Embarcação afunda em litoral da Líbia matando pelo menos 43 pessoas • A Referência

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Este conteúdo foi publicado originalmente no portal ONU News, da Organização das Nações Unidas

A Organização Internacional para Migrações, OIM, e a Agência para os Refugiados da ONU, Acnur, estão profundamente tristes com o naufrágio na costa da Líbia, ocorrido na segunda-feira, e que matou pelo menos 43 pessoas.  

Agências humanitárias informam que 10 sobreviventes foram resgatados e levados pela Segurança Costeira. Os passageiros, que partiram da África, tentavam entrar na Europa. 

Acidente

O barco zarpou da cidade de Zawya enfrentando más condições climáticas e acabou afundando quando o motor parou horas depois. 

Migrantes e refugiados são recebidos pelas equipes do Acnur (Agência da ONU para Refugiados) em Malta, em 2016 (Foto: ACNUR/Giuseppe Carotenuto)

Segundo os sobreviventes, principalmente da Costa do Marfim ou Costa do Marfim, Nigéria, Gana e Gâmbia, todas as vítimas eram homens de países da África Ocidental. 

Crise

Centenas de pessoas perderam a vida no ano passado tentando cruzar o Mediterrâneo Central, a rota de migração com o maior número de acidentes e mortes em todo o mundo. 

A OIM e o Acnur temem que, devido à capacidade limitada de monitorar as rotas, o número real de óbitos, no ano passado, seja ainda maior. 

As agências pedem aos Estados-membros para reativarem suas operações de busca e resgate. Desde a suspensão delas por países europeus, muitas ONGs e embarcações comerciais, com recursos limitados, tentam socorrer as vítimas. 

A OIM e o Acnur reiteram a urgência de mudança no Mediterrâneo com o fim dos retornos a portos com falta de segurança, a criação de um mecanismo de desembarque seguro e maior solidariedade dos Estados com os países que recebem muitas chegadas como por exemplo a Itália. 

Líbia

A situação dos migrantes e refugiados na Líbia continua sendo muito difícil, com detenções arbitrárias em condições terríveis. Muitos são explorados por traficantes e contrabandistas, torturados e abusados. 

A OIM e o Acnur reconhecem os esforços de autoridades nacionais no combate ao contrabando e tráfico e apelam a mais ações para punir grupos criminosos por abusos dos direitos humanos. 

As agências afirmam que a falta de ação e a impunidade só levarão a mais perda de vidas. 

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