Biden e Putin falam sobre tratado de armas nucleares em 1ª conversa • A Referência

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EUA e Rússia concordaram em estender o START (Tratado Estratégico de Redução de Armas, em inglês) na primeira conversa por telefone entre os presidentes Joe Biden e Vladimir Putin, nesta terça (26).

O atual acordo de contenção para as potências nucleares, em vigor até 5 de fevereiro, é uma das linhas-mestras da política externa do democrata à frente de Washington.

Putin e Biden concordaram em prorrogar o vencimento do tratado por mais cinco anos, disse um comunicado da Casa Branca. O documento é o último entre os dois países e limita o número de ogivas nucleares.

A prorrogação deve dar tempo aos países para negociar um novo acordo e, como pretende Biden, incluir a China. “Nos próximos dias, as partes concluirão todos os procedimentos necessários para garantir a operação do mecanismo”, escreveu o Kremlin.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, em visita à França em julho de 2017 (Foto: WikiCommons/Kremlin)

Os chefes de Estado também concordaram em explorar outras discussões de estabilidade estratégica, como o controle de armas e “questões de segurança emergentes”. Um exemplo é o suposto envolvimento da Rússia na invasão aos sistemas dos EUA, em dezembro.

Washington acusa Moscou de orquestrar um ataque ao sistema da texana SolarWinds, empresa responsável pela ferramenta Orion. O sistema de segurança mantém 300 mil clientes, incluindo agências governamentais dos EUA e do Reino Unido.

A Rússia foi um dos últimos países a parabenizar Biden por sua vitória, em 15 de dezembro. Morna, a conversa entre os dois líderes é essencial para definir a relação entre Washington e Moscou nos próximos anos.

Ucrânia e Alexei Navalny

Na conversa, Biden também discutiu a prisão e o envenenamento do político de oposição ao Kremlin Alexei Navalny. O opositor foi detido assim que chegou ao país no dia 17, após cinco meses de recuperação na Alemanha.

Navalny foi vítima de uma tentativa de envenenamento por novichok em 20 de agosto, quando retornava da Sibéria. Autoridades prenderam mais de 3,9 mil manifestantes em atos por sua libertação desde sábado (23).

“Biden deixou claro que os EUA agirão com firmeza na defesa de seus interesses nacionais em resposta às ações da Rússia que nos prejudicam ou ferem aos nossos aliados”, disse a Casa Branca.

O democrata ainda reafirmou o apoio dos EUA à soberania da Ucrânia. A medida é uma resposta ao apoio de Moscou aos separatistas do leste do país e sua ocupação na Crimeia, de 2014. “Os dois presidentes concordaram em manter uma comunicação transparente e consistente no futuro”, pontuou Washington.

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