Início ECONOMIA Ibovespa fecha em queda e acumula baixa de 1,7% em semana marcada por ruídos políticos e Covid; dólar sobe 4% em 4 dias

Ibovespa fecha em queda e acumula baixa de 1,7% em semana marcada por ruídos políticos e Covid; dólar sobe 4% em 4 dias

por Ricardo Bomfim
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SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em forte queda nesta quinta-feira (8) após a alta de 1,54% na véspera e a baixa de 1,44% na terça-feira. Com isso, o índice acumulou uma desvalorização de 1,72% desde o início da semana, que foi marcada pelos ruídos políticos e pelas preocupações com o avanço da variante delta do coronavírus, que levou países da Ásia a retomarem medidas de restrição.

“O medo de que a variante Delta da Covid-19 cause novos lockdowns em muitos países faz com que investidores vendam ativos de risco, junto com preocupações com liquidez mundial”, disse o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, em comentário a clientes.

Segundo Bruno Komura, analista da gestora Ouro Preto, o espalhamento da variante delta, que tem índice alto de transmissibilidade e afeta muito os mais jovens, junto com os dados abaixo do esperado dos Estados Unidos, dão um indicativo para o mercado de que não estamos experienciando uma retomada sólida.

“Ajuda no discurso do Federal Reserve de que a conjuntura ainda demanda medidas estimulativas, mas a economia vai se recuperar um pouco mais devagar. No Brasil, isso é pior, pois indica a necessidade de mais tempo de auxílio emergencial, o que bate diretamente no ambiente fiscal”, opina o analista.

Por outro lado, Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú, entende que a variante delta do coronavírus e a condução da política monetária do Federal Reserve não devem promover uma disrupção tão alarmante na economia global.

“Países com largas fatias da população totalmente vacinadas irão provavelmente ter cenários similares ao do Reino Unido, onde o número de casos aumentou, mas as hospitalizações por Covid continuam baixas”, avalia. Nesse caso, o economista não enxerga tantos riscos econômicos, pois sem pressão sobre o sistema de saúde não há também necessidade de aumentar as restrições à mobilidade.

Já sobre o Fed, Mesquita ressalta que a inflação e o crescimento dos salários nos EUA seguem altos, porém são guiados por pressões temporárias. “O avanço inflacionário está sendo guiado por preços de itens mais voláteis e sujeitos a disrupções na oferta, como é o caso de carros usados, ou à reabertura econômica, tais quais vestuário e passagens de avião”, explica.

Mesmo com o cenário mais volátil, muitas casas de análise não mudaram as suas projeções para o Ibovespa. Jennie Li, estrategista da XP, destaca manter a projeção do Ibovespa a 145 mil pontos ao final do ano.

Ela vê que o maior fator de pressão para os mercados foi principalmente a proposta de reforma tributária do governo, que prevê a taxação de dividendos em 20% e o fim dos juros sobre o capital próprio.

Contudo, apontou que há muita negociação ainda para acontecer. “O governo veio com uma proposta com medidas mais radicais para ter espaço para negociação. Talvez tenhamos um projeto final mais brando. É difícil ver as medidas como estão sendo aprovadas. Todavia, no curto prazo, esse é certamente um dos motivos para a Bolsa cair”, ressalta.

Com relação aos ruídos políticos sobre as investigações, Jennie avalia que, apesar de eles diminuírem principalmente o apetite do investidor estrangeiro, mais sensível a esse noticiário, o investidor de longo prazo na Bolsa não deveria ser tão impactado.

Cabe ressaltar ainda que o pregão marcou o encerramento da semana para a B3, que ficará fechada na sexta-feira devido a feriado em São Paulo, o que também aumenta a cautela por aqui, uma vez que alguns investidores podem decidir zerar posições para não entrarem comprados no fim de semana prolongado.

O Ibovespa teve perdas de 1,25%, a 125.427 pontos com volume financeiro negociado de R$ 29,535 bilhões.

Já o dólar comercial encerrou o pregão em alta de 0,29% a R$ 5,224 na compra e R$ 5,255 na venda, após ter flertado com os R$ 5,30 na máxima do dia (a R$ 5,295). A redução da alta veio depois que o Banco Central fez seu primeiro leilão de swaps desde março. Logo após o leilão a moeda chegou a virar para queda, mas voltou a subir na última hora de pregão. Na semana, o dólar teve ganhos de 4,00% ante o real.

