CPI da Covid-19: saúde e economia sob os holofotes

CPI da Covid-19: saúde e economia sob os holofotes

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Quando uma Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) é instalada, o sentimento geral é de desconfiança, já que não são raras as vezes em que processos como estes resultam apenas em desgastes e enfraquecimento das instituições. No entanto, no caso da CPI da Covid-19, espera-se encontrar respostas sobre a conduta do governo federal no combate à pandemia e como isso afeta a economia do país.

Sinais claros de omissão do governo

Dados do fim de março mostram que o Brasil concentrava um terço das mortes diárias por covid no mundo, mesmo com apenas 3% da população mundial. Com estes números, o governo não conseguiu mais segurar a pressão pelo início das investigações.

Um dos principais pontos de discussão desta CPI será a morosidade na compra de vacinas. Exemplo claro disto, foi a recusa do governo em aceitar a oferta de vacinas feitas pela Pfizer, com a justificativa que a farmacêutica não se responsabilizava por possíveis efeitos colaterais (prática comum neste mercado).

Outro fator importante da investigação é o caos provocado pela falte de oxigênio hospitalar em Manaus. O colapso foi resultado da falta de ação do ministério da saúde, que foi avisado com antecedência da escassez do oxigênio nos hospitais manauaras e ainda assim permitiu que o pior acontecesse.

Por fim também serão temas desta CPI, a insistência do presidente Bolsonaro, bem como outros integrantes do governo, em indicar o tratamento precoce com medicamentos ineficazes no combate à doença. Isso sem falar nos seguidos pronunciamentos que desestimulavam ações de proteção como o uso de máscara e distanciamento social.

Interrupção do auxílio emergencial agravou a pandemia

O pagamento do auxílio emergencial para compensar as perdas financeiras dos trabalhadores também é um assunto que deve ser olhado pela CPI. O problema é que o pagamento do auxílio emergencial foi interrompido em janeiro de 2021 e só foi retomado (em valor mais baixo que os R$ 600 mensais pagos inicialmente) em abril — ou seja, beneficiários passaram três meses sem a ajuda do governo.

Com isso, o número de pessoas que foram forçadas a se aglomerar em busca de sustento aumentou exponencialmente, aumentando também a circulação do vírus.  Sem o auxílio emergencial, ficou impossível reduzir a circulação de pessoas em um país tão desigual.

Reformas travadas e o impacto da CPI na economia

Com a CPI aberta, o governo terá que gastar capital político para emplacar indicações de aliados para integra a comissão e assim atrasar as discussões. Isso acaba colocando o presidente ainda mais na mão do centrão. É um enfraquecimento que, provavelmente, irá travar as reformas importantes até as próximas eleições.

Sobre os impactos na Bolsa, especificamente, as reformas travadas não permitem ser otimista sobre o mercado de ações, mas existem outros fatores em jogo. Nossa Bolsa é muito forte em commodities, por exemplo, então fatores externos acabam pesando mais.

Por fim, os analistas, de forma geral, destacam que a CPI da Covid deve impactar a reta final de discussões sobre o Orçamento de 2021. O presidente Jair Bolsonaro tem até o dia 22 de abril para tomar sua decisão sobre a sanção do Orçamento, e se ele será aprovado na íntegra ou com vetos.

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Abertura no comércio: rodízio para alcançar o equilíbrio

Abertura no comércio: rodízio para alcançar o equilíbrio

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Não há dúvidas de que a imunização da população seja a solução para o fim da pandemia e a retomada econômica do Brasil e do mundo. Também é indiscutível que o uso de máscaras, a limpeza frequente das mãos e o distanciamento social ajudem a frear a disseminação do vírus. No entanto, a paralisação de certas atividades econômicas, além de não interferir diretamente no controle da pandemia, é feita sem clareza em relação aos critérios adotados e potencial de risco à saúde da população.

Desde o início da pandemia, os shopping centers do país passaram meses fechados em cumprimentos a decretos municipais e estaduais. Só no estado de São Paulo, principal mercado do segmento, os empreendimentos ficaram proibidos de funcionar por aproximadamente 130 dias. Já em Minas Gerais, os shoppings chegaram perto de 190 dias de portas cerradas. 

O comércio em geral paga a conta pela pandemia, sem qualquer contrapartida ou auxílio financeiro. Os governos têm anunciado recursos para as empresas, mas devido à burocracia e a uma série de exigências, o dinheiro não chega com facilidade. Não há diferimento, parcelamento ou descontos de impostos. O setor de shopping, mesmo fechado ou operando com severas restrições, pagou, somente no Estado de São Paulo, mais de R$ 1,2 bilhão em IPTU em 2020. Enquanto isso, mais de 60% das atividades da economia continuam funcionando.

