Invisibilizados nas telas, negros criam seus próprios ‘canais de TV’

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Em maio de 2020, os irmãos Emicida e Fióti lançaram a Lab Fantasma TV. O canal, na Twitch (serviço de streaming de vídeos e lives), tem programação diária e atrações que abordam música, ativismo, games e bem-estar.

Esse é mais um braço da Laboratório Fantasma, empresa fundada pelos irmãos há 12 anos, englobando produção de eventos, gravadora, editora e marca de streetwear.

Emicida e eu sempre tivemos o sonho de ter uma rádio e uma TV com concessão pública para conseguir romper com o racismo no entretenimento. Enfrentamos muito isso na indústria da música… Só que, no ambiente em que a gente vive, percebemos que o digital seria a maneira mais prática e rápida de propor esse caminho.

Evandro Fióti, diretor e sócio-fundador da Lab Fantasma

O digital também foi a escolha da Afro TV. Um perfil do Instagram serviu de base para a criação da plataforma. Paulo Rogério Nunes, co-fundador do canal, conta ainda que um estudo ajudou nesse direcionamento. Nele foram mapeadas demandas e o perfil do consumidor de conteúdo negro no Brasil, apontando um grande potencial em diversas áreas.

A partir daí, o consultor em diversidade e outros parceiros —o cineasta David A. Wilson e o empresário caribenho Fabien Anthony— lançaram a plataforma no fim de 2020, explorando as áreas de beleza, economia e comportamento.

Diante do mesmo cenário, o ator e diretor angolano Licínio Januário e o diretor de tecnologia Leandro Lemos idealizaram a Wolo TV, serviço de streaming no modelo pay-per-view que também preza pelo protagonismo negro na frente e atrás das câmeras.

A primeira produção da Wolo TV é a comédia “Casa da Vó”, série que contou com mais de 60 profissionais envolvidos, sendo 99% deles negros. No elenco, a cantora e atriz Margareth Menezes, em seu primeiro papel como protagonista, e o rapper Rincón Sapiência.

Já o Trace Brazuca faz parte do grupo francês Trace, presente em mais de 160 países. O canal estreou no Brasil em julho de 2020, tornando-se o primeiro do gênero na TV fechada —no mesmo ano em que a televisão completou 70 anos por aqui.

O Head de Marketing do canal, Ad Júnior, revela que trazê-lo para cá era um sonho antigo do francês Olivier Laouchez, presidente do Trace. Um encontro com o empresário paulistano José Papa enfim concretizou a ideia.

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