“A minha maior medalha é o meu filho”

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Lidar com frustrações geralmente é uma tarefa difícil, ainda mais quando elas envolvem o cuidado com outras vidas. Porém, a ex-jogadora de vôlei, Ana Paula Henkel, compartilhou seu testemunho recentemente de como decidiu não abortar seu filho e o quanto essa escolha lhe ensinou sobre o valor da vida.

O depoimento foi compartilhado durante um “Especial de Natal” do grupo Brasil Paralelo, que contou com a apresentação do jornalista Ernesto Lacombe e diversos outros comentaristas, como Bené Barbosa e Caio Coppolla.

Ana Paula contou que quando recebeu a notícia de sua gravidez, isso gerou nela um impacto negativo, não apenas devido ao seu relacionamento amoroso um tanto “inseguro”, mas também com relação ao bom contrato que ela havia assinado há pouco tempo como atleta. O patrocínio não previa uma gestação.

“No ano de 2000 eu assinei o melhor contrato de patrocínio que um atleta podia assinar, um contrato que eu planejei a vida inteira. A minha vocação desde os 15 anos: eu vou ser uma atleta olímpica. O ano de 2000 foi tudo”, contou ela. “Eu estava no caminho de ir para a terceira olimpíada e fiquei grávida. Dentro das cláusulas contratutais, a gravidez não estava nos planos e o contrato seria rescindido”.

Ela contou que, sentiu necessidade de um direcionamento e por isso buscou a ajuda de seus pais e os conselhos deles.

“Eu estava em um relacionamento longo, mas que tinha muitas idas e vindas e hoje o pai do meu filho é um grande amigo. A minha mãe começou a chorar: ‘O que você vai fazer? Você vai perder o seu contrato! Tem Olimpíadas! E agora?’”

Apesar de sua mãe mostrar certo desespero, o pai de Ana Paula manteve uma atitude mais centrada e aconselhou a filha, de forma que a fez ver a importância da vida que ela carregava no ventre.

“Eu tinha no meu pai um grande amigo, aquela pessoa que eu sempre falava assim: ‘Eu nunca quero decepcionar o meu pai’. E naquela situação, na cozinha dos meus pais, ele não falava nada. Eu estava muito preocupada com o que ele ia me falar”, relatou.

Emocionada, Ana Paula lembrou das palavras do pai, que lhe serviram como um valioso conselho.

“Quando ela enfim parou [de chorar], meu pai se virou para ela e disse: ‘Você sabe quantas pessoas no mundo hoje, estão chorando como você está chorando, porque alguém que eles amam está morrendo? Você vai chorar dessa maneira porque a vida está batendo na porta da minha casa? Não me interessa a condição. A vida está batendo na porta da minha casa e eu vou abrir, vou celebrar’”, citou ela.

“Hoje, a minha maior conquista, minha maior medalha, meu melhor amigo é o meu filho. Vai fazer 20 anos agora. É uma pessoa incrível”, contou ela.

Testemunho frutificando

Ana Paula contou que anos depois de seu filho ter nascido, ela se mudou para os Estados Unidos, onde ajudou centenas de mulheres grávidas a enxergar que existem outras saídas além do aborto.

“Eu fiz parte de uma ONG que ajudava mulheres grávidas que estavam pensando em fazer aborto, mas que estavam perdidas. Tínhamos uma gama de voluntários, médicos, enfermeiras, pessoas e abrigos”, contou ela.

“Ao longo desses quatro anos, eu contei a minha história para essas mulheres e o que o meu pai me falou, apenas em uma conexão de dividir que eu entendia o que algumas estavam passando. Eu recebi depois algumas fotos e alguns cartões de algumas crianças que as mães decidiram seguir com a gravidez. Em muitas dessas fotos desses bebês, atrás estava escrito: ‘A voz do seu pai mudou o meu caminho’”, acrescentou.

Clique no vídeo acima para conferir o relato completo.

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