A CPI do Senado sobre a pandemia é urgente

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No ano passado, o Congresso Nacional (união de Câmara dos Deputados e Senado Federal) criou uma comissão para “acompanhar” a gestão da pandemia pelo presidente e seus ministros da Saúde. Foi inócua. Enquanto Jair Bolsonaro negava a eficácia de máscaras e fazia propaganda de hidroxicloroquina, os parlamentares fingiam que fiscalizavam os atos à altura da gravidade que impunham.

Em 25 de janeiro de 2021, Rodrigo Maia (DEM) deu entrevista propondo uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mas nada fez para viabilizá-la. Poucos dias depois, Arthur Lira (Progressistas) tomou seu lugar na presidência da Câmara dos Deputados.

Com o agravamento da crise em Manaus, também em janeiro, alguns senadores resolveram se mexer. Eduardo Braga (MDB), Rose de Freitas (MDB) e Humberto Costa (PT) propuseram a renovação da comissão de acompanhamento da gestão da pandemia – mas desta vez sem parceria com deputados federais, inertes sob a gestão de Lira.

A comissão foi (re)criada em 23 de fevereiro, terça-feira. Não se reuniu na quarta, na quinta nem na sexta, como mostra o site oficial. Tem tudo para ser nada. É mais promissora a iniciativa de Randolfe Rodrigues (Rede) para criar uma CPI que apure a responsabilidade do presidente e seus ministros por mais de 250 mil mortes – muitas das quais poderiam ter sido evitadas.

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