E-commerce da Orfeu, marca de café dos Marinho, cresce 60% na pandemia

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E-commerce da Orfeu, marca de café dos Marinho, cresce 60% na pandemia

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A quarentena foi sinônimo de enorme prejuízo para inúmeras cafeterias que apostam nos grãos especiais. Por outro lado, em mercados e e-commerces as vendas cresceram 40%, de acordo com a BSCA, que representa o setor. A marca Orfeu registrou um resultado positivo ainda mais encorpado durante a pandemia: as vendas de seu e-commerce aumentaram 60%. “Esse canal e o varejo cresceram enquanto o restante do B2B caiu, mantendo assim a mesma taxa do ano de 2019”, explica José Renato G. Dias, que presidente a companhia.

Fornecedora tanto de restaurantes como o Fasano quanto de mercados como o Pão de Açúcar, a Orfeu é uma das marcas de grãos especiais mais premiadas do país. No torneio Cup of Excellence, o mais prestigioso do setor, ela já abocanhou 26 títulos. Roberto Irineu Marinho, acionista do Grupo Globo, e sua mulher, Karen, são os donos da marca. Ela começou a brotar em 1995, quando eles arremataram (como um local de descanso) a Fazenda Sertãozinho, no Sul de Minas Gerais. Mas lá tinha um antigo cafezal, que o casal resolveu aprimorar. O que começou como hobby logo virou negócio e outras quatro fazendas foram incorporadas. Uma delas ganhou uma pequena capela projetada por Oscar Niemeyer pouco antes da morte do arquiteto.

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Marca está sediada na Fazenda Sertãozinho, no Sul de Minas Gerais (Divulgação/Divulgação)

Nessa área toda, do tamanho de treze lagoas Rodrigo de Freitas, nasceram duas marcas, batizadas de Orfeu e Eurídice. Como na mitologia grega, a última levou a pior e só a primeira, lançada em 2005, foi mantida no mercado. Quatro anos atrás, em razão da febre dos cafés especiais no país, a Orfeu foi relançada. A estratégia incluiu a mudança do logo e uma campanha na TV estrelada pela atriz Fernanda Montenegro, ao custo de 4 milhões de reais. Por determinação de Irineu, o mercado nacional passou a ser prioritário (antes do relançamento 90% dos cafés da Orfeu eram exportados). Hoje a produção anual é de 30 mil sacas.

Uma das apostas são os chamados microlotes, os blends não produzidos em linha. Três deles foram elaborados em parceria com chefs conhecidos, a Morena Leite, do Capim Santo, o Thomas Troisgros, do Olympe, e o Felipe Bronze, do Oro, restaurante carioca com duas estrelas Michelin. Outro microlote, feito com grãos da variedade acauã, homenageou o agrônomo José Braz Matiello, um dos maiores especialistas em cafeicultura do país e colaborador da Orfeu (para este mês está previsto mais um lançamento).

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