como vivem os cristãos no Congo

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POPULAÇÃO: 89,5 milhões
CRISTÃOS: 85,1 milhões
RELIGIÃO: Cristianismo, islamismo, religiões indígenas africanas
GOVERNO: República semipresidencialista
LÍDER: Felix Tshisekedi
POSIÇÃO: 40º na Lista Mundial da Perseguição

“Era noite. Ouvimos tiros por toda parte, então fugimos… não levamos nada conosco. Vivemos aqui ao ar livre. Sem camas, sob a chuva e o sol. É muito difícil. Com todo esse sofrimento, só me lembro do que meu marido costumava dizer. Digo a mim mesma que ´Deus está no controle´. Ele enxugará minhas lágrimas. Meu marido me ensinou a ler a palavra de Deus, o Senhor me diz para agradecer em todas as situações, e é isso o que eu faço, isso me ajuda.” Essas são as palavras de Mama Teseli, uma cristã perseguida na República Democrática do Congo (RDC). 

É assim que muitos cristãos vivem por lá — fugindo ao som de tiros, pressionados por causa de sua fé e perseguidos por insistirem em amar a Cristo. Você conseguiria viver assim? Na República Democrática do Congo, a violência contra os cristãos resultou em mais de um milhão de deslocados internos. 

O país apenas carrega um nome democrático, mas na realidade, os cidadãos congoleses não são livres para tomar suas próprias decisões religiosas. O presidente anterior da RDC permaneceu ilegalmente no cargo anos após o mandato terminar. Representantes da Igreja Católica, que pediram publicamente ao governo que cumprisse os prazos eleitorais determinados pela Constituição, relataram ter enfrentado assédio verbal e interferência. 

 

Ataques extremistas

O grupo extremista islâmico Aliança das Forças Democráticas (ADF-NALU) é responsável pela perseguição aos cristãos na parte oriental do país, atacando as igrejas de forma violenta. Além disso, os seguidores de Jesus correm o risco de serem sequestrados e terem suas casas destruídas. Os convertidos, tanto do islã quanto de religiões tribais, enfrentam pressão para participar de atividades religiosas e cerimônias não cristãs. 

 

Vivendo a fé sob pressão

Além dos ataques físicos, os cristãos congoleses sofrem com  a opressão islâmica, corrupção e crime organizado, hostilidade etno-religiosa e paranoia ditatorial. Nessa nação, as mulheres cristãs estão vulneráveis a sequestro, estupro, tortura sexual e trabalho forçado. Elas podem ser casadas, engravidadas ou divorciadas à força. Esses casamentos forçados são frequentemente casamentos precoces, conforme relatos de que homens muçulmanos idosos geralmente preferem meninas cristãs.  

Devido à vergonha da violência sexual, mulheres e meninas cristãs podem enfrentar isolamento e rejeição das famílias e comunidades após um ataque. Na cultura local, acredita-se que o estupro causa “contaminação” física e mental, uma crença que faz com que alguns maridos rejeitem completamente as esposas. 

Para os homens congoleses cristãos as formas de perseguição incluem mutilação, sequestro, recrutamento forçado por grupos de milícias, trabalho forçado e assassinatos brutais. Para escapar dos sequestradores, os homens podem ser forçados a pagar resgates altos; esses valores paralisam famílias já em dificuldades, sentenciando-as a viver os próximos anos na pobreza. Além disso, eles enfrentam a discriminação no local de trabalho e, em alguns casos, a oportunidade de trabalhar é negada. Normalmente, todas essas práticas de perseguição, que são encorajadas pelo governo, servem para enfraquecer as famílias e a igreja nessa nação.

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