Não há critérios claros sobre quem fecha e quem abre. Os governos selecionam arbitrariamente os negócios que irão viver ou morrer. Em alguns Estados, mesmo com a ocupação de leitos de UTI maior do que em outros, o comércio segue aberto. Da mesma forma, há estados com taxas de infectados por 100 mil habitantes maiores que outros e que seguem abertos. Além disso, o que define quem abre e quem fecha? Quais os critérios?  

Por que a construção civil, por exemplo, é tão essencial neste momento? Por que desde o início da pandemia, a indústria não precisou parar suas atividades nem mesmo por uma semana? Também podemos citar os campeonatos de futebol que não colocam somente a saúde dos atletas e profissionais que participam dos jogos em risco. Em dias de disputa, as aglomerações surgem nos bares de esquina e nas casas dos torcedores que não querem assistir o espetáculo do seu time do coração sozinhos. Essas incertezas geram inseguranças e dúvidas nos empresários. 

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Governos na África buscam ajuda para combater praga de gafanhotos • A Referência

Governos na África buscam ajuda para combater praga de gafanhotos • A Referência

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Este conteúdo foi publicado originalmente no portal ONU News, da Organização das Nações Unidas

Uma operação conjunta de controle em larga escala busca reduzir rapidamente a multidão dos gafanhotos no extremo leste da África. A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) tem apoiado nos últimos 14 meses as operações montadas pelos governos da região. 

Etiópia, Quênia e Somália concentra gafanhotos menores que não conseguem reproduzir por conta das fracas chuvas. A próxima estação chuvosa deve ser mais seca do que o habitual, podendo contribuir para um declínio ainda maior dos insetos. 

No Norte do Quênia, as nuvens de gafanhotos atingiram 2 mil km2 em tamanho no ano passado. Das 20 missões diárias no terreno, só agora uma ou duas, no máximo. A FAO intervém na prevenção de pragas, através de gestão dos gafanhotos do deserto desde a sua criação em 1947. 

ONU: Governos na África buscam ajuda para combater praga de gafanhotos
Operação de pulverização aérea contra invasão de gafanhotos do deserto em Samburu, no Quênia (Foto: FAO/Judith Mulinge)

Mudança 

Segundo o analista-sênior da agência na área, Keith Kressman, em boas condições, estes insetos são como uma bomba-relógio biológica e são bons na gestão de condições ambientais num clima em mudança, o que faz deles sobreviventes profissionais.  

Os protagonistas das operações foram surpreendidos duas vezes por uma explosão de reprodução durante a vaga de clima atípico que despejou quantidades incomuns de precipitações fora da temporada. 

Para evitar situação idêntica, Keith Kressman quer que missões de vigilância sejam aceleradas, para conservar os ganhos e detectar eventual aumento na atividade dos gafanhotos, lembrando que seria um erro fatal reduzir a resposta agora.  

Como forma de salvaguardar as conquistas, governos da região acionaram mecanismos de alerta precoce, estabelecendo sistemas e equipas em estado de total prontidão. Para os analistas, a capacidade de preparação da resposta aos gafanhotos é um legado duradoiro que vai beneficiar a África de Leste no futuro. 

O gestor de Gafanhotos da FAO para a África Oriental, Cyril Ferrand, disse que o mapeamento do ambiente é conduzido antes do controlo aéreo em assentamentos, corpos da água, selva e áreas protegidas. Se as nuvens estiverem muito perto do riacho ou direção do vento, a operação de pulverização é cancelada para evitar contaminação. 

Recomendações 

A única estratégia eficaz para responder ao aumento de gafanhotos desta magnitude é a utilização de pesticidas aprovadas, recomenda a agência, segundo a qual as consequências da falta de ação seriam inaceitáveis devido ao potencial destrutivo de plantações de alimentos e pastagem que acarreta nesta região já atormentada pelos níveis de insegurança alimentar

A agência alerta ainda que os pesticidas podem constituir fator de risco a saúde humana e animal cuja gestão pressupõe adoção de medidas preventivas necessárias e de métodos de aplicação corretas. 

Segundo a FAO, as alternativas biológicas podem não estar disponíveis em quantidades adequadas e rápido o suficiente devido a extensão das nuvens de gafanhoto do deserto, anunciando que pesquisas extensivas sobre o controlo biológico e outros meios não químicos estão em curso.  

