10 Palavras ou expressões brasileiras que é melhor evitar ao viajar para Portugal

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Meu nome é Leticia, sou brasileira e me mudei para Portugal em 2015. De lá para cá, vivi muitas situações inusitadas — e muito divertidas — por conta das diferenças linguísticas entre os dois países. Apesar de falarmos o mesmo idioma, certas palavras e expressões podem acabar atrapalhando a comunicação ou gerando fortes risadas.

Hoje, relembrei experiências minhas e de outros brasileiros que conheci em Portugal, para revelar ao Incrível.club quais são os 10 termos que os brasileiros devem evitar na querida “terrinha”. Confira!

10. “Que massa!”

Amigas minhas, principalmente as paulistas, costumam falar “que massa!” para dizer que algo é bem bacana. Embora certos portugueses — principalmente aqueles que costumam assistir a novelas brasileiras — já estejam acostumados a ouvir essa expressão, a gíria costuma provocar risadas em rodas de conversa em Portugal.

Afinal, a primeira coisa que deve vir na cabeça deles quando falamos “massa” é um prato de macarrão. Na “terrinha”, eles usam outra expressão com o mesmo sentido: “Que fixe!”

9. “Jogar no lixo”

Certa vez, um português me disse que achava estranha a expressão “jogar no lixo”, pois dava a impressão de que nós iríamos — literalmente — “jogar” o lixo em uma lixeira (como se fosse um jogo de basquete).

Embora a maioria das pessoas entenda perfeitamente o que os brasileiros querem dizer com a expressão (e certas regiões de Portugal também dizem “jogar no lixo”), é mais habitual ouvirmos os portugueses dizerem “deitar o lixo”.

8. “Mentira!”

Eu uso bastante a expressão brasileira “mentira!”, para mostrar que eu fiquei impressionada com alguma história. Mas, ao reagir dessa forma com portugueses, eu percebi que muitas vezes eles respondiam “estou te falando a verdade!” e “não é mentira, não!”, como se eu estivesse duvidando deles.

Ao conversar com alguns amigos brasileiros que moravam aqui, todos disseram que tinham a mesma sensação. Ou seja, talvez seja melhor evitar essa expressão em Portugal, para evitar confusões linguísticas.

7. “Eu gostaria de pedir um pastel de Belém”

Pode apostar que quem chama o quitute acima de “pastel de Belém” é brasileiro. A não ser que você esteja — literalmente — em uma lanchonete em Belém, o nome correto desse doce em Portugal é “pastel de nata”. Ou seja, se você estiver em Lisboa ou no Porto e pedir um “pastel de Belém” é comum ouvir dos atendentes portugueses que “só tem pastel de nata”.

6. “Olá, tem pastel?”

A não ser que você esteja em restaurantes ou mercados brasileiros, você provavelmente não vai encontrar pastéis em Portugal. Ao usar a expressão “pastel”, o mais comum é que os portugueses achem que você está pedindo um pastel de nata ou bolinhos de bacalhau — que são chamados de pastéis de bacalhau por aqui.

5. “Vou para a academia”

Assim que me mudei, dividi meu apartamento com uma portuguesa. Certo dia, disse que estava indo para a academia e ela não entendeu por que eu estava com roupas de ginástica. Aí ela me explicou que o local de fazer exercícios era chamado de “ginásio” em Portugal e a palavra “academia” estava mais relacionada à universidade e ao ensino superior.

4. Acredite, você não quer um refrigerante gelado

Em todas as lanchonetes que eu frequentava, os atendentes ficavam me olhando estranho quando eu pedia uma água “gelada” ou um refrigerante “gelado”. E eu quase sempre ouvia a resposta “gelado não tem, mas tem fresco”. Quando eu pegava no refrigerante ele estava — de fato — “gelado”. Foi assim que eu entendi que, em Portugal, quando for pedir uma bebida refrigerada, você deve dizer “fresca”.

Por aqui, a palavra “gelado” é bastante associada a sorvete ou a algo extremamente “gelado” (com pedrinhas de gelo, até). Enquanto no Brasil, “gelado” só quer dizer que queremos a bebida “fria”.

3. Abobrinha seria uma abóbora pequena?

Uma das histórias que eu mais amo da minha experiência em Portugal está relacionada à primeira vez que eu fui a um supermercado. Na época, eu não conhecia o vocabulário europeu direito e perguntei para a atendente: “Com licença, onde tem abobrinha?”

Ela ficou me olhando confusa e pediu para eu esperar. Quando voltou, ela tinha uma abóbora bem pequena na mão e disse: “olha, essa foi a mais pequena que encontrei, não sei se serve” (e, sim, dizer “mais pequena” não é errado em Portugal).

Eu achei a atitude da funcionária tão querida, que acabei levando a miniabóbora para casa, mas a partir desse dia, aprendi que, na linguagem popular, alguns portugueses chamam o diminutivo de abóbora de abobrinha e eu deveria pedir por uma courgette da próxima vez.

2. Durex? É melhor dizer fita-cola

Certo dia eu estava na faculdade e perguntei para amigas portuguesas se elas podiam me emprestar um “durex”. Elas começaram a rir e acharam o pedido bastante estranho. Foi dessa forma que eu descobri que os portugueses não usam essa palavra como sinônimo de fita adesiva — mas sim, de preservativos. Assim, aprendi que eu deveria usar o termo fita-cola nas próximas vezes, para evitar constrangimentos.

1. “Gostaria de uma oferta”

No Brasil, o lanche completo do McDonald’s é chamado de McOferta. Na primeira vez que fui à lanchonete em Portugal, eu disse: “Gostaria de uma oferta do McVeggie”. Logo vi que a atendente ficou muito confusa e disse que o lanche não se tratava de uma oferta.

Achei a reação estranha e uma amiga portuguesa começou a rir, dizendo que ela provavelmente achava que eu não queria pagar pelo sanduíche — já que a palavra “oferta”, em Portugal, quer dizer “algo gratuito” ou um “presente”. Assim, aprendi que eu deveria pedir por um McMenu.

Confusões linguísticas assim chegam a ser engraçadas, não é? Clique aqui para ver mais diferenças entre o português brasileiro e o europeu. Aproveite e conte nos comentários alguma experiência engraçada que você teve em Portugal.

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