EUA faz países desistirem de cabo submarino da Micronésia


O Banco Mundial se recusou a assinar um contrato para a instalação do cabo submarino da Micronésia Oriental. A recusa se deu depois que os governos de pequenas ilhas do Pacífico atenderam a alertas dos Estados Unidos de que a participação de uma empresa chinesa no projeto representava uma ameaça à segurança desses países.

A empresa em questão é a HMN Technologies, anteriormente conhecida como Huawei Marine Networks, que é de propriedade da Hengtong Optic-Electric Co Ltd, listada na bolsa de valores de Xangai. A HMN apresentou um projeto com custo de US$ 72,6 milhões (R$ 363,6 milhões), valor 20% menor do que o apresentado pela Alcatel Submarine Networks (ASN), uma joint-venture entre a finlandesa Nokia e a japonesa NEC.

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Batizado de Cabo da Micronésia Oriental, o sistema foi projetado para melhorar a comunicação nas nações insulares de Nauru, Kiribati e Estados Federados da Micronésia. A infraestrutura subaquática possui uma capacidade de dados muito maior do que os satélites, sendo uma opção mais adequada para determinadas regiões do planeta, principalmente os arquipélagos.

Razões para o veto

Guerra comercial entre EUA e China motivou a interrupção do projeto. Crédito: Ink Drop/Shutterstock

De acordo com a agência de notícias Reuters, o projeto chegou a um impasse por conta de questões levantadas por nações insulares sobre a oferta da HMN Tech. “Dado que não havia uma maneira tangível de remover a Huawei como um dos licitantes, todas as três propostas foram consideradas não conformes”, disse uma fonte da Reuters com conhecimento do processo licitatório.

Segundo essa mesma fonte, a HMN Tech era franca favorita para vencer a licitação, o que levou as autoridades que desconfiam do envolvimento do governo chinês com a empresa a encontrar uma solução conveniente para o encerramento da disputa. Em nota, o Banco Mundial disse que vai trabalhar com os governos envolvidos no projeto para traçar os próximos passos a serem seguidos.

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O Ministério das Relações Exteriores da China, por sua vez, disse que todas as partes envolvidas no projeto devem trabalhar por um ambiente de negócios não discriminatório, onde empresas de todos os países, incluindo a China, possam participar com igualdade de condições. “Por uma questão de princípio, quero enfatizar que as empresas chinesas sempre mantiveram um excelente histórico em segurança cibernética”, disse um porta-voz do governo chinês.

De acordo com o Ministérios das Relações Exteriores da China, o país sempre incentivou suas empresas a se envolverem em empreendimentos no exterior sempre de acordo com os princípios do mercado, regulamentações internacionais e leis locais.

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