Início ECONOMIA Crise na pandemia pode afetar por nove anos salário dos brasileiros – Hyper Finance

Crise na pandemia pode afetar por nove anos salário dos brasileiros – Hyper Finance

por Agência Brasil
0 Já viram


O relatório aponta que o seguro-desemprego acaba tendo um papel restringido na proteção social aos trabalhadores (Imagem: Pixabay/@joelfotos)

O relatório do Banco Mundial “Emprego em Crise: Trajetória para Melhores Empregos na América Latina Pós-covid-19” alerta que os efeitos da pandemia da covid-19 podem afetar, por até nove anos, os salários dos trabalhadores médios do país. Crise na pandemia pode afetar por nove anos salario dos Crise na pandemia pode afetar por nove anos salário dos brasileirosCrise na pandemia pode afetar por nove anos salario dos Crise na pandemia pode afetar por nove anos salário dos brasileiros

De consonância com o documento, a crise gerada pela pandemia vai afetar o mercado de trabalho no Brasil e na América Latina por um longo período, inclusive com efeito negativo no que concerne a empregos e salários.

“No Brasil e no Equador, embora os trabalhadores com ensino superior não sofram os impactos de uma crise em termos salariais, e sofram apenas impactos de curta duração em matéria de emprego, os efeitos sobre o emprego e os salários do trabalhador médio ainda perduram nove anos após o início da crise”, diz o relatório.

O relatório aponta que essa situação vai deixar cicatrizes, uma vez que o aumento no desemprego, na informalidade e também redução dos salários.

“Na região da ALC [América Latina e Caribe], as cicatrizes são mais intensas para os trabalhadores menos qualificados, sem ensino superior”, diz o documento.

O documento foi divulgado em junho, e na manhã desta terça-feira (20) um webinário (seminário pela internet) com os autores aprofundou o diagnóstico. O documento também recomenda modificações no seguro-desemprego e maior cautela às políticas de inclusão de trabalhadores informais no mercado de trabalho, principalmente no cenário pós-pandemia.

“A crise econômica gerada pela pandemia da covid-19 ressaltou a importância de renovar os instrumentos de proteção social a fim de proteger a renda contra os choques canalizados por meio do mercado de trabalho, no Brasil e no mundo”, afirma o documento.

O relatório aponta que o seguro-desemprego acaba tendo um papel restringido na proteção social aos trabalhadores, “pois aqueles que são mais afetados pelas crises econômicas, como a causada pela pandemia, a exemplo dos trabalhadores informais e autônomos formais, são inelegíveis para receber o benefício”.

Benefícios

Em 2019, no Brasil, somente 17,7% da média mensal de trabalhadores desempregados (12,6 milhões) receberam benefícios de desemprego, podendo relatar exclusivamente com o Bolsa Família para a proteção mínima da renda, quando elegíveis.

O relatório também mostra que outro ponto a ser considerado é o de que o período de pagamento do seguro no país, que varia de três a cinco meses, é subalterno ao de outros países comparados. Aliás, o aproximação ao mercê é um pouco mais difícil no Brasil do que em outros países. Atualmente, para ter recta ao seguro-desemprego pela primeira vez é preciso ter trabalhado com carteira assinada em 12 dos últimos 18 meses anteriores ao desligamento.

“O alto valor do pagamento inicial dos programas de desemprego, juntamente com sua curta duração, resultam em incentivos ao uso excessivo de benefícios do desemprego, mas com um apoio abaixo do ideal, que não beneficia aqueles propensos a períodos de desemprego mais longos”, diz o relatório.

O relatório destaca que também faltam políticas de esteio para facilitar os trabalhadores que estão buscando tarefa de forma autônoma.

“Para enfrentar esses desafios, serão necessárias reformas regulatórias dos atuais benefícios de desemprego e reinvestimentos das economias para desenvolver sistemas de apoio modernos que reduzam o risco moral, mas também atendam a metade menos protegida do mercado de trabalho, para quem quase nenhuma despesa é dedicada”, defende o relatório.

Uma das recomendações propostas é a de que, para melhorar a cobertura do seguro-desemprego, o período de carência para elegibilidade ao primeiro pedido seja reduzido, e a exigência para pedidos subsequentes, aumentada. Outra possibilidade é de que um menor peso de tributo poderia ser atribuído a períodos de tributo ininterruptos.

O documento sugere ainda a adoção de programas de seguro-desemprego para os trabalhadores autônomos formais. Alguns desses programas já existem em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE). Esses programas, tendem a ter critérios de elegibilidade mais rigorosos do que para os trabalhadores formais assalariados, incluindo a comprovação de falência ou fechamento involuntário da empresa.




Esse conteúdo pertence ao site:

Site: https://hyperfinance.com.br/

Para qualquer dúvida, sugestão, reclamação ou denúncias, envie um e-mail para:

contato@imoveweb.com.br

FONTE ORIGINAL

Olha essas aqui:

Deixe um Comentário

O Site iMove Web é um AGREGADOR DE CONTEÚDOS, onde buscamos por fontes seguras que permite em seus sites, o formato: RSS/FEED, como se trata de conteúdo de terceiros, prezamos por isso, e informamos no final de cada post a REAL FONTE do post, e ainda todos os posts aqui publicados, são mantidos na integra de cada autor, sem alterar um paragrafo ou link inserido na postagem, todos direitos de imagem, textos e vídeos são atribuídos ao autor original. Somos contra FAKE NEWS, caso você leitor, se depare aqui com alguma notícia FALSA ou ENGANOSA, por favor nos envie um e-mail denunciando esse post. E-mail: contato@imoveweb.com.br FECHAR

SOBRE NÓS