Apesar de salas lotadas e abstenção, MEC diz que foi ‘sucesso’

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, classificou a aplicação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2020 como um “sucesso”, apesar dos relatos de superlotação de salas e abstenção recorde de 51,5%. Ele considerou como uma “vitória” ser possível aplicar a prova mesmo em meio a uma pandemia e, nas suas palavras, “uma questão política, de mídia contra”.

“Nós qualificamos como sucesso porque, no meio de uma crise, nós conseguimos mobilizar milhões de pessoas de maneira segura”, disse o ministro durante coletiva. “Para aqueles alunos que puderam fazer a prova foi um sucesso, e é isso que o MEC e o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira] acreditam. Se nós disséssemos que não teríamos Enem este ano, aí seria um insucesso.”

A fala de Ribeiro vai de encontro aos relatos feitos por participantes ao UOL. Paralelamente, a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) compartilhou nas redes sociais o caso de uma estudante que foi impedida de fazer a prova por conta da lotação de um dos locais de prova do Enem 2020.

Em seu perfil, Isabela Carolina escreveu que após muita espera na fila para entrar na sala, não permitiram que ela realizasse a prova porque havia sido ultrapassada a capacidade de 50% dos candidatos.

Aplicação “tranquila”, diz Inep

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, reforçou a avaliação do MEC, afirmando que a aplicação do Enem foi “tranquila” do ponto de vista sa segurança sanitária. Citando vistorias feitas pelos órgãos competentes em diferentes cidades, ele ainda informou que nenhum local de prova foi interditado por questões de saúde.

“Reafirmamos aqui o nosso compromisso de realização de uma prova com segurança do ponto de vista sanitário. As normas e procedimentos estabelecidos pelo Inep foram cumpridos, e com isso conseguimos garantir que as pessoas que foram fazer a prova fizeram com tranquilidade”, disse Lopes.

Segundo o presidente do Inep, em 11 dos 14.447 locais de prova os estudantes tiveram “alguma dificuldade” para realizar o exame. Em três escolas da Bahia, por exemplo, houve falta de energia. Também foram registrados problemas em Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Londrina (PR), Pelotas (RS), Caxias do Sul (RS) e Canoas (RS).

Ele prometeu apuração desses casos e disse que nenhum estudante será prejudicado. “Se qualquer participante por algum motivo se sentiu prejudicado, em qualquer lugar do Brasil, a partir do dia 25 de janeiro ele poderá solicitar a reaplicação, feita nos dias 23 e 24 de fevereiro”, explicou.

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