91 mil inscrições de mães para trabalhar em escolas

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A Prefeitura de São Paulo recebeu 91.783 inscrições para o programa que visa contratar cerca de 5 mil mães de alunos da rede municipal de ensino para trabalharem como monitoras em escolas por seis meses por um salário de R$ 1.155 ao mês.

O objetivo do POT (Programa Operação Trabalho) Volta às Aulas é que as mães contratadas atuem na fiscalização da adoção dos protocolos sanitários e de distanciamento social nas escolas da rede durante a retomada das aulas presenciais, iniciada na última segunda-feira (15).

As exatas 4.590 vagas serão destinadas para mães que tenham entre 18 e 50 anos, estejam desempregadas há mais de quatro meses e não recebam benefícios como seguro-desemprego. A renda familiar por pessoa também não poderá exceder meio salário mínimo.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Paulo, Aline Cardoso, disse, por nota, que o alto número de inscrições para o programa é um reflexo da crise econômica atual.

“A alta procura por essas vagas em um período de crise profunda pelo qual estamos passando, evidencia a necessidade de investirmos cada vez mais em políticas públicas com foco na geração de renda das famílias”, afirmou.

Seleção

A seleção entre as mais de 90 mil inscrições será realizada por técnicos do Cate (Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo) entre hoje e a próxima quarta-feira (24), segundo a prefeitura.

A convocação de mães selecionadas para a entrega da documentação contratual será feita “por e-mail e telefone, com horário marcado, nos 25 postos do Cate para evitar aglomeração”.

A chamada para entrega de documentos será realizada entre os dias 25 — próxima quinta-feira — e 26 de fevereiro, e o início das atividades de fiscalização nas escolas está previsto para o dia 1º de março.

A rotina de trabalho das mães será de 24 horas semanais junto com outras seis de capacitação, que será feita pela Escola Municipal de Educação Profissional e Saúde Pública Professor Makiguti.

Cada escola da rede municipal deverá ter três mães para o trabalho de monitoria, e as contratadas “não substituirão os trabalhadores efetivos ou terceirizados que atuam nas unidades educacionais”, segundo o Executivo municipal.

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