O foco atual seriam os patógenos e reguladores do crescimento do inseto. O controlo dos predadores naturais e parasitas é limitado tendo em conta a facilidade dos gafanhotos em superar os inimigos durante a fase de aumento e de migrar para longe, deixando-os atrás. 

As operações terão, segundo cifras, evitado a perda de US$ 1,5  bilhão em perdas de cereais e laticínios, protegendo 34,2 milhões de pessoas da insegurança alimentar. 

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Governo estima rombo de R$ 170,5 bi em 2022 e vê 11 anos de contas no vermelho

Governo estima rombo de R$ 170,5 bi em 2022 e vê 11 anos de contas no vermelho

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No projeto que estabelece as diretrizes para o Orçamento de 2022, enviado ao Congresso nesta quinta-feira (15), o governo estipulou uma meta fiscal de rombo de R$ 170,5 bilhões para o ano que vem.

Será o nono ano consecutivo de déficit nas contas públicas, com o governo federal gastando mais do que arrecada. O projeto ainda traz estimativas do governo para os dois anos seguintes e aponta que o buraco persistirá ao menos até 2024, totalizando 11 anos seguidos de resultado primário negativo.

Ainda sem solução para o Orçamento deste ano, o governo apresentou o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2022 nesta quinta, prazo-limite para envio ao Congresso.

Na entrevista à tarde, o ministério censurou perguntas de jornalistas que se referiam ao Orçamento de 2021, alvo de disputa no governo e que ainda não foi solucionado. Os questionamentos nem sequer foram lidos aos secretários. Questionada sobre o motivo da decisão, a pasta respondeu às 20h30 que o Orçamento deste ano ainda está em discussão e, por isso, não cabe ao ministério se manifestar neste momento.

O texto da LDO de 2022 definiu que o salário mínimo deverá ser reajustado de R$ 1.100 para R$ 1.147 em janeiro. O reajuste, antecipado pela Folha, ficará em 4,3%, sem ganho real aos trabalhadores.

Este será o terceiro ano seguido que o piso nacional não terá aumento acima da inflação, mantendo o plano do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que acabou com a política de ganhos reais que vigorou no Brasil por mais de duas décadas.

A equipe econômica ainda afirmou que não tem prazo para corrigir uma defasagem ocorrida no reajuste do salário mínimo do ano passado, que ficou abaixo da inflação.

No início de 2021, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deixou de conceder um aumento retroativo de aproximadamente R$ 2. Isso porque com a alta inesperada dos preços no fim de 2020, o governo corrigiu o salário mínimo para R$ 1.100, mas, de acordo com a inflação oficial divulgada apenas em janeiro de 2021, o piso deveria ter subido para R$ 1.102, o que não aconteceu.

A Constituição determina que o piso nacional seja reajustado para manter o poder de compra do trabalhador. No entanto, de acordo com o secretário especial de Fazenda da pasta, Waldery Rodrigues, não há definição sobre esse aumento residual.

“Utilizando o dado fechado o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), houve de fato essa diferença de R$ 2. Os R$ 1.100 poderiam se tornar R$ 1.102, mas esse ajuste será feito ao longo do tempo. Não temos, no momento, nenhuma orientação imediata desse valor”, disse.

Para cada R$ 1 de aumento do salário mínimo, o governo estima uma elevação de gastos públicos de R$ 357,8 milhões no ano. Isso porque o piso nacional é vinculado ao pagamento de benefícios previdenciários e programas assistenciais.

Portanto, uma elevação de R$ 1.100 para R$ 1.147 deve provocar uma alta de quase R$ 17 bilhões nas despesas federais em 2022.

A estimativa da LDO para o salário mínimo pode ser alterada ao longo da tramitação do projeto no Legislativo. O novo valor só entrará em vigor depois que o presidente da República assinar um decreto formalizando o cálculo.

O valor estipulado para a meta do ano que vem é semelhante à última previsão do governo, que estimava um déficit de R$ 178,9 bilhões.

A meta fiscal é o esforço que o governo promete fazer com o objetivo de evitar o crescimento da dívida pública. O valor estabelecido corresponde à diferença entre as receitas e despesas previstas para o ano, exceto o gasto com juros.

Na coletiva, Waldery afirmou que as estimativas do governo apontam que o rombo fiscal deverá cair gradualmente nos próximos anos e as contas do governo federal provavelmente só retornarão ao azul em 2026 ou 2027. Segundo ele, esse prazo poderá ser antecipado se o governo conseguir avançar com medidas como a venda de ativos.

