A revolução da moeda digital e as novas relações com o dinheiro

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Ao longo da história, as trocas de dinheiro já foram representadas por diversos objetos: conchas, sal, tabaco, couro, sementes, ouro e, claro, moedas, cédulas, cheques e cartões de crédito e débito. Só no ano passado, as compras com cartões somaram um recorde de 2 trilhões de reais no Brasil, o dobro de 2016. Mais recentemente, porém, uma nova evolução das trocas de dinheiro ganhou força. Não é preciso nem usar cartão. Basta abrir um aplicativo, apontar a câmera do celular para um código e pronto. O pagamento está feito. E a quantia nem precisa sair de uma conta bancária. Pode ser transferida de uma carteira digital oferecida por um número crescente de empresas.

A digitalização da moeda, que já era realidade, se tornou ainda mais presente com a pandemia. O crescimento das vendas online e a necessidade de ter o mínimo de contato físico impulsionaram as trocas digitais. Segundo estimativa da consultoria Accenture, ao todo 48 trilhões de dólares em transações devem migrar para o formato digital até 2030 no mundo. É uma mudança que afeta consumidores, empresas e investidores. Essas e outras tendências são tema desta série de reportagens especiais. Do bitcoin ao open banking, a forma de lidar com o dinheiro já não é a mesma. “Quanto maior a disponibilidade de informação, mais eficiente se torna o processo de intermediação financeira”, diz Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em artigo exclusivo (leia aqui).

 (Arte/Exame)

O maior símbolo da transformação é o Pix, sistema de transações instantâneas. Poucas vezes se viu uma tecnologia financeira ser adotada por tantos brasileiros em um intervalo tão curto. No fim de janeiro, já eram mais de 61 milhões de pessoas cadastradas no sistema inaugurado em novembro. O que as atrai é a possibilidade de fazer transferências ilimitadas e sem tarifas. Em janeiro, o número de transações do Pix ultrapassou os de TED e DOC somados. Mas o Pix vai além das transferências bancárias. Ele busca ser um meio tão ou mais conveniente do que o cartão ou o dinheiro para fazer pagamentos (de pessoa a pessoa, de pessoa a empresa ou de empresa a empresa). “É o início de um movimento para ter menos trocas de dinheiro em papel, o que traz benefícios para empresas e para a economia”, diz Eduardo Bruzzi, sócio do escritório Lima Feigelson Advogados e especializado no tema.

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