Conforme apurou a Reuters, a intervenção do BC no câmbio levantou questionamentos sobre eventual aceleração do ritmo de alta da Selic na reunião do Copom de 3 e 4 de agosto. Pelo entendimento de parte dos agentes financeiros, o BC deixou na última ata do Copom espaço aberto para intensificação no processo de normalização monetária, com eventual alta de 1 ponto percentual da Selic.

Já o contrato futuro da divisa para agosto subia 0,41% a R$ 5,267 no after-market.

Enquanto isso, o ambiente político no país segue bastante tumultuado, com novos desenvolvimentos negativos para o governo na CPI da Covid e indicações de que o empresariado se opõe ao atual texto da reforma tributária, o que deve amplificar o efeito da aversão ao risco global, apontou Rosa, economista da SulAmérica.

Na agenda dos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos na semana encerrada em 3 de julho aumentou para 373 mil, segundo dados com ajustes sazonais publicados pelo Departamento do Trabalho americano.

Esse é um possível indício de que o rápido crescimento do emprego visto no primeiro semestre de 2021 poderia enfrentar obstáculos nos próximos meses. Analistas consultados pela Refinitiv projetavam um número menor de pedidos, 350 mil. Esse indicador é divulgado com uma semana de atraso.

Neste cenário ainda de cautela sobre o ritmo de recuperação da atividade, o rendimento do título do Tesouro dos EUA de 10 anos cai para 1,25%, menor valor desde fevereiro.

Outra gigante da economia global também contribuiu para os maiores temores do mercado: autoridades chinesas sinalizaram que podem em breve injetar mais estímulo na economia, uma mudança de tom inesperada indicando que a recuperação mais rápida do mundo pode ser mais fraca do que parece.

Por aqui, atenção ainda para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho. Puxada novamente pela alta da energia elétrica, a inflação oficial no País subiu 0,53% em junho de 2021 na comparação com maio, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (8), representando uma desaceleração frente à alta de 0,83% de maio.

Com isso, o indicador acumula alta de 3,77% no ano e 8,35% nos últimos 12 meses. A variação acumulada em 12 meses é a maior desde setembro de 2016 (8,48%). Em junho de 2020, a taxa mensal foi de 0,26%. O dado, contudo, ficou levemente abaixo do esperado. De acordo com projeções compiladas pela Refinitiv, a expectativa era de alta de 0,59% na comparação com maio e de 8,40% frente igual período do ano passado.

Na avaliação de João Leal, economista da Rio Bravo, o número deve levar o mercado financeiro a ver um menor espaço para uma alta da Selic de 1% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em agosto. Com o dado, as apostas devem se concentrar em alta de 0,75 ponto percentual, para 5% ao ano – abaixo do aumento de 1 ponto que estava sendo esperado por parte do mercado, afirma Leal.

Porém, quando aberto o índice de inflação, o economista da Rio Bravo afirma que o item de serviços é o que mais preocupa a casa nos próximos meses, uma vez que deve ser impulsionado neste segundo semestre diante da expectativa de reabertura econômica. Veja a análise clicando aqui.

Apesar do cenário mais benigno para inflação, todos os juros futuros passaram a subir. O DI para janeiro de 2022 teve alta de oito pontos-base, a 5,81%, DI para janeiro de 2023 subiu nove pontos-base, a 7,29%, DI para janeiro de 2025 teve alta de sete pontos, a 8,30% e DI para janeiro de 2027 avançou cinco pontos-base a 8,72%.

O noticiário político também segue bastante movimentado, em meio à CPI da Covid, que gerou declarações contundentes e rusgas entre integrantes das Forças Armadas e o presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), na véspera.

O ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, o ex-sargento da Aeronáutica Roberto Dias, recebeu ordem de prisão de Aziz, que considerou que o ex-servidor mentiu em seu depoimento ao colegiado. Dias pagou fiança de R$ 1.100 e foi liberado no final da noite.

Durante o depoimento de Dias, o presidente da CPI afirmou que “as Forças Armadas, os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia, porque fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo”.

Em nota divulgada na noite de quarta, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, e os comandantes das Forças Armadas repudiaram as declarações de Aziz. O senador disse considerar a nota da Defesa “desproporcional” e cobrou de Pacheco uma posição mais incisiva para defender um senador. “Pode fazer 50 notas contra mim, só não me intimidem”, disse Omar. “Não aceito que intimidem um senador da República”, afirmou o senador.

Bolsas mundiais caíram

Os índices americanos tiveram quedas expressivas em meio às preocupações com a retomada econômica global.