No início do governo Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes (Economia) chegou a afirmar que zeraria o déficit do governo no primeiro ano. Depois, ele recuou do plano.

Com a chegada da pandemia, a situação piorou. O governo abriu os cofres no ano passado para gastos com o enfrentamento da crise sanitária. O déficit alcançou R$ 743 bilhões, pior já registrado, e levou a dívida bruta do governo a 89,3% do PIB (Produto Interno Bruto), patamar recorde.

A LDO é a primeira etapa da formalização do Orçamento e traz as bases para as contas do ano seguinte, com projeções de receitas e despesas, além de outros parâmetros. Esse alicerce depois é usado para produzir a LOA (Lei Orçamentária Anual), que é apresentada até agosto e define o Orçamento propriamente dito, com todo seu detalhamento.

Para elaborar a peça orçamentária, o governo estimou que o PIB crescerá 2,5% em 2022. A previsão para o IPCA (Índica Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é de 3,5% para o ano que vem.

O Congresso tem até meados de julho para aprovar a LDO de 2022, mas, como já ocorreu em anos anteriores, a votação pode ser adiada. Pela Constituição, o Legislativo só pode entrar em recesso em julho após ter aprovado a Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano.

Em muitas ocasiões, no entanto, os parlamentares acabam saindo em um recesso informal e deixam a votação da proposta para depois.

Esses atrasos motivaram parte dos problemas do Orçamento deste ano. Por divergências políticas, a LDO de 2021 só foi votada no encerramento do ano passado. A LOA, por sua vez, foi apreciada às pressas e promulgada apenas em março deste ano, com uma série de problemas.

A peça orçamentária de 2021, que ainda precisa ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, subestimou gastos obrigatórios, como os benefícios previdenciários, e turbinou as emendas parlamentares —recursos que deputados e senadores podem destinar para projetos e obras em suas bases eleitorais.

Agora, Bolsonaro tem que decidir se acata a orientação da equipe econômica, que pede veto parcial ao texto e recomposição dos gastos, ou a ala política e parlamentares, que pressiona pela sanção integral com correção das contas ao longo do ano.

Para 2021, a meta fiscal do governo está definida em déficit de R$ 247 bilhões. No entanto, a depender da necessidade de gastos com medidas de enfrentamento da pandemia, esse valor poderá ser afrouxado.

Os números do ano

R$ 170,5 bilhões
É a meta de déficit estabelecida pelo governo para o resultado fiscal de 2020

R$ 1.147,00
É o valor previsto para o salário mínimo a partir de janeiro de 2022. Reajuste não dará ganho real ao trabalhador

R$ 106 bilhões
É espaço que será aberto no teto de gastos no ano que vem, uma alta de 7,14%

R$ 1,524 trilhão
É o volume previsto de despesas obrigatórias, como aposentadorias e salário de servidores

R$ 96,7 bilhões
É o montante de gastos discricionários, que o governo tem autonomia para decidir a destinação. Valor, que pode ser direcionado a investimentos, é praticamente todo consumido por despesas de custeio da máquina pública

2,5%
É a expectativa oficial de crescimento do PIB em 2022

3,5%
É a previsão do governo para a inflação no ano que vem

Fonte: Folha

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Financiamentos de carros sobem 38,9% em relação a março de 2020

Financiamentos de carros sobem 38,9% em relação a março de 2020

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Financiamentos: maior crescimento da modalidade foi entre os carros mais antigos

Financiamentos: maior crescimento da modalidade foi entre os carros mais antigos (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

As vendas de veículos leves – ou seja, carros e comerciais leve – seminovos e usados cresceu 38,9% em relação a março de 2020. E os financiamentos também ganharam mais fôlego neste ano: as negociações dessa modalidade tiveram aumento de 20% no mesmo período. De acordo com a Bolsa de Valores de São Paulo (B3), foram 302 mil financiamentos, enquanto há 12 meses eram 252 mil.

Em relação a fevereiro, o último mês – que teve três dias úteis a mais – teve queda de 1,5% nas compras financiadas. Na soma do primeiro trimestre, levando em consideração todos os segmentos (o que inclui motos e veículos pesados), foram negociadas 1 milhão de unidades pela modalidade, o que representa crescimento de 7,5% em relação à soma dos primeiros três meses do ano passado.

