Colômbia lidera ranking de assassinatos de ativistas em 2020 • A Referência

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A Colômbia responde por cerca de metade dos 331 ativistas mortos em todo o mundo em 2020 – com um total de 177 assassinados. A cifra foi apresentada no relatório da organização irlandesa FLD (Front Line Defenders), divulgado na última terça (9).

Em seguida estão Filipinas, com 25 homicídios, além de Honduras, com 20, México, com 19, Afeganistão, com 17, Brasil, com 16, e Guatemala, com 15. Três quartos dos assassinatos de ativistas em todo o mundo ocorreram na América Latina.

Os assassinatos aconteceram em 25 países no total e, em todos os casos, têm relação direta com a atuação dos ativistas.

Líderes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil protestam pelo fim da perseguição a ativistas em Paris, França, novembro de 2019 (Foto: WikiCommons/Gert-Peter Bruch)

Embora os povos indígenas representem apenas 6% da população mundial, seus ativistas são quase um terço dos assassinados em todo o mundo. A maioria tentava impedir projetos extrativistas.

Em 2019, 304 ativistas foram mortos em 31 países. “No último ano, menos países foram responsáveis por um número maior de assassinatos de defensores”, apontou o chefe da organização, Ed O’Donovan. “É uma prova do primado da impunidade“.

Vírus forçou ativismo

As restrições impostas pela Covid-19 obrigaram os ativistas a remobilizar ações e iniciar movimentos durante a pandemia. Já os ataques aos defensores de direitos humanos ganharam força.

“Na Colômbia, os grupos armados impuseram seus próprios postos de controle contra a Covid-19”, diz o relatório. “Isso expôs os defensores de direitos humanos a maiores riscos“.

No Peru, as mortes saltaram de um caso, em 2018, para oito em 2020. Entre os ativistas assassinados, 75% eram indígenas. “A maioria, senão todos, estavam em áreas mais remotas e enfrentavam atores corporativos e estatais que buscam controle sobre a terra e os recursos naturais”, concluiu o relatório.

Além dos indígenas, 20 ativistas pelo combate à corrupção foram mortos no ano passado – número mais alto já documentado pela FLD. Dos 331 assassinados, 13% eram mulheres e seis eram transgêneros – todos nas Américas.

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