e a duração da campanha, só que a câmera pode trazer problemas, há muita repetição de ambientes e músicas, o trabalho de voz de Terra é bem ruim e há diversos loadings longos e quedas de frames. Mesmo assim, o game ficou com 82 e o tipo da nossa lista.

Qual o seu mundo de Kingdom Hearts favorito? E qual drive form você mais usou nos jogos? Qual a sua keyblade favorita? 

Lembrem-se, essas notas não são nossas, mas sim do agregador de notas Metacritic. Esse foi o Pior ao Melhor da franquia Kingdom Hearts, que faz parte do especial de fim de ano do Voxel. Não concorda com a lista? Deixe aí nos comentários.

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