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Enquanto os financiamentos para veículos leves novos registaram queda de 18,5% no período, houve crescimento expressivo em relação àqueles com mais de 12 anos: 33,1%. Considerando a soma de todas as categorias, 71,4% de todas as transações do primeiro trimestre deste ano foram realizadas por meio dessa modalidade, contra 65,5% de vendas financiadas no mesmo período de 2020.

“No compilado de janeiro a março, notamos que os veículos usados ainda representam a maior parcela das vendas a crédito e a maior procura por financiamento de veículos leves com mais tempo de uso. Alguns fatores podem explicar a redução de oferta de carros 0 km no mercado, como a paralisação de montadoras”, diz Tatiana Masumoto Costa, superintendente de planejamento da B3.

No primeiro trimestre de 2021, apesar de crescimento nas vendas no último mês, os emplacamentos de automóveis ainda são 11% menores quando comparadas ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, o segmento de caminhões continua aquecido, com aumento de 30%, assim como comerciais leves, categoria que emplacou 17% mais neste ano que no acumulado até março de 2020.

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Número de migrantes no México cresceu 77% em relação a 2019 • A Referência

Número de migrantes no México cresceu 77% em relação a 2019 • A Referência

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Este conteúdo foi publicado originalmente no portal ONU News, da Organização das Nações Unidas

A Acnur (Agência da ONU para Refugiados) informou que está apoiando o México para fortalecer e expandir procedimentos de asilo em meio ao aumento no número de pessoas que procuram abrigo no país. 

De janeiro a março deste ano, a Comissão de Assistência a Refugiados do México, Comar, registrou 22.606 novos pedidos de asilo, 31% a mais que no primeiro trimestre de 2020. O Acnur lembra que esse número também representa um aumento de 77% em relação a 2019. 

No mês passado, houve um recorde histórico de pedidos de asilo de migrantes no México com 9.076 solicitações. A porta-voz da agência em Genebra, Katerina Kitidi, disse que “a tendência de subida começou em 2014, quando o país expandiu sua capacidade de processar pedidos de asilo e integrar refugiados.” 

ONU: Número de migrantes no México cresceu 77% em relação a 2019
Crianças migrantes jogam futebol em abrigo na cidade de Hidalgo, México, em janeiro de 2019 (Foto: Unicef/Tanya Bindra)

Entre 2014 e 2019, o número de pedidos de asilo registrados passou de 2.137 para 70.302, um aumento de mais de 3.000%. No ano passado, houve uma redução por causa da Covid-19, mas com o relaxamento das restrições, as solicitações voltaram a subir.  

O porta-voz do Acnur no estado de Chiapas, Pierre-Marc René, falou à ONU News sobre a situação na fronteira. “A maioria dos pedidos relaciona-se à violência, incluindo ameaças, recrutamento forçado, extorsão, violência sexual e assassinatos”, disse.

Desde 2018, o Acnur ajudou a aumentar o registro do Comar e a capacidade de processamento de casos. Funcionários vão à área e apoiam a abertura de um novo centro de processamento na cidade de Tapachula, no estado de Chiapas, no sul do país.

A agência está oferecendo apoio adicional para aumentar a capacidade de mais de 30 abrigos da sociedade civil. No final de 2020, o Acnur concluiu a construção de um novo abrigo com 300 leitos para requerentes de asilo e refugiados em Tapachula. 

Futuro 

O Acnur deve concluir a construção de um novo abrigo na cidade de Monterrey para 80 pessoas ainda em 2021. Outro abrigo está em andamento em Sán Cristobal de las Casas, no sul, para 100. Mais de 70% dos pedidos de asilo no México são feitos no sul, especialmente no estado de Chiapas. 

Conforme a porta-voz do Acnur, as necessidades devem continuar altas. A agência planeja continuar apoiando com abrigo, acesso a asilo e assistência para realocação, entre outras formas de ajuda. 

“Embora o México já tenha sido considerado um país de trânsito para muitos daqueles que fogem da América Central, o recente aumento nos pedidos de asilo confirma que também se tornou um lugar onde muitos refugiados podem encontrar proteção e reiniciar suas vidas”, disse Kitidi.

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Pandemia permanece em níveis preocupantes, alerta Fiocruz

Pandemia permanece em níveis preocupantes, alerta Fiocruz

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A pandemia deve permanecer em níveis preocupantes ao longo do mês de abril, segundo dados do Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quarta-feira (14).ebc

Na Semana Epidemiológica 14 – período compreendido entre de 4 a 10 de abril – a tendência de alta de transmissão da covid-19 se manteve no país, segundo o boletim, com valores recordes no número de óbitos, atingindo uma média de 3.020 mortos por dia, e um aumento de novos casos, com média de 70.200 casos diários. A análise aponta também que a sobrecarga dos hospitais continuou em níveis críticos no período.