O movimento se consolidou depois que o governo do Japão declarou novamente situação de emergência em Tóquio, que perdurará até 22 de agosto para conter uma nova onda de infecções por coronavírus.

Ontem, cabe destacar, a sessão foi positiva para os índices dos EUA: o S&P subiu 0,3%, atingindo um novo patamar recorde de 4.358,13 pontos; O Dow Jones subiu 104,42 pontos, a 34.681,79; o Nasdaq fechou com uma oscilação positiva, próximo a um novo recorde.

Ações de empresas de tecnologia e internet voltaram a ter uma performance superior à média do mercado na quarta. Investidores compraram papéis de empresas que priorizam crescimento, ao invés de nomes do varejo e do setor de energia que tiveram sucesso no primeiro semestre.

Na quarta, os papéis da Apple subiram 1,8%; os da Microsoft, 0,8%; e os da Amazon, 0,5%. No último mês, essas ações tiveram altas de dois dígitos. A queda no rendimento dos títulos do Tesouro americano é apontada por investidores como um dos fatores pelo interesse nestes papéis.

Ontem, o rendimento de títulos do Tesouro com vencimento em dez anos continuou a cair, a 1,296%, o menor patamar desde fevereiro, movimento que prossegue nessa sessão.

Na véspera, foi divulgada também a ata da última reunião do Fomc, em que os integrantes discutiram a retirada de estímulos, mas incertezas sobre o panorama econômico prevaleceram. Por outro lado, incomodados com os preços de moradia, os integrantes do Fed debateram diminuir o ritmo de compra de hipotecas mais rapidamente do que de Treasuries.

Também as bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em queda. Ações do setor de tecnologia de Hong Kong foram pressionadas com o temor renovado de regulação. O governo da China afirmou que irá atualizar “as regras sobre a listagem de ações no exterior para empresas domésticas”, e também aumentará as restrições para fluxos de dados transfronteiriços e segurança.

No Japão, o Nikkei recuou 0,88%; na Coreia do Sul, o Kospi recuou 0,99%; na China continental, o Shanghai composto recuou 0,79%.

Além da situação de emergência em Tóquio, outros países da Ásia são monitorados de perto por conta da Covid-19. Na Coreia do Sul, o governo informou o maior número de novos casos de Covid em um dia desde o início da pandemia no país, segundo a agência de notícias Yonhap.

Covid no Brasil e CPI

Na quarta (7), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.481, queda de 21% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 1.595 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 49.971, queda de 35% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 54.156 casos.

Chegou a 80.864.685 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 38,19% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 28.796.690 pessoas, ou 13,6% da população.

Em meio à queda nas mortes e nos novos casos, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que o estado ampliará a partir de sexta-feira o horário de funcionamento de todos os estabelecimentos para até as 23h, com limite de lotação ampliado para 60%. Ele também anunciou uma nova antecipação no calendário de vacinação.

Também na quarta, o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, o ex-sargento da Aeronáutica Roberto Dias, recebeu ordem de prisão do presidente da CPI da Covid no Senado, Omar Aziz (PSD-AM). Aziz considerou que o ex-servidor mentiu em seu depoimento ao colegiado.

Dias foi acusado pelo policial militar Luiz Paulo Dominguetti, que afirma ser representante de uma empresa que negociou a venda de doses de vacina contra Covid-19 ao Ministério da Saúde, de ter pedido propina de US$ 1 por dose de vacina em negociação. Ele também é acusado de ter pressionado um servidor do ministério para acelerar a compra da vacina Covaxin, desenvolvida pela indiana Bharat Biotech e negociada no Brasil com intermédio da Precisa Medicamentos.

Em depoimento à CPI, Dias negou as acusações, e disse que teve um encontro com Dominguetti de maneira casual. Áudios de mensagens do celular do policial militar divulgados na CPI fragilizaram, no entanto, a versão de Dias, pois davam a entender que o encontro já estaria agendado previamente.

Senadores chegaram a pedir que Aziz reconsiderasse sua decisão de prender Dias, sob o argumento de que depoentes anteriores também teriam mentido na CPI e não receberam voz de prisão. No entanto, Aziz manteve-se firme e Dias deixou a sala da CPI sob guarda da polícia do Congresso Nacional.

Dias pagou fiança de R$ 1.100 e foi liberado no final da noite. O relatório de seu depoimento foi encaminhado ao Ministério Público.

