como sair antes que estourem

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como sair antes que estourem

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Infelizmente, a existência de bolhas financeiras só é descoberta quando elas estouram. A formação de bolhas tem, contudo, algumas características comuns, que servem como pistas para o investidor adotar uma postura mais cautelosa ou mesmo, a depender de sua convicção e conhecimento do mercado, apostar em posições vendidas que trarão lucro se, de fato, o preço dos ativos despencar.

Preço acima do valor

Existe o preço pelo qual uma ação é negociada em Bolsa, e existe o valor que cada investidor enxerga na ação, considerando o potencial de crescimento da empresa com base em fundamentos como cenário econômico, plano de negócio e setor de atuação. Se o preço alcançar rapidamente cotações muito superiores ao valor calculado pelo investidor, pode ser um sinal de que a ação se descolou dos fundamentos, o que configura uma bolha.

Manada

Um investimento pode ser feito sem base em fundamentos, apenas por seguir o fluxo comprador. Se há muita gente comprando, e o papel só sobe, o investidor entende que o ativo é promissor e não quer ficar fora da festa.

É o chamado movimento de manada, gerador de uma demanda formadora de bolhas e que se torna mais evidente quando o investimento passa a ser muito popular, a ponto de atrair leigos que ouviram histórias de gente que ganhou muito dinheiro.

Exemplo: a bolha dos bitcoins. Mesmo sem ter lastro, supervisão e regulação, as moedas virtuais reuniram mais investidores do que a Bolsa, superando US$ 19 mil no fim de 2017. Um ano depois, com o estouro da bolha, o bitcoin já valia menos de US$ 4.000.

Facilidade de acesso

Bolhas podem ser alimentadas pela facilidade com que se adquire os ativos. Oferta de crédito a custo baixo gera, por exemplo, uma demanda que pode não se sustentar se houver uma reversão de quadro.

Foi o que aconteceu na bolha imobiliária norte-americana, gerada por uma estrutura de financiamento que permitia a compra de imóveis até mesmo por quem não tinha como comprovar renda, emprego ou garantias. Quando os juros subiram, a inadimplência apareceu e a bolha estourou em 2008, levando junto os bancos que estavam com as carteiras carregadas de títulos hipotecários.

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