TECNOLOGIA

Butantan é contra a terceira dose da Coronavac em idosos

O diretor médico de pesquisa do Instituto Butantan, Ricardo Palacios, declarou que não existem dados que justifiquem a necessidade da aplicação de uma terceira dose da Coronavac, vacina produzida pelo instituto paulista, com tecnologia desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac. Segundo ele, este é o momento de ampliar o número de imunizados, não o nível e efetividade das doses já aplicadas.

Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, o diretor defendeu que a vacina demonstrou impacto na redução das taxas de hospitalizações e de mortalidade por Covid-19 em idosos onde o imunizante foi aplicado. Palacios também declarou que nenhuma vacina protege totalmente contra infecções pela Covid-19, por isso, é importante aumentar o número de pessoas vacinadas para redução da transmissão comunitária do vírus.

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Menos efetiva em idosos

Estudos apontaram uma efetividade de 28% da Coronavac em idosos. Crédito: Shutterstock

O debate sobre a necessidade de uma dose de reforço da Coronavac para pessoas com mais de 80 anos ganhou força depois que o preprint de um estudo, que ainda precisa ser revisado por pares, foi publicado no repositório MedRxiv, onde foi demonstrado que a eficácia do imunizante nesta faixa etária seria de apenas 28% contra infecções pelo Sars-Cov-2.

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Um dos autores do estudo, o infectologista Julio Croda, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), seria necessária a revacinação de idosos mais velhos ainda em 2021, logo depois do término da imunização do grupo prioritário. Palacios, no entanto, acredita que essa ação não pode ser feita antes que se conheça a efetividade da Coronavac contra internações e mortes nessa faixa etária.

“Em termos de saúde pública, a vacina não tem como objetivo principal prevenir qualquer manifestação da doença”, declarou o diretor ao Estadão. “O esforço de vacinação é, sobretudo, para prevenir hospitalização e morte, e não há nenhum dado que nos traga preocupação de que a vacina não está funcionando para isso”, prosseguiu ele. Para Palacios, a revacinação neste período é uma ideia ousada e embasada em dados limitados, não sendo justificável.

Revacinação será necessária no futuro

CoronaVac
Para o diretor do Butantan, a revacinação será necessária no futuro. Imagem: Shutterstock

Ricardo Palacios, porém, ressalta que provavelmente será necessário um reforço anual das vacinas contra a Covid-19 para atualização da imunização contra cepas que sejam dominantes em determinados períodos, processo parecido com o adotado para a vacina da gripe, porém, as aplicações devem começar somente em 2022.

O diretor médico de pesquisa clínica do Butantan também disse que o envelhecimento reduz a resposta imune das pessoas que recebem as vacinas, algo que acontece com outros imunizantes. Por conta disso, pessoas podem morrer mesmo após receberem as duas doses do imunizante, como o sambista Nelson Sargento, que morreu na última quinta-feira (27), aos 96 anos.

Porém, segundo Palacios, esses casos podem ser considerados anedóticos, e, em termos coletivos, a vacina vem demonstrando um bom desempenho na diminuição da gravidade dos casos, hospitalizações e mortes. 

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