Com dinheiro e desperdício, China luta pela independência tecnológica

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Liu Fengfeng tinha mais de uma década de comando em uma das empresas de tecnologia mais proeminentes do mundo antes de perceber onde estava a verdadeira corrida do ouro na China.

Os chips de computador são o cérebro e a alma de todos os eletrônicos que as fábricas do país lançam. No entanto, a maioria é projetada e produzida no exterior. O governo chinês está investindo dinheiro em qualquer um que possa ajudar a mudar isso.

Assim, em 2019, Liu, de 40 anos, deixou seu emprego na Foxconn, a gigante taiwanesa que monta iPhones na China para a Apple. Ele descobriu um nicho – filmes e adesivos de qualidade para chips – e rapidamente levantou US$ 5 milhões. Hoje, sua startup conta com 36 funcionários, a maioria no centro tecnológico de Shenzhen, e pretende iniciar a produção em massa este ano.

“Antes, você poderia ter tido de implorar a seu avô e pedir dinheiro à sua avó. Agora, bastam algumas conversas e todos esperam que os projetos sejam iniciados o mais rápido possível”, disse Liu.

A China está no meio de uma mobilização em massa para o domínio da produção de chips, uma busca cujos objetivos podem parecer tão insanos e impossíveis – pelo menos até que sejam alcançados – quanto enviar sondas à Lua ou liderar a tabela de medalhas de ouro olímpicas. Em todos os cantos do país, investidores, empresários e autoridades locais estão em um frenesi para desenvolver habilidades de semicondutores, respondendo a um chamado do líder do país, Xi Jinping, para depender menos do mundo exterior em áreas tecnológicas importantes.

SEMICONDUCTORS ZHONG BSPR 2 1 Liu Fengfeng, CEO e fundador da Tsinghon: o executivo deixou um cargo na Foxconn para perseguir a nova mina de ouro chinesa

Liu Fengfeng, CEO e fundador da Tsinghon: o executivo deixou um cargo na Foxconn para perseguir a nova mina de ouro chinesa (Gilles Sabrie/The New York Times)

Seus esforços estão começando a valer a pena. A China ainda está longe de contar com verdadeiras rivais para as gigantes dos chips dos EUA, como a Intel e a Nvidia, e seus fabricantes de semicondutores estão pelo menos quatro anos atrás da liderança em Taiwan. Ainda assim, as empresas locais estão expandindo sua capacidade de atender às necessidades do país, especialmente para produtos como eletrodomésticos inteligentes e veículos elétricos, que têm requisitos mais modestos que os supercomputadores e os smartphones de última linha.

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