Anvisa pede mudança em teste PCR para diagnóstico de nova cepa – Notícias

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Anvisa pede mudança em teste PCR para diagnóstico de nova cepa – Notícias

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma nota técnica, nesta sexta-feira (1º), em que orienta os laboratórios do país a ampliarem os “alvos virais” durante as análises de testes do tipo RT-PCR.


O objetivo, segundo comunicado da agência, é facilitar o diagnóstico de novas cepas do coronavírus, como a que foi detectada em São Paulo, na última quinta-feira (31) —a mesma identificada no Reino Unido.


“A nota recomenda que os laboratórios estejam atentos às informações das instruções de uso e adotem medidas que favoreçam o diagnóstico, como a utilização de produtos voltados a diferentes alvos virais”, diz a nota oficial enviada à imprensa. De acordo com o documento, a maioria dos testes RT-PCR aplicados no Brasil já “utilizam mais de um alvo, o que reduziria o impacto ao diagnóstico”. 



Na quinta-feira, pesquisadores do laboratório Dasa afirmaram que identificaram a nova variante do coronavírus em dois pacientes em São Paulo. Trata-se da cepa B.1.1.7 do SARS-CoV-2, a mesma detectada no Reino Unido. A descoberta foi encaminhada ao Instituto Adolfo Lutz e à Vigilância Sanitária, segundo o laboratório.


“O estudo foi iniciado em meados de dezembro, quando o Reino Unido publicou as primeiras informações científicas sobre a variante, que se caracteriza por apresentar grande número de mutações, oito delas ocorrendo na proteína da espícula viral (spike)”, informou a Dasa, por meio de nota.


Veja também: Adolfo Lutz fará sequenciamento da variante do coronavirus em SP


A pesquisadora Ester Sabino, do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, em conversa com o R7, disse acreditar que a nova variante esteja circulando há pouco tempo no Brasil. Ela foi uma das responsáveis pelo sequenciamento genético realizado pelo laboratório em parceria com a USP.


“Provavelmente, essa variante entrou recentemente no país. Podem existir outras, mas o mais provável é que tenha sido uma coisa recente. Como todo mundo está detectando em outros países. Já foi detectado em 18 países, além do Brasil. Não tem nada de muito diferente do que está acontecendo no restante do mundo”, explicou.


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