Índia investiga se apagão de Mumbai ocorreu após ataques hackers da China • A Referência

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Autoridades da Índia investigam um possível envolvimento da China no apagão de Mumbai, em outubro de 2020. A principal suspeita é a de que ataques cibernéticos tenham gerado a queda de energia, que afetou milhões de indianos, de acordo com o “The Wall Street Journal”.

O blecaute foi o maior em décadas na capital financeira da Índia. Trens ficaram parados por horas e hospitais precisaram apelar para geradores de energia movidos a diesel.

Para o ministro do Interior indiano, Anil Deshmukh, é possível que haja conexão entre o apagão e os ataques cibernéticos que atingiram os servidores das concessionárias de energia do estado de Maharashtra, no sudoeste do país e onde fica a metrópole de Mumbai.

Parque de abastecimento elétrico de Mumbai, Índia, em fevereiro de 2009 (Foto: World Bank/Simone D. McCourtie)

Um estudo da Recorded Future, organização norte-americana que estuda o uso da internet por atores estatais, acessado pelo “The New York Times”, aponta a infiltração de um malware chinês nos controles de segurança para o fornecimento de eletricidade da Índia.

Outros sistemas, como o de uma subestação de alta tensão e de uma usina a carvão, também estariam infectados. Conforme o estudo, a maior parte desse malware nunca foi de fato ativada. A empresa disse ter notificado o problema ao governo indiano.

Suspeita alimenta tensão

O relatório elevou a temperatura das tensões entre a China e a Índia. Ao diário indiano “The Print”, o ministro de Energia Nitin Raut acusou o vizinho ao norte. “Aguardamos o relatório final, mas pelas informações que temos, definitivamente houve sabotagem”, disse.

Além de disputar a fronteira do Himalaia, Beijing discorda de Nova Délhi em temas como a autonomia do Tibete, a crescente cooperação de defesa com EUA, Japão e Austrália e as restrições a investimentos chineses na Índia.

“É altamente irresponsável acusar quando não há evidências”, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, nesta segunda (1).

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