Adesivo elástico diz pressão arterial, diabetes e até níveis bioquímicos

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Engenheiros de nanotecnologia da University of California (UC) San Diego desenvolveram um adesivo elástico para pregar no pescoço e oferecer dados sobre a saúde do paciente. O dispositivo é capaz de monitorar a pressão arterial, a frequência cardíaca, os níveis de glicose, os sinais cardiovasculares e até os níveis bioquímicos. Sua estrutura é composta de polímeros elásticos com sensores químicos e de pressão arterial acoplados.

Confira abaixo o tweet feito pelo perfil oficial da engenharia da University of California (UC) San Diego:

A estudante Ph.D. de nanoengenharia da UC San Diego, Lu Yin, co-autora do estudo sobre o desenvolvimento do adesivo de monitoramento de saúde diz:

“Este tipo de wearable seria muito útil para pessoas com condições médicas subjacentes monitorarem sua própria saúde regularmente. Também serviria como uma ótima ferramenta para monitoramento remoto de pacientes, especialmente durante a pandemia COVID-19, quando as pessoas estão minimizando as visitas pessoais à clínica.”

Acredita-se que o adesivo irá beneficiar pacientes tanto dentro de hospitais quanto fora como, por exemplo, em suas casas ou em uma ambulância do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O wearable será capaz de eliminar diversos dispositivos de monitoramento, além de desocupar o espaço para outros dispositivos ou ferramentas no local.

Adesivo elastico capaz de monitorar a pressão arterial, a frequência cardíaca, os níveis de glicose, os sinais cardiovasculares e até os níveis bioquímicos da pessoa. Fonte: jacobsschool (ucsd)

O professor de nanoengenharia da UC San Diego, Joseph Wang, que também é co-autor do estudo, diz:

“A novidade aqui é que pegamos sensores completamente diferentes e os fundimos em uma única plataforma pequena do tamanho de um selo. ‘Podemos coletar tantas informações com este wearable e fazê-lo de uma forma não invasiva, sem causar desconforto ou interrupções nas atividades diárias.”

Porque fixar no pescoço

O pescoço foi o local escolhido pelos pesquisadores por ser uma área do corpo que fornece uma leitura ideal do sensor de pressão arterial e dos dois sensores químicos. Lu Yin diz:

“Teoricamente, podemos detectar todos eles ao mesmo tempo, mas isso exigiria um projeto de sensor diferente.”

Como funcionam os sensores

O sensor de pressão arterial se localiza próximo do centro do adesivo elástico, enquanto os sensores químicos são impressos diretamente no polímero utilizando tinta condutora. Há um pequeno par de transdutores de ultrassom para o sensor de pressão arterial. Através da reflexão de ondas de ultrassom na artéria, é possível medir as ondas repercutidas para calcular a pressão arterial.

Posição dos sensores. Fonte: jacobsschool (ucsd)
Posição dos sensores. Fonte: jacobsschool (ucsd)

Indo para os sensores químicos do adesivo de monitoramento, um deles é capaz de medir os níveis de lactato, cafeína e álcool através do suor. Já o outro, é responsável por coletar os níveis de glicose através do fluido intersticial (líquido intercelular).

A equipe de cientistas já está trabalhando em uma versão aprimorada do dispositivo de monitoramento. Um dos integrantes do grupo diz:

“Existem oportunidades para monitorar outros biomarcadores associados a várias doenças. Estamos procurando agregar mais valor clínico a este dispositivo.”

Além do objetivo de adicionar mais sensores ao adesivo, os pesquisadores pretendem reduzir os componentes eletrônicos do sensor de pressão arterial. Atualmente, o sensor precisa ser conectado a uma fonte de alimentação e uma máquina de bancada para exibir as leituras.

Adesivo elástico diz pressão arterial, diabetes e até níveis bioquímicos. Fonte: jacobsschool (ucsd)
Adesivo elástico diz pressão arterial, diabetes e até níveis bioquímicos. Fonte: jacobsschool (ucsd)

O objetivo final é colocar tudo isso na estrutura do dispositivo e transformar todas as transmissões para sem fio. Lu Yin diz:

“Queremos fazer um sistema completo que seja totalmente usável.”

Confira abaixo o vídeo de apresentação da pesquisa:

Confira aqui o artigo sobre o estudo.

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