Durante o depoimento de Dias, presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que “as Forças Armadas, os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia, porque fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo”. Ele fez menção a Dias e a outros quadros de origem militar que são apontados como participantes das supostas irregularidades.

Em nota divulgada na noite de quarta, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, e os comandantes das Forças Armadas repudiaram as declarações de Aziz. Eles afirmaram que as falas desrespeitam os militares e generalizam “esquemas de corrupção“. “As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”, diz a nota.

Em plenário, o presidente Rodrigo Pacheco (DEM-MG) rendeu homenagens e disse nutrir respeito às Forças Armadas.
Também em plenário, Aziz afirmou que sua fala foi “pontual” e não foi “generalizada”, referindo-se, por exemplo, a Dias, ex-sargento da Aeronáutica, e a outros integrantes da pasta possivelmente envolvidos no suposto esquema de irregularidades.

O senador disse considerar a nota da Defesa “desproporcional” e cobrou de Pacheco uma posição mais incisiva para defender um senador. “Pode fazer 50 notas contra mim, só não me intimidem”, disse Omar. “Não aceito que intimidem um senador da República”, afirmou o senador.

Além disso, o presidente do Senado disse na quarta que, caso o Congresso aprove a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), permitindo que haja um recesso parlamentar neste mês, a CPI da Covid no Senado terá de paralisar seus trabalhos por causa do que Pacheco chamou de “imposição constitucional”.

A cúpula da CPI da Covid tem defendido que o colegiado, que apura a resposta do governo federal à pandemia de Covid-19, mantenha os trabalhos mesmo em um eventual recesso. Na sessão da comissão de quarta, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), voltou a afirmar que o colegiado não pode parar os trabalhos por causa da urgência imposta pela pandemia, que já matou mais de 526 mil pessoas no Brasil.

Reforma tributária e PIB

Mais de 100 associações empresariais e entidades assinaram uma carta direcionada ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), divulgada na quarta-feira. Elas criticaram o que chamaram de pressa na tramitação da reforma tributária, rechaçaram pontos da proposta e argumentaram que o projeto desestimula a atração do investimento produtivo, prejudica a geração de empregos e dificulta o crescimento econômico.

Os signatários da carta criticaram o fim do desconto simplificado na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, defendendo que os recursos que o governo deixará de perder deveriam vir de redução dos gastos públicos. Para as entidades, isso aumenta a urgência da reforma administrativa.

As entidades também reprovaram mudanças na tributação das empresas e empreendedores dentro da proposta do governo, que, em sua avaliação, aumentam burocracia e tornam o sistema mais complexo. O presidente da Câmara, por sua vez afirmou também na quarta que a proposta de reforma tributária com a assinatura do ministro da Economia, Paulo Guedes não será votada pelos deputados enquanto o texto não estiver maduro.

Em evento na Câmara na véspera, Guedes defendeu a tributação de dividendos como forma de reduzir os impostos pagos pelas empresas e pelos assalariados, ao comentar um dos pontos polêmicos da nova fase da reforma tributária enviada recentemente ao Congresso. Guedes argumentou que o Brasil é um país de renda baixa, em que 75% dos trabalhadores recebem menos de R$ 1.500 por mês.

Segundo reportagem do jornal O Globo, diante da resistência de empresários à reforma do Imposto de Renda, o Congresso já acena com mudanças no texto proposto pelo governo. Segundo o jornal, deputados se articulam para reduzir a alíquota de 20% proposta pelo Executivo, e subir a faixa de isenção de lucros para além dos R$ 20 mil mensais.

Guedes vem indicando a interlocutores que aceita reduzir em até 10 pontos percentuais o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica já em 2022, desde que acompanhado de um corte de até R$ 40 bilhões em subsídios e isenções.

Em audiência na Câmara, o ministro da Economia também afirmou que o Brasil vai crescer este ano de 5% a 5,5%, e exaltou a recuperação da economia brasileira em meio à pandemia de coronavírus.

Em 18 de maio, o Ministério da Economia havia elevado a sua projeção de crescimento do PIB este ano para 3,50%. Há cerca de um mês, ao tratar da recuperação econômica do país e das recentes revisões de projeções para cima de instituições para o PIB de 2021, Guedes havia elevado novamente a expectativa. Disse que a pasta ainda mantém cálculo conservador, “entre 4% e 5%” para o PIB de 2021.

Ainda no radar político, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (7), o regime de urgência para o projeto de lei que trata dos chamados “supersalários” no serviço público. A votação do mérito do texto, sob a relatoria do deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), ficou para a próxima semana. Saiba mais clicando aqui. 

