3 vacinas diferentes contra covid-19: saiba quais suas diferenças

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O Vírus causador da covid-19 o Sars-CoV-2 é composto por inúmeras proteínas em sua superfície chamadas Spike, elas se aderem as células saudáveis do corpo humano e as utilizam para entrar e se proliferar.

Mas a ciência já identificou este processo assim como reconheceu a importância destas proteínas para a confecção de vacinas contra a Covid-19. Conheça três vacinas diferentes contra a covid-19 e saiba quais suas diferenças.

Coronavac

A Coronavac é a vacina desenvolvida na China pela biofarmacêutica Sinovac Biotech para ser produzida e distribuída no Brasil fez parceria com o Instituto Butantã.

Entretanto a Coronavac possui uma eficácia de 50%, ficando no limite minimo instituído pela OMS – Organização Mundial de Saúde, para que possa ser utilizada pela população.

Tanto que seu uso foi liberado em carater emergencial pelas agências reguladoras no Brasil e, também na Turquia, Bolívia e Indonésia.

Como funciona a Coronavac

De acordo com as pesquisas divulgadas a Coronavac utiliza o vírus Sars-CoV-2 inteiro na sua composição, apenas quimicamente inativado, sendo incapaz de causar a covid-19 no corpo humano.

Entretanto as outras vacinas como a AstraZeneca e a Pfizer utilizam apenas uma parte do vírus, chamada de Spike, uma proteína que atua na conexão do vírus com as células humanas saldáveis causando a covid-19.

Assim as nossas células de defesa se ajustariam para reconhecer e se aderir a esta proteina presente no vírus Sars-CoV-2, impedindo que ele se conecte as células humanas para se reproduzir.

Porém a Coronavac por não atuar da mesma forma, pois utiliza o vírus inteiro, passou uma certa insegurança entre os especialistas.

Mas novas notícias parecem trazer vantagens para a Coronavac na luta contra o Sars-CoV-2, pois a nova variante descoberta em Manaus, mais nociva do que a primeira, parece perder a luta contra a vacina produzida no Butantan.

Isto porque normalmente o vírus original ataca o ponto de ligação entre as celulas de defeza e o vírus enquanto a nova cepa viral de Manaus consegue driblar este problema e contornar a ação dos anticorpos.

Desta forma ter o vírus inteiro injetado no organismo é uma vantagem pois todos os tipos de   células defesa passam a atuar contra o agente patogênico e não apenas um certo tipo.

Tanto que de acordo com o virologista Julian Tang professor da Universidade de Leicester na Inglaterra

Ao injetar o vírus inteiro inativado, a Coronavac induz anticorpos que interagem com todas as outras 20 ou 30 proteínas do vírus. Embora estes anticorpos não neutralizem o vírus, reduzem o grau de infecção e a transmissão”

Isto a torna mais eficaz contra a nova cepa descoberta em Manaus.

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Johnson&Johnson

johnson vacina

A empresa atuante na área farmacêutica a muito tempo e bastante popular inclusive no Brasil, conseguiu criar uma vacina contra o Sars-CoV-2 com eficácia de mais de 50% comprovada por inúmeros testes.

De acordo com os resultados divulgados ainda em fevereiro, a vacina possui 66% de eficácia na América Latina, isto significa que o produto atende as exigências estabelecidas pela OMS – Organização Mundial da Saúde que especifica um mínimo superior a 50% de eficácia.

Mas a maior vantagem desta nova vacina é o fato de necessitar de apenas uma dose para atingir seu objetivo, ao contrário das demais que demandam duas doses para se conseguir a porcentagem de imunização necessários.

Como funciona a Vacina da Johnson&Johnson

A maioria dos laboratórios farmacêuticos utilizam um adenovírus, ou seja, um tipo de vírus que pode afetar várias partes do corpo como pulmões, olhos e sistema gástrico, porém inativo quimicamente ou incapaz de se multiplicar no organismo, mas útil para produzir a vacina.

Geralmente o adenovírus usado é de chimpanzé, mas a Johnson&Johnson utilizou um adenovírus humano do mesmo tipo que causa os resfriados comuns. Esta escolha é bastante diferenciada e incomum.

Porém o agente patogênico foi alterado pelos cientistas para perder sua capacidade de reprodução e foi inserido em seu interior material genético do Sars-CoV-2.

Ou mais precisamente as proteínas chamadas de Spikes que atuam na conexão do vírus Sars com as células humanas saldáveis causando a covid-19 nos casos dos patógenos ativos.

Assim as nossas células de defesa se ajustariam para reconhecer e se aderir a estas proteínas de ligação especificas presentes no vírus Sars-CoV-2, impedindo que ele se conecte as células humanas para se reproduzir.

Desta forma o organismo humano é induzido a produzir anticorpos especializados contra este agente, o tornado imune com uma única dose.

Além disso é possível armazenar as doses por até três meses em geladeira comum onde a temperatura alcança entre 2 a 8 graus Celsius, o que seria perfeito para países com clima muito quente como o Brasil e com uma estrutura de armazenamento mais simples.

Astrazenica

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Esta vacina surgiu da colaboração e parceria entre a Universidade de Oxford e a empresa sueco-britânica AstraZeneca.

Embora a vacina tenha apresentado nos testes resultados com uma variação significativa de 62 a 90% de eficácia dependendo da dosagem, ela foi liberada por atender os requisitos da OMS, estando acima dos 50% obrigatórios.

Assim o Reino Unido começou o processo para uso emergencial da vacina ainda em Janeiro, apesar de algumas incertezas.

Como funciona a AstraZeneca

A vacina produzida pela Oxford fez uso de um adenovírus de origem animal, o Chimpanzé.

Da mesma forma que a vacina da Johnson, este adenovírus também consegue penetrar nas células mas não consegue se multiplicar dentro dela.

Portanto é incapaz de causar doenças, mas tem em seu interior material genético do Sars-CoV-2 para produzir as proteínas spike e induzir o organismo a criar células de defesa especificas.

Então depois que a vacina penetra no músculo do braço os adenovírus alterados penetram na célula humana onde ele não se reproduz, mas as células do corpo conseguem decifrar o código genético das proteínas spike do Sars.

Por ser um material estranho começam a enviar essas informações para o organismo como um alarme, ativando as células de defesa do corpo.

Assim o sistema imunológico passa a reconhecer essas proteínas spike especificas como um agente patogênico e começam a reagir a toda célula que apresentar estas proteínas com DNA do Sars-CoV-2, dando início ao processo de imunização.

Todos podem tomar as vacinas?

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De acordo com a bula das vacinas todas as pessoas podem tomar a vacina, mesmo aquelas que possuem asma ou algum tipo de comorbidade como imunodeficiencia, cardiopatias, rinites e até cancêr.

Entretanto como todo medicamento é necessário observar que existem indivíduos com reações alérgicas graves e especificas a certos remédios.

Portanto estes devem primeiro ler a bula das vacinas ou se informar com seu médico de confiança para ter certeza que não apresentam sensibilidade aos componentes usados na fabricação das vacinas.

Créditos de imagem: Pixabay

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