A alta proporção de testes com resultados positivos revela que, durante esse período, o vírus permanece em circulação intensa em todo o país.

Segundo os pesquisadores do observatório, o quadro epidemiológico pode representar a desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, porém com números muito mais elevados de casos graves e óbitos.

Outro indicador estratégico, a taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) se manteve predominantemente estável e muito elevada.

Destacam-se a saída do Maranhão (78%) da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário e quedas significativas do indicador no Pará (87% para 82%), Amapá (de 91% para 84%), Tocantins (de 95% para 90%), Paraíba (de 77% para 70%) e São Paulo (de 91% para 86%).

Vacinação

O Boletim traz ainda um painel sobre a vacinação no Brasil. Do total das pessoas vacinadas (27.567.230) até o dia 10 de abril, 30,2% completaram o esquema vacinal com duas doses e 69,8% receberam apenas a primeira dose do imunizante.

Para controlar a disseminação da pandemia e preservar vidas, os pesquisadores reforçam que é fundamental que os municípios brasileiros, em especial dentro das regiões metropolitanas, adotem medidas convergentes e sinérgicas.

“As medidas de restrição de mobilidade e de algumas atividades econômicas, adotadas nas últimas semanas por diversas prefeituras e estados, estão produzindo êxitos localizados e podem resultar na redução dos casos graves da doença nas próximas semanas. No entanto, ainda não tiveram impacto sobre o número de óbitos e no alívio das demandas hospitalares. A flexibilização de medidas restritivas pode ter como consequência a aceleração do ritmo de transmissão e, portanto, de casos graves de Covid-19 nas próximas semanas”, alertaram os pesquisadores da Fiocruz.

Nesta semana, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um apelo para que pessoas imunizadas com a primeira dose respeitem as orientações e tomem a segunda dose no prazo estabelecido pelas autoridades de saúde.

Agência Brasil

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Hering dispara 26% e entra em leilão após rejeitar proposta da Arezzo

Hering dispara 26% e entra em leilão após rejeitar proposta da Arezzo

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As da Hering (HGTX3) disparavam 26% nesta quinta-feira, 15, liderando os ganhos do , antes de entrarem em leilão na B3. O movimento ocorre após a companhia ter informado, ontem à noite, que rejeitou uma proposta da Arezzo (ARZZ3) para combinação de negócios.

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Com a alta hoje, os papéis da empresa reconhecida por sua moda básica atingem o maior patamar intradiário desde 5 de março de 2020. Somente nos primeiros 25 minutos de negociação na Bolsa, o volume financeiro registrado com os papéis HGTX alcançavam 68,9 milhões de reais, bem acima da média diária de 47,7 milhões de reais dos últimos 21 pregões.

No mesmo momento, as ações da Arezzo subiam 7,7%, indo para 80,50 reais.

Em relatório desta manhã, os analistas do Credit Suisse ressaltaram que o fato da Hering ter passado a ser vista como um alvo de potencial fusão, considerando ainda que a ação que estava descontada em Bolsa, deveria puxar uma importante reação positiva nos preços hoje.

Além disso, eles apontaram que há possibilidade da Arezzo elevar sua proposta pela companhia, o que deveria dar ainda mais suporte às ações da Hering.

Em comunicado divulgado na véspera, a Hering não revelou o valor da proposta, mas, segundo fontes consultadas pela EXAME In, o montante gira em torno de 3,2 bilhões de reais, em uma operação que envolveria  e dinheiro.

Na visão dos analistas da Ativa Investimentos, a movimentação poderia ser positiva para ambos os lados.

Isso porque, para a Arezzo, a aquisição da Hering complementaria seu plano de construir um ecossistema de marcas, com escala em roupas básicas, enquanto, para a Hering, poderia ajudar a companhia a dar uma volta por cima que já vem ensaiando há um tempo.

Apesar de ter sido bem-recebida pelo mercado, o presidente da Hering, Fábio Hering, foi enfático ao afirmar que um acordo era “improvável”. “Estamos iniciando um ciclo de crescimento orgânico muito forte, alinhados com acionistas de referência”, disse em entrevista à EXAME In.

A oferta vem em um momento em que a Hering se prepara para mudanças no conselho, com uma assembleia de acionistas marcada para o próximo dia 29. A expectativa é a de que Thiago Hering, filho de Fábio e que hoje é COO da empresa, seja escolhido como novo presidente da companhia. Thiago é um dos principais responsáveis pelos investimentos digitais da Hering e por uma reformulação da rede nos últimos anos.