Radar corporativo

A Kroton, empresa de ensino superior do grupo Cogna Educação fará uma parceria com a operadora TIM  para criar uma nova companhia que fará a oferta de cursos de Ensino à Distância (EaD) pelo celular. De acordo com o anúncio, haverá mais de 400 opções de cursos livres e mais de 250 de graduação e pós-graduação. Esta nova empresa usará a plataforma da Ampli, criada pela Kroton no ano passado com um investimento de R$ 240 milhões, e que tem 15 mil alunos matriculados. A marca busca a base de 50 milhões de clientes da TIM para crescer. A Kroton estima que poderá elevar em 20% sua captação anual de alunos em EaD, que superou os 400 mil alunos em 2020. O valor da mensalidade da graduação na Ampli é de R$ 150.

A TIM ainda anunciou na quarta que seu vice-presidente financeiro, Adrian Calaza, apresentou pedido de demissão, citando motivos “estritamente pessoais”. A companhia afirmou em fato relevante que Calaza, que ingressou na TIM em 2016, continuará em suas funções até 31 de agosto e que já iniciou os trabalhos para a indicação de um substituto para o executivo.

Na quarta-feira, a Neoenergia informou que suas distribuidoras injetaram 18.702 gigawatts-hora (GWh) de eletricidade no segundo trimestre de 2021, alta de 11% em relação a igual período de 2020. A empresa afirmou que os dados confirmam uma “recuperação do mercado em suas áreas de concessão”. O relatório, que representa prévia não auditada dos resultados operacionais da empresa, também indicou um aumento de 6,85% na distribuição de energia no primeiro semestre deste ano, novamente em comparação anual, para 37.208 GWh.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro comunicou na quarta que o juiz responsável pela recuperação judicial da Oi homologou na quarta-feira oferta do BTG Pactual e Globenet Cabos Submarinos para compra de 51% da empresa de fibra ótica do grupo de telecomunicações por R$ 12,9 bilhões. A proposta do BTG e Globenet serviu de base para o edital do leilão realizado na quarta-feira, que não contou com nenhum outro interessado, informou o tribunal.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
IGTA3 1.74154 40.31
BRML3 0.499 10.07
LREN3 0.33769 44.57
BRDT3 0.20928 28.73
MULT3 0.13026 23.06

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
CSNA3 -4.42228 44.09
SULA11 -3.91808 32.37
WEGE3 -3.6883 34.73
LWSA3 -3.55505 25.23
TIMS3 -3.43643 11.24

Em entrevista à agência internacional de notícias Reuters, o CEO da Petrobras, general da reserva Joaquim Silva e Luna, afirmou que a nova gestão da Petrobras (PETR4) vive no momento uma prova de fogo por causa das altas do petróleo, fator-chave para a formação de preços de derivados. Mas avaliou que o aumento dos combustíveis nesta semana demonstra independência e “critério 100% técnico” da companhia para lidar com o tema. O general da reserva escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para liderar a companhia afirmou que não houve nem haverá interferência externa no ritmo dos ajustes de preços de combustíveis.

Além disso, a Petrobras informou na quarta que a plataforma P-76 foi conectada ao gasoduto Rota 2 e tornou-se em junho a segunda do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, a exportar gás ao continente, por meio do terminal de Cabiúnas. A empresa começou a exportar o gás de Búzios em agosto do ano passado, com a plataforma P-74. Atualmente, o volume exportado pelas duas plataformas é de até 2 milhões de m³/dia.

A Hapvida anunciou na quarta-feira acordos para duas aquisições nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil no total de R$ 475 milhões, seguindo sua estratégia de expansão e consolidação nacional e aumento da verticalização. Em São Paulo, a companhia assinou proposta vinculante para aquisição de até 100% do grupo Grupo HB Saúde de São José do Rio Preto por R$ 450 milhões –considerando a totalidade das ações.

Já o Magazine Luiza concluiu a aquisição da startup Juni.

Ainda em destaque, a incorporação das ações da Iguatemi pela Jereissati Participações por aprovada em assembleia geral extraordinária. Depois da conclusão da reestruturação societária, a Jereissati adotará o nome da empresa controlada e passará a ser negociada em forma de units na B3.

A Camil Alimentos ainda apresentou seus resultados do primeiro trimestre fiscal, com queda de 1,2% do lucro líquido na base de comparação anual, a R$ 108,2 milhões.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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