Amazon aposta em dispositivos de bem-estar

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Amazon aposta em dispositivos de bem-estar

Créditos:Todos direitos de imagens, vídeos e do texto referente a esse artigo estão no final:

Muitos de nós estamos no mesmo barco hoje em dia. Com o coronavírus matando mais pessoas diariamente, estamos cada vez mais estressados e bebendo mais álcool. Ao mesmo tempo, com as academias fechadas, passamos mais tempo sentados e colados às telas.

Por isso, você pode estar se perguntando o que estou pensando: como a pandemia está afetando meu corpo? Como não podemos sair de casa facilmente para ver médicos em casos em que não há emergência, basicamente temos de descobrir isso sozinhos.

Eis que chega a Halo, a nova pulseira de controle da forma física da Amazon, com uma novidade: ela afirma que, usando um aplicativo de smartphone para digitalizar imagens do seu corpo, será possível dizer quanta gordura corporal você tem, com muito mais precisão do que as tecnologias passadas. O dispositivo também tem um microfone para ouvir seu tom de voz e dizer como seu humor soa para outras pessoas. (O masoquista dentro de mim disse: “Inscreva-se!”)

A Halo é a incursão da Amazon nos chamados computadores de vestir, que ficam de olho em nossa saúde, seguindo os passos da Apple e da Fitbit. A Amazon está vendendo a Halo por US$ 65 apenas para convidados, o que significa que você tem de entrar em uma lista de espera para comprá-la. Eu me ofereci para ser cobaia e recebi a minha em outubro.

Quando a Halo chegou, instalei o aplicativo, tirei minha camiseta e preparei a câmera do celular. Eis o que aconteceu a seguir: a Halo disse que eu era mais gordo do que pensava – com 25 por cento de gordura corporal, valor que o aplicativo afirmou ser “muito alto”.

Eu estava cético. Sou uma pessoa relativamente magra que engordou um quilo desde o ano passado. Costumo preparar refeições saudáveis e fazer exercícios leves ao ar livre. Minhas roupas ainda me servem.

Senti que a Halo havia me deixado embaraçado e confuso. Assim, enviei meus dados e exames corporais do aplicativo para o dr. Lawrence Cheskin, professor de Nutrição e Estudos Alimentares da Universidade George Mason e fundador do Centro Johns Hopkins de Controle de Peso.

Depois de revisar meus resultados, Cheskin anotou minha altura e meu peso para calcular meu índice de massa corporal (IMC), métrica usada para estimar a obesidade. Ele afirmou que é altamente improvável que um homem da minha idade (36 anos) tenha 25 por cento de gordura corporal. “A menos que você fosse sedentário e tivesse uma dieta muito ruim, tenho minhas dúvidas sobre o diagnóstico da Halo”, acrescentou.

Cheskin me encorajou a coletar mais dados, medindo minha gordura corporal com outros dispositivos, e a fazer o mesmo com pelo menos mais uma pessoa. Assim o fiz, e descobri que as leituras de gordura corporal da Halo foram consistentemente distorcidas, mais do que outras ferramentas, para mim e para o outro.

Concluí que a análise corporal da Halo era questionável. Mais importante, parecia uma experiência negativa que não me motivou a entrar em forma. Tive experiências muito mais edificantes com outros produtos como o Apple Watch e o Fitbit, conforme mostrado abaixo.

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