Distribuição lenta de vacinas atrasa recuperação econômica para 2021 • A Referência

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O avanço das infecções por Covid-19 e a lentidão na distribuição de vacinas ao redor do mundo têm atrasado a rápida recuperação econômica prevista para o início de 2021.

Uma análise lançada pela Bloomberg Economics aponta que o Japão e o Reino Unido devem ser os próximos a enfrentar recessões de duplo mergulho – ou seja, a curva da economia faz a forma de W e volta a cair após uma ligeira melhora.

Comportamento semelhante nos EUA já leva o setor de varejo a registrar novas contrações nas vendas. Em consequência, uma das primeiras medidas do presidente Joe Biden foi a proposta de US$ 1,9 trilhão em estímulos fiscais.

Passageiros aguardam voo em estação de trem no bairro de Montparnasse, Paris, França, em janeiro de 2021 (Foto: FMI/Cyril Marcilhacy)

A única recuperação econômica em forma de V vem da China. Com medidas rígidas e precoces, desde o início de 2020, o país mantém Beijing parcialmente bloqueada e o consumo da população ainda é cauteloso, mas se recupera de forma paulatina.

“Isso é reflexo da dura realidade de que, antes da ampla distribuição da vacina, um retorno à normalidade é uma perspectiva improvável”, disse Tom Orlik, economista-chefe da Bloomberg Economics.

O pessimismo vem acompanhado de US$ 12 trilhões em apoio fiscal global – até agora insuficientes para pavimentar a recuperação. No Fórum Econômico Mundial, nesta segunda-feira (25), o presidente chinês Xi Jinping categorizou o processo como “instável”.

Disparidade

Uma das razões para o comentário de Xi envolve a disparidade na entrega de vacinas. Enquanto países de alta renda já concedem estão avançados na campanha de imunização, as economias mais pobres têm dificuldades para iniciar o processo.

A distribuição em grande escala das doses e a neutralização das variantes do vírus pelos imunizantes que já existem são os principais desafios até a metade do ano, afirmam os especialistas.

A análise da Bloomberg defende ainda que a reavaliação contínua das políticas monetárias e o apoio de governos continuarão sendo essenciais para o controle da crise.

Além disso, bloqueios e restrições tendem a apresentar impactos menores em relação a 2020 devido à adaptação das empresas. “O primeiro trimestre será pior do que pensávamos, mas vemos uma recuperação atrasada, não descarrilhada”, disse o economista Shaun Roache.

No dia 5, o Banco Mundial previu um avanço de 4% na economia mundial em 2021. O FMI (Fundo Monetário Internacional) deve atualizar a sua projeção nesta terça (26).

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