(Matéria em atualização)

Veja mais: Por que a Arezzo quer a Hering – e o que levou a varejista a dizer não

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50% das mulheres em 57 países não decidem sobre próprios direitos • A Referência

50% das mulheres em 57 países não decidem sobre próprios direitos • A Referência

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Este conteúdo foi publicado originalmente no portal ONU News, da Organização das Nações Unidas

Quase metade das mulheres em 57 países em desenvolvimento não tem autonomia para decidir sobre seus direitos sexuais e reprodutivos. É isto que diz o relatório anual do Unfpa (Fundo de População das Nações Unidas), divulgado na quarta-feira (14).

O documento mostra que muitas mulheres não têm poder sobre o uso de métodos anticoncepcionais, atendimento médico e até mesmo sobre suas relações sexuais. A diretora do Escritório do Unfpa em Genebra, Mônica Ferro, falou à ONU News sobre o tema. 

“É o primeiro relatório das Nações Unidas dedicado ao poder e capacidade das mulheres de tomarem suas próprias decisões sobre sexo e reprodução. A autonomia corporal significa ter o poder e capacidade de fazer escolhas sobre os nossos corpos e futuros sem violência e coerção. Significa ter o poder de dizer sim e o direito de dizer não”.

ONU: 50% das mulheres em 57 países não decidem sobre próprios direitos, diz estudo
Mãe cuida de bebê recém-nascido na cidade de Sanjeli, Índia, em junho de 2020 (Foto: Unicef/Vinay Panjwani)

Conclusões

Segundo a pesquisa, apenas 55% das mulheres estão totalmente habilitadas para fazer escolhas sobre cuidados de saúde, contracepção e a capacidade de dizer sim ou não ao sexo. Apenas 71% dos países garantem o acesso aos cuidados gerais de maternidade e somente 75% das nações asseguram legalmente acesso igualitário e completo à contracepção. 

Apenas 80% dos países têm leis que apoiam a saúde sexual e o bem-estar e cerca de 56% têm leis e políticas que apoiam a educação sexual abrangente. 

Dados recolhidos entre 2007 e 2018, também mostram diferenças na proporção de mulheres que pode tomar decisões sobre sua saúde sexual e reprodutiva nos países de língua portuguesa. Em Angola, 62% das mulheres tinham esses direitos, em Moçambique cerca de 49%, em São Tome e Príncipe 46% e em Timor-Leste cerca de 40%.  

“O fato de quase metade das mulheres ainda não conseguir tomar suas próprias decisões sobre ter ou não sexo, usar métodos anticoncepcionais ou procurar atendimento médico deveria indignar a todos”, disse a diretora-executiva do Unfpa, Natalia Kanem.

“Em essência, milhões de mulheres e meninas em dezenas de países não possuem seus próprios corpos e têm outros governando suas vidas”, disse. O relatório também documenta muitas outras formas de violação da autonomia corporal de mulheres, homens, meninas e meninos.  

ONU: 50% das mulheres em 57 países não decidem sobre próprios direitos, diz estudo
Adolescente é flagrada com seu filho na pequena cidade de Berastagi, no estado de Sumatra, na Indonésia, em abril de 2011 (Foto: Flickr/Indogirl)

Leis sobre estupro 

Vinte países ou territórios têm leis em que um homem pode escapar de um processo criminal caso se case com a vítima que estuprou. Além disso, 43 países não possuem legislação sobre estupro conjugal. Mais de 30 nações restringem o direito das mulheres de se movimentar fora de casa. 

Meninas e meninos com deficiência têm quase três vezes mais probabilidade de serem submetidos à violência sexual, com as meninas correndo o maior risco. O relatório mostra como os esforços para lidar com os abusos podem levar a novas violações da autonomia corporal. 

Para processar um caso de estupro, por exemplo, um sistema de justiça criminal pode exigir que o sobrevivente seja submetido ao invasivo “teste de virgindade”. Segundo o Unfpa, as soluções devem levar em consideração as necessidades e experiências das pessoas afetadas. 

Na Mongólia, por exemplo, pessoas com deficiência se organizaram para dar contribuições diretas ao governo sobre suas necessidades de saúde sexual e reprodutiva.  

A agência da ONU também destaca o exemplo de Angola. Lá os jovens informados sobre o seu corpo, saúde e direitos podem procurar cuidados de saúde para planeamento familiar e pedido de justiça após a violência sexual.

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Carne, transporte e energia: tudo que deve ficar (ainda) mais caro em 2021

Carne, transporte e energia: tudo que deve ficar (ainda) mais caro em 2021

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O forte aumento dos preços de alguns produtos foi um susto para os brasileiros no ano passado. Os exemplos mais notáveis (e ainda presentes no orçamento do dia-a-dia) foram os do arroz, do óleo de soja e da carne.

A expectativa de economistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal índice de inflação do país, ganhará ainda mais força ao longo do ano. O indicador, que acumula alta de 6,1% nos últimos 12 meses, pode alcançar um patamar próximo de 8% no começo do segundo semestre.

Para as famílias brasileiras, são duas as más notícias. Primeiro, os itens que ficaram mais caros no ano passado, como arroz e óleo de soja, não vão dar trégua tão cedo. Ou seja: é bom não esperar que os preços voltem ao patamar de antes da pandemia. E, segundo, novos produtos devem roubar a cena e ficar ainda mais caros, como a carne e o transporte.

“No ano passado, a inflação foi basicamente explicada pela alta dos alimentos. Neste ano, além dos alimentos, ainda teremos um efeito forte em tudo que é influenciado pelo câmbio”, explica André Braz, especialista em inflação da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Produtos que ficarão mais caros em 2021

Ele diz que a recuperação da economia global, com o avanço da vacinação contra o coronavírus, vai puxar a demanda por produtos como combustíveis, grãos e carne. Como o real está desvalorizado frente a outras moedas, as exportações se tornam ainda mais competitivas.

“É como se o Brasil fosse uma vitrine em promoção”, explica Braz.

Quando há uma demanda externa forte, a oferta interna é afetada. O Brasil viu isso recentemente com a carne bovina. A alta do dólar tornou mais atrativa a venda de proteína para o exterior, o que fez com que os preços locais subissem — qualquer ida ao açougue comprova isso. A demanda de fora deve se acentuar ao longo de 2021, o que deixará a carne ainda mais cara.

Outro produto que tem pesado no bolso e deve continuar a encarecer é o combustível. Com mais países voltando à normalidade, o consumo de petróleo deve levar o barril a cotações mais altas.

Esse efeito, somado ao real desvalorizado, deve afetar diretamente a gasolina e o diesel, e indiretamente o etanol. O gás de cozinha, que já ficou 20% mais caro nos últimos 12 meses, também pode continuar a subir.

Carne, transporte e energia: tudo que deve ficar (ainda) mais caro em 2021 7

“A alta dos preços dos combustíveis causa um efeito dominó. O diesel, por exemplo, tem um impacto direto no frete e no transporte. É bastante provável que haja um reajuste nas tarifas de ônibus por causa disso”, diz Braz, da FGV.

Outras commodities também estão subindo no mercado externo. Com a alta de mais de 120% no minério de ferro, as chapas de aço que servem de base para a montagem de diversos bens duráveis devem ficar mais caras. É bom se preparar para um avanço nos preços de veículos, eletrodomésticos e eletrônicos.

Nem mesmo o clima deve dar uma ajuda para o Brasil sair do quadro inflacionário. É esperado um volume menor de chuva nos próximos meses, em razão do fenômeno “La Niña”. A estiagem pode prejudicar a safra de produtos como milho e feijão, o que tem impacto nos preços dos alimentos, e pode também gerar um volume de água menor nos reservatórios das hidrelétricas.

Menos água nas usinas significa que outras fontes de energia terão de ser acionadas, como as térmicas movidas a combustíveis fósseis. Ou seja, a alta do petróleo também vai cobrar seu nas contas de luz.

Desemprego e renda

Embora aperte o bolso de todos os brasileiros, a inflação é ainda mais perversa com as famílias de menor renda. Para quem gasta a maior parte do orçamento com contas de consumo e alimentos, a alta dos preços nos últimos meses beira os 20% — bem acima da inflação oficial, que está em 6,1%.

“O pior desafio não é nem inflação, e sim o desemprego. Com alguma renda, as famílias ainda conseguem driblar a alta dos preços, substituindo um produto ou outro. Mas sem emprego, nem isso é possível”, diz o especialista da FGV.

Ele lembra que o auxílio emergencial deve ser um socorro para os brasileiros mais pobres, mas que a ajuda do governo está longe de cobrir as primeiras necessidades de uma família, principalmente diante do avanço dos preços de alimentos e outros produtos básicos.

Fonte: Exame

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