Bolsa reage no fim, mas fecha o dia em queda de 0,32%; dólar cai 0,03% – 03/03/2021

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O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou em queda hoje (12). Após cair mais de 2% durante o pregão, o índice reagiu durante a tarde e fechou com desvalorização de 0,32% aos 111.183,95 pontos. Já o dólar comercial teve queda de 0,03% ante o real, cotado a R$ 5,664 na venda, depois de chegar a subir cerca de 1%.

As ações da Magazine Luiza lideraram os ganhos na Bolsa, com 3,50% de alta. Na outra ponta, os papéis do Pão de Açúcar caíram 5,17%.

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4), com prioridade na distribuição de dividendos, caíram 3,64%, enquanto as ações ordinárias da Petrobras (PETR3), com direito a voto em assembleia, tiveram perda de 4,29%. Ontem (11), o Ibovespa teve valorização de 0,73% aos 119.299,83 pontos.

Dólar

O dólar registrou queda de 0,03% ante o real, cotado a R$ 5,664 na venda. O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Ontem (2) o dólar subiu 1,17%, fechando a R$ 5,666 na venda.

Agentes do mercado passaram o dia tenso, à medida que investidores reagiam a dados sobre o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil e aguardavam a votação da PEC Emergencial.

Ao fim da tarde, porém, o presidente da Câmara, Arthur Lira, foi às redes sociais afirmar que as especulações sobre o drible no teto de gastos eram infundadas. “Tanto o Senado quanto a Câmara votarão (sic) as PECs sem nenhum risco ao teto de gastos, sem nenhuma excepcionalidade ao teto. Essas especulações não contribuem para o clima de estabilidade e previsibilidade”, disse no Twitter.

Foi o suficiente para o mercado virar, o dólar passar a cair e a Bolsa subir, mas por pouco tempo. A votação está prevista para esta quarta-feira, depois que seu novo parecer, protocolado e lido em plenário na véspera, apresentou uma versão mais desidratada da proposta.

Há meses o agravamento da situação fiscal brasileira tem sido motivo de preocupação para os mercados, em meio a temores de que, num cenário de endividamento recorde, os gastos do governo no combate à crise pandêmica não sejam compensados com medidas de austeridade.

Já o PIB doméstico registrou contração de 4,1% em 2020, sob o impacto das medidas de contenção ao coronavírus e após três anos de ganhos, com a atividade no ritmo mais fraco desde o início da série iniciada em 1996.

Apesar do resultado historicamente fraco, vários analistas destacavam que os dados vieram dentro ou até acima do esperado para o ano passado, período marcado pela pandemia de coronavírus e pela escalada de incertezas políticas e fiscais em Brasília.

“O mercado chegou a esperar queda muito maior do PIB”, disse Thomas Giuberti, sócio e economista da Golden Investimentos, que lembrou a retração de até 9% prevista pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) no meio da crise.

(Com Reuters)

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