TECNOLOGIA

Facebook entra na mira de União Europeia e Reino Unido

Com a ampliação do cerco de reguladores antitruste internacionais às big techs, a União Europeia e o Reino Unido iniciaram mais duas investigações contra o Facebook. Ambas as nações vão analisar se a empresa de Mark Zuckerberg explora a coleta de dados de usuários e anunciantes para dar vantagens ilegais aos seus próprios serviços, incluindo seu produto de namoro virtual.

Nesta sexta-feira (4), a Comissão Europeia informou que sua investigação vai se concentrar no Marketplace do Facebook — plataforma que permite a compra e venda de produtos pelos usuários na rede social.

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“O Facebook coleta uma grande quantidade de dados sobre as atividades dos usuários em sua rede social e além dela, permitindo-lhe atingir grupos específicos de clientes”, afirmou a comissária europeia de competição, Margrethe Vestager.

“Veremos em detalhes se esses dados dão ao Facebook uma vantagem competitiva indevida, em particular no setor de anúncios classificados online, onde as pessoas compram e vendem produtos todos os dias e onde o Facebook também concorre com empresas das quais coleta dados”, completou.

Segundo o órgão europeu, empresas anunciantes também fornecem dados comerciais valiosos ao Facebook. No entanto, investigações preliminares apontaram que a rede social pode usar esses dados para competir com as próprias companhias que os forneceram, de modo a “ajudar que o Marketplace do Facebook supere-os”.

O uso de dados na plataforma de compra e venda de produtos do Facebook também será investigado pela Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) do Reino Unido, que também vai averiguar o serviço de paquera virtual Facebook Dating.

Coleta de dados do Facebook vai ser investigada por nações europeias. Foto: klevo/Shutterstock

“Pretendemos investigar exaustivamente o uso de dados do Facebook para avaliar se suas práticas de negócios estão dando a ele uma vantagem injusta nos setores de namoro online e anúncios classificados”, pontuou Andrea Coscelli, presidente-executiva da CMA.

O órgão britânico afirmou ainda que vai atuar em “estreita colaboração” com a Comissão Europeia durante as investigações.

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O que diz o Facebook

Ao site Business Insider, um porta-voz do Facebook afirmou que a companhia trabalha constantemente para desenvolver “novos e melhores serviços para atender à demanda crescente de seus usuários”.

“O Marketplace e o Dating oferecem às pessoas mais opções e ambos os produtos operam em um ambiente altamente competitivo com muitos grandes operadores. Continuaremos cooperando totalmente com as investigações para demonstrar que elas não têm mérito”, acrescentou a fonte.

Vale lembrar que assim como Apple, Amazon e Google, por exemplo, o Facebook está na mira dos órgãos antitruste. Em dezembro de 2020, Federal Trade Commission (FTC) e 48 estados americanos entraram com um processo para forçar a gigante a se desfazer de suas subsidiárias Instagram e WhatsApp, mas ações foram arquivadas em março deste ano.

O cerco às big techs deve ficar cada vez mais intenso, à medida que o mercado observa receitas cada vez mais fartas, fusões e aquisições que fortalecem monopólios e produtos que impossibilitem a competição de empresas concorrentes.

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