Exclusividade é trunfo do Disney+ em guerra de streaming

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Exclusividade é trunfo do Disney+ em guerra de streaming

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Salve-se quem puder. O Disney+, serviço de streaming da Disney, que chega no Brasil no dia 17 de novembro, será o único no mundo todo a ter todos os conteúdos das empresas compradas pelo conglomerado, como da própria Disney, da Pixar, Marvel, Star Wars, National Geographics, entre outros.

Isso significa que, caso alguém queira maratonar todos os filmes da série dos Vingadores, vai poder fazer isso em um lugar só, em vez de ter de procurar (ou alugar) as produções em diversas plataformas.

Até porque, segundo um documento enviado à EXAME, o Disney+ terá exclusividade total das produções da companhia e “não haverá nenhum conteúdo da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic em qualquer outra plataforma”. Desde o dia 30 de setembro, as produções foram retiradas da Netflix, do Amazon Prime Video e de outras plataformas que licenciavam os conteúdos.

Com 60,5 milhões de assinantes nos países em que já foi lançado, o serviço de streaming do Mickey Mouse pode ser um duro golpe para os outros serviços. Isso porque é um prato cheio para saudosistas de séries clássicas do canal, para entusiastas de musicais como Hamilton e também para fãs de duas das maiores franquias do entretenimento: Star Wars e Marvel.

No ano passado, por exemplo, Vingadores: Ultimato, o último filme da série dos heróis que incluem Tony Stark, o Homem de Ferro, e Steve Rogers, o Capitão América, se tornou o líder mundial da história das bilheterias, com um lucro de 2,8 bilhões de dólares. “Conquistar o cliente com conteúdo adequado é o xis da questão. Hoje existe uma explosão de novos streamings em diversos canais, mas poucos ainda conseguem endereçar o real desejo do seu cliente em tempo real”, afirma Gustavo Massuia, sócio de tecnologia, mídia e telecomunicações da KPMG no Brasil.

Diversos spin-offs (obra que parte de uma narrativa já existente) para os heróis da Marvel já estão previstos, como é o caso da série Wanda Vision, enquanto derivados de Star Wars, como a série The Mandalorian, já tem alta adesão mundo afora. Vale lembrar que todos os filmes de Star Wars estarão disponíveis no Disney+ — desde o primeiro em 1977 até o último, lançado no ano passado. 

É claro que não é só o conteúdo que importa: o preço também pode ser uma questão-chave na hora de um usuário optar por um (ou vários) streamings. “Apesar disso, acreditamos que a diversificação de serviços e conteúdo personalizado é a chave para o sucesso perene”, diz Francisco Clemente, sócio-diretor líder de mídia e esportes da KPMG. O Disney+ no Brasil, por sua vez, deve custar 29 reais por mês — mais barato que o pacote-padrão da Netflix, que custa 32,90 reais, porém mais caro que outros serviços, como o Prime Video e a Apple TV+, sendo que ambos custam 9,90 reais. 

O filme Mulan, que foi lançado em outros países onde o serviço de streaming já está presente pelo valor extra de 30 dólares mais a assinatura mensal, estará disponível na América Latina no dia 4 de dezembro. Não fica claro se, por aqui, o usuário também terá de pagar mais para ver a live action. A iniciativa foi uma forma de diminuir o prejuízo com o fechamento das salas de cinema (leia mais sobre o Disney+ abaixo). O movimento indica a força da principal rival da Netflix, que pode lançar um filme em seu streaming e ainda cobrar separadamente por ele — algo que a Netflix nunca fez.

O documento também afirma que a segunda temporada completa de The Mandalorian será lançada ao mesmo tempo que nos Estados Unidos. Uma boa estratégia para alcançar diversos públicos ao mesmo tempo e bater recordes de audiência.

Com mais concorrência no mercado de streaming, a estratégia de produzir conteú­do original em escala mundial impõe desafios não só criativos como também financeiros. Num mar de opções, é cada vez mais caro criar uma série impactante o suficiente para atrair assinantes e se distinguir das rivais. A série The Crown, da Netflix, tem custo estimado de até 12 milhões de dólares por episódio. The Mandalorian, da Disney, com apenas oito episódios, custou cerca de 100 milhões de dólares (12,5 milhões cada um). Morning Show, da Apple+, teve custo de 15 milhões de dólares por episódio. Em comparação, a série Sobrenatural, de 2005, custou 45 milhões de dólares por uma temporada de 22 episódios (2 milhões cada um). 

O streaming da Disney, ao contrário de seus parques de diversão, não está para brincadeiras — e deve chegar com tudo em um território extremamente competitivo: o brasileiro.

Fonte: Exame

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