Dólar fecha em alta de 1,17%, a R$ 5,666, na maior cotação desde novembro – 02/03/2021

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O dólar comercial fechou hoje (2) em alta de 1,17% ante o real, cotado a R$ 5,666 na venda, no maior patamar desde o dia 3 de novembro do ano passado, quando atingiu R$ 5,762.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Ontem (1º) o dólar comercial teve desvalorização de 0,09%, fechando a R$ 5,601 na venda.

O dólar subiu mesmo depois de um leilão de moeda à vista realizado pelo Banco Central, com os investidores reagindo à decisão do presidente Jair Bolsonaro de zerar alíquotas incidentes sobre o óleo diesel e elevar os impostos para instituições financeiras.

Bolsonaro editou um decreto e uma medida provisória para reduzir a zero as alíquotas do PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização e a importação do combustível, por dois meses, e do gás de cozinha, sem um prazo definido.

O presidente afirmou ainda que estuda um corte definitivo de impostos sobre o óleo diesel. Bolsonaro disse que esse prazo é para permitir a análise de um corte que não seja apenas temporário. Ele mencionou que um novo decreto entra em vigor “daqui a uns 25 dias”.

“Esses dois meses é o prazo para a gente estudar como a gente mantém, como a gente vai conseguir de forma definitiva, o zero de impostos federais em cima do óleo diesel e com nosso decreto que entra em vigor daqui uns 25 dias”, afirmou o presidente no jardim do Palácio do Alvorada para um grupo de apoiadores.

Parte da compensação pela redução dos tributos, estimada pelo governo em 3,67 bilhões de reais para este ano, virá do aumento da Contribuição Social sobre Lucro Liquido (CSLL) de instituições financeiras como os bancos, o que foi recebido negativamente pela maior parte dos investidores. “Essa decisão gera uma incerteza institucional”, disse à Reuters Paloma Brum, economista da Toro Investimentos.

“Pode ser que agora sejam os bancos, mas depois outras instituições podem ter a tributação elevada. Além disso, “num cenário de crise econômica, isso gera a incerteza de que possivelmente o governo não vai seguir uma agenda tão liberal assim.

“A adoção de uma agenda econômica liberal, voltada para reformas e privatizações, foi promessa eleitoral do presidente da República. Brum chamou atenção ainda para os riscos que essa decisão tributária pode ter nas pressões inflacionárias, principalmente levando em consideração o baixo patamar da taxa Selic. “Isso pode levar a saída de dólares do país”, alertou.

Mais cedo, logo após a divisa norte-americana tocar o patamar de R$ 5,6940, o Banco Central anunciou um leilão à vista, em que vendeu 1 bilhão de dólares.

“A atuação do BC nesse momento está correta, porque visa corrigir a distorção causada por uma medida que não está alinhada com as pautas do Congresso”, opinou Alejandro Ortiz, economista da Guide Investimentos à Reuters. “O Banco Central está tentando corrigir os efeitos colaterais.”

Já no exterior, sob os holofotes dos investidores internacionais ficavam os rendimentos dos títulos globais, especialmente os dos títulos dos EUA.

O aumento dos preços assustou os mercados nas últimas semanas, com os participantes preocupados com a possibilidade de uma recuperação econômica diante da covid-19, combinada com o estímulo fiscal, causar um salto na inflação.

Além disso, as negociações em torno do projeto de lei de alívio à covid-19 no montante de 1,9 trilhão de dólares —proposto pelo presidente norte-americano, Joe Biden— entram em marcha acelerada nesta semana, conforme o Senado do país começa a debater o abrangente texto e parlamentares disputam a inclusão de projetos preferidos, como conectividade de banda larga.

(Com Reuters)

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