Governo do Burundi determina que ONU saia do país até janeiro • A Referência

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Governo do Burundi determina que ONU saia do país até janeiro • A Referência

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O governo do Burundi, pequeno país na África Oriental, pediu que o escritório da ONU (Organização das Nações Unidas) saia do país até o final do ano, confirmou um diplomata à AFP no sábado (21).

A ordem prévia de fechamento formal até o dia 31 de dezembro teria sido encaminhada diretamente ao secretário-geral da ONU, António Guterres. O órgão ainda não se manifestou sobre o assunto.

O Ministério de Relações Exteriores do Burundi argumentou que a presença da ONU não é mais “pertinente” no país. “A situação está calma e estável e a recente eleição alcançou uma transição política histórica”, aponta a nota.

O documento ainda diz que o desenvolvimento socioeconômico é o único que requer a liderança das Nações Unidas.

“A decisão é soberana e irrevogável”, disse uma fonte não identificada do governo à AFP. “Não precisamos mais de um escritório que fomente a ideia de uma crise que existe apenas nas mentes de certas potências estrangeiras”.

Sede da antiga Missão de Paz de Burundi, que funcionou até 2015 na capital Bujumbura, em março de 2007 (Foto: CreativeCommons/Dave Proffer)

Burundi em situação frágil

Nos últimos meses, a ONU tentava estender a missão do enviado especial no país por mais um ano, devido à frágil situação vivida pela população. Estima-se que 74% dos 11,1 milhões de habitantes do Burundi vivem em pobreza extrema.

Um enviado especial está no país desde 2016 para monitorar a tensão que culminou em disputas violentas durante a terceira candidatura do ex-presidente Pierre Nkurunziza.

Com a morte do político, em junho deste ano, Burundi está sob comando de Evariste Ndayishimiye.

Desde a sua eleição em maio, no entanto, a onda de violência não estagnou e a ONU chama atenção para diversos homicídios, prisões arbitrárias e desaparecimentos mesmo após os violentos períodos eleitorais.

Um diplomata da ONU que pediu para não ser identificado afirmou que a decisão de Burundi provavelmente prevê uma chance de negociar relações políticas “mais flexíveis” com as Nações